UGT - História

História

  • Das origens ao período fascista

    Das origens ao período fascista

    As primeiras associações operárias de socorros mútuos ou de ensino popular foram constituídas, em Portugal, após a revolução liberal de 1820 e a abolição das corporações das artes e ofícios em 1834.

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  • A ditadura de Salazar

    A ditadura de Salazar

    A instabilidade política, a agitação social e a crise geral da sociedade portuguesa, aliadas ao estabelecimento de regimes ditatoriais fascistas em Itália e Espanha, tiveram pesadas consequências para o país.

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  • A ditadura de Marcelo Caetano (1968-1974)

    A ditadura de Marcelo Caetano (1968-1974)

    Em 1968, Salazar (que morreu em 1970) foi substituído por Marcelo Caetano, seu braço direito e "alter ego".

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  • A evolução após o 25 Abril 1974

    A evolução após o 25 Abril 1974

    O "Movimento das Forças Armadas" (MFA) pós fim à ditadura fascista em 25 de Abril de 1974.

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  • O nascimento da UGT

    O nascimento da UGT

    Os conflitos entre os comunistas e os diferentes grupos da minoria no seio da Intersindical Nacional manifestaram-se durante todo o ano de 1976.

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A ditadura de Marcelo Caetano (1968-1974)

Em 1968, Salazar (que morreu em 1970) foi substituído por Marcelo Caetano, seu braço direito e "alter ego".

A política de Caetano caracterizou-se por uma certa "abertura" face ao passado salazarista. A abertura traduzia-se na possibilidade de eleger dirigentes sindicais sem a homologação da policia política (a PIDE) e, facto muito mais importante, na promulgação de uma lei sobre a negociação colectiva, que previa a possibilidade de reivindicar convenções colectivas. Esta lei teve um impacto positivo sobre as condições de trabalho e sobre os salários. Por outro lado, esta nova liberdade de negociação mobilizou os trabalhadores para a luta sindical.

O movimento sindical criado desta forma já não tinha qualquer semelhança com o que havia desaparecido nos anos 30. Os quadros eram jovens e a ideologia diferente. Os jovens católicos, estreitamente ligados ao Centro de Cultura Operária (por sua vez, expressão da Juventude Operária Católica - JOC - e da Liga Operária Católica - LOC), exerciam grande influência, o mesmo se passando em relação aos jovens que haviam pertencido ao movimento estudantil universitário, influenciados pelas lutas de Maio de 68 em França e na Europa.

Em Outubro de 1970, começaram a organizar-se reuniões sindicais, tendo sido criada uma estrutura sindical informal - a Intersindical. No seu inicio, agrupava cerca de 30 sindicatos, os quais - apesar de serem corporativos - dispunham de órgãos de direcção da confiança dos trabalhadores e praticavam uma política autónoma e de ruptura com o regime. Durante estas reuniões, os comunistas representavam a corrente melhor organizada, mas não constituíam a tendência maioritária, a qual era formada por católicos progressistas e socialistas independentes.