UGT - Comunicados

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2020

Greve Administração Pública - UGT reúne com SINDEPOR

2020-01-21
Greve Administração Pública - UGT reúne com SINDEPOR

A UGT, representada pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva, pelo Secretário-geral Adjunto, Sérgio Monte, e pelo Secretário Executivo, Luís Costa, reuniu esta tarde com os dirigentes do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) com o objectivo de analisar os problemas no sector da saúde, bem como a participação deste sindicato na luta da Administração Pública do próximo dia 31 de Janeiro.

 

Secretário-geral da UGT no Gente que Conta

2020-01-20
Secretário-geral da UGT no Gente que Conta

Veja a entrevista ao Secretário-geral da UGT no programa Gente que Conta do Porto Canal, com o jornalista Paulo Baldaia.

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Fórum TSF - Regulação da organização do tempo de trabalho deve ser feita pela negociação colectiva

2020-01-15
Fórum TSF - Regulação da organização do tempo de trabalho deve ser feita pela negociação colectiva

A UGT considera que a valorização dos salários é um tema prioritário, num país de baixos salários e em que a riqueza gerada não se tem traduzido em aumentos salariais significativos, mas considera que a questão da organização do tempo de trabalho sempre foi um ponto central na agenda do movimento sindical.

Em declarações para o Fórum TSF, Carlos Alves, Secretário Executivo da UGT considera que as soluções que estão a ser testadas são pontuais, mas merecem ser seguidas atentamente. O papel da regulação destas matérias deve, em primeira linha, ser assumido pela negociação colectiva, uma vez que esta se assume como a forma mais adequada para encontrar soluções específicas para empresas e sectores.

Para a UGT, a negociação colectiva deve assumir o papel primordial no teste aos novos exemplos europeus, mas reafirmou também o importante papel que a negociação colectiva assume já hoje na regulação dos tempos de trabalho, com soluções igualmente inovadoras.

O dirigente sindical afirma ainda que, em comparação com os restantes países europeus, os portugueses são os que trabalham mais horas, o que se deve a um conjunto de factores como os baixos salários ou a gestão do tempo de trabalho feita nas nossas empresas, com impactos adversos na saúde e bem-estar dos trabalhadores, mas também em políticas estruturantes como são os casos da conciliação, da natalidade ou do envelhecimento activo.

“Temos de olhar com outros olhos para aquilo que é o tempo de trabalho e a gestão do tempo de trabalho em Portugal e operar uma mudança de mentalidade, com a clara consciência que nem sempre o maior número de horas trabalhadas leva a maior produtividade ou melhores resultados”, afirmou.

(Fonte:TSF)

FESAP responde a Centeno - Trabalhadores conhecem os números e é por isso que farão Greve

2020-01-15
FESAP responde a Centeno - Trabalhadores conhecem os números e é por isso que farão Greve

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) respondeu esta quarta-feira ao ministro das Finanças que falou de um aumento da despesa de 3,6% com os trabalhadores do Estado, mas que na opinião da estrutura sindical “ignora” alguns pressupostos.

Leia abaixo a nota de imprensa na íntegra assinada pelo Secretário-geral da FESAP 

“A FESAP não compreende as afirmações proferidas hoje pelo Ministro das Finanças, Mário Centeno, que, de forma inaceitável, confunde a opinião pública e coloca trabalhadores contra trabalhadores, ignorando alguns pressupostos que a FESAP não pode deixar de relembrar e que desmontam, de forma categórica, a argumentação apresentada pelo governante, senão vejamos:

Centeno refere que “há um reforço muito significativo daquilo que são as despesas com pessoal na Administração Pública. É um crescimento da despesa de 3,6%”, acrescentando ainda que o salário médio na Administração Pública vai aumentar 3,2% em 2020.

A FESAP relembra que grande parte desse aumento de 3,6% da despesa com o pessoal da AP resulta da reposição dos salários e da progressão nas carreiras que haviam sido cortados e congelados durante o período de ajustamento económico e financeiro. Este facto vai naturalmente refletir-se no Orçamento do Estado para 2020, mas não significa, de forma alguma, que vai haver um aumento real dos salários dos trabalhadores, nem tão pouco que será cumprido o que está estipulado no Programa do Governo, quando aponta para uma aproximação dos salários em Portugal à média da União Europeia.

A FESAP julga ainda ser necessário referir que o Ministro das Finanças tende confundir a opinião publica misturar aumentos salariais com progressões nas carreiras e médias salariais, utilizando uma forma simplista de fazer contas que é, no mínimo, incorreta e imprecisa, uma vez que nem sequer estamos perante a recuperação dos níveis salariais de 2009.

O Ministro das Finanças afirmou também que “temos que ter muito bem presentes os números. Normalmente em Portugal quem jogou com os números, quem acabou por pagar foram os portugueses porque acabou sempre por a fatura aparecer ou para uma geração ou para as vindouras. Queremos com transparência, mas com os números certos em cima da mesa se tenha essa discussão”.

A FESAP, não querendo fazer uma leitura revezada destas afirmações, responde ao Sr. Ministro relembrado que, infelizmente, os trabalhadores da Administração Pública tiveram e têm sempre muito presentes os números, já que, enquanto portugueses que são, foram desde a primeira hora chamados a pagar, com os seus salários, a fatura a que Mário Centeno se refere, e não deixa de notar que, muito provavelmente por esquecimento, não foi dirigida uma palavra de reconhecimento pelo esforço e pelos sacrifícios a que os trabalhadores foram sujeitos no decurso da última década.

E é exatamente por terem números certos em cima da mesa que no próximo dia 31 de janeiro vai realizar-se uma grande Greve Nacional da Administração Pública, já que esses números dizem, à vasta maioria dos trabalhadores, que o seu salário continua hoje a valer menos do que valia há 11 anos atrás. Que o digam os largos milhares de trabalhadores que com 10, 15 ou até mesmo 20 anos de serviço, permanecem na base da estrutura remuneratória das respetivas carreiras, auferindo salários líquidos de cerca de 550 euros os assistentes operacionais e os assistentes técnicos e cerca de 900 euros os técnicos superiores.

A FESAP não pode ainda deixar de referir que recorrer a médias é quase sempre generalizador, pernicioso e enganador - e Mário Centeno recorre às médias quase como uma figura de estilo -, já que a realidade, que tanto revolta os trabalhadores, é que este anunciado aumento de 0,3% dos salários da Administração Pública é a primeira tentativa, frustrada, de produzir qualquer aumento salarial em 10 anos e isso, Sr. Ministro, é a única conta certa ou figura de estilo que não pode ser negada.

Finalmente, tomando boa nota das palavras de Mário Centeno no sentido de afirmar que “obviamente a negociação está sempre aberta”, a FESAP espera ser convocada, ainda antes da votação final global do Orçamento do Estado para 2020 que terá lugar a 6 de fevereiro, para uma reunião negocial que permita estabelecer aumentos salariais reais para todos os trabalhadores da Administração Pública.”

O Secretário-geral

José Abraão

GP PCP - UGT apresenta as razões de descontentamento dos trabalhadores face ao O.E. 2020

2020-01-15
GP PCP - UGT apresenta as razões de descontentamento dos trabalhadores face ao O.E. 2020

A UGT esteve reunida, no dia 14 de Janeiro, com o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), na Assembleia da República, para apresentar, tal como fez com outros grupos parlamentares, as razões do descontentamento dos trabalhadores portugueses perante a proposta de Orçamento do Estado para 2020.

Em declarações à UGT TV, no final do encontro, o Secretário-Geral Adjunto da UGT, Sérgio Monte, reafirmou as preocupações sindicais face um orçamento que privilegia o económico em detrimento do social.

Para o dirigente sindical, o documento em apreciação deveria dar um “sinal claro no sentido da valorização dos salários muitos dos quais estagnados há mais de 10 anos.” Acrescentando que medidas há muito reivindicadas pela UGT como o “englobamento de rendimentos, uma maior progressividade fiscal, a revisão das taxas de IRS e a actualização dos escalões à base da inflação prevista, não são contempladas neste orçamento”.

Sérgio Monte confirmou que o PCP, em sede de discussão na especialidade, iria apresentar várias propostas de alteração ao documento, muitas delas coincidentes com as reivindicações da UGT, nomeadamente, o aumento dos escalões do IRS e a sua atualização face à inflação prevista para 2020, o englobamento de rendimentos e a valorização das pensões através de um aumento intercalar.

Além do Secretário-geral Adjunto da UGT, integraram a delegação da UGT na reunião com o PCP, os Secretários-gerais Adjuntos, Paula Bernardo e José Cordeiro.