UGT - Comunicados

Notícias Internacionais

2018

Georges Dassis deixa a Presidência do CESE

2018-04-18
Georges Dassis deixa a Presidência do CESE

Georges Dassis fez hoje na sessão de meio mandato que decorreu no Parlamento Europeu, o seu discurso de despedida enquanto presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE).

João Dias da Silva eleito para o Bureau de direcção do CESE

2018-04-18
João Dias da Silva eleito para o Bureau de direcção do CESE

João Dias da Silva foi hoje eleito, em representação da UGT, para o Bureau de direção do CESE, único representante português neste órgão.

É com muito orgulho e expectativa que a UGT encara este desafio, mas sobretudo com enorme sentido de responsabilidade para o próximo período do mandato, que se prolonga até setembro de 2020.

 

O Semestre Europeu para o crescimento e emprego;

A implementação do Pilar europeu dos direitos sociais;

Os 100 anos da OIT e o futuro do trabalho;

Os desafios da Europa pós-Brexit;

Os desafios da economia digital, a robotização e a automação;

Os empregos do futuro, numa perspectiva de igualdade de género, de salários e de condições de trabalho;

A solidariedade europeia numa Europa mais próxima dos cidadãos, tolerante e humanista;

As respostas à imigração e às consequências das guerras, ao terrorismo e à violência, ao racismo e à xenofobia;

O Trabalho digno e direitos humanos;

O combate às desigualdades numa sociedade individualista e egoísta, onde importa um combate contra a pobreza e a precariedade nas relações de trabalho;

A capacidade do movimento sindical se reinventar;

O reforço do diálogo social e político como portas abertas para a paz social e a procura de compromissos.

 

Estes são os caminhos do CESE que enfrentamos.

Acredito que o João Dias da Silva dignificará os trabalhadores portugueses e valorizará o papel da UGT no conjunto das nações europeias alinhadas no CESE.

Tal como demonstrámos a nossa satisfação quando da eleição de Gonçalo Lobo Xavier para a vice-presidência do CESE em 2015, é com a mesma atitude humilde, mas proactiva, que encaramos esta eleição.

 

Carlos Silva

Secretário-geral da UGT

Relatório ETUI/CES – UGT exige mais medidas para a recuperação dos salários

2018-03-20
Relatório ETUI/CES – UGT exige mais medidas para a recuperação dos salários

Num breve comentário a este estudo o Secretário Executivo da UGT, Bruno Teixeira, considera que a recuperação salarial necessita de medidas mais fortes, nomeadamente através do aumento do salário mínimo, da dinamização da negociação coletiva que promova um aumento generalizado dos salários intermédios e do combate à precariedade.

Portugal é um dos nove Estados-membros da União Europeia onde os trabalhadores continuam a ganhar menos do que antes da crise. Os dados são os de um relatório publicado pelo Instituto Sindical Europeu sobre o mercado laboral na Europa, onde a CES aponta que há nove países na UE onde os trabalhadores ganharam menos em 2017 do que ganharam em 2010 - Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Finlândia, Croácia e Chipre -, sendo que em seis deles os salários em 2017 foram inferiores aos de 2016 (Portugal, Croácia e Chipre são as exceções).

Segundo os dados do Instituto Sindical Europeu (ETUI) -- que estima os "salários reais" tendo em conta o aumento do custo de vida -, os salários reais recuaram 8,3% em Portugal entre 2010 e 2017, tendo conhecido um aumento "muito modesto", de 0,1%, entre 2016 e 2017. Portugal esteve sob programa de assistência financeira entre 2011 e 2014.

Em 9 países europeus, Portugal teve a terceira maior perda em termos reais, devido às políticas de austeridade, cujo ajustamento foi feito essencialmente à custa dos salários.

 

Trabalhadores de 9 países em situação pior do que antes da crise!

2018-03-19
Trabalhadores de 9 países em situação pior do que antes da crise!

Os trabalhadores de 9 países europeus recebem menos em 2017 do que em 2010!

Os países em questão são a Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Finlândia, Croácia e Chipre.

Os trabalhadores de 6 destes países – Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia e Finlândia – também receberam menos em 2017 do que em 2016.

São estes os dados avançados por um novo relatório, intitulado ‘Benchmarking Working Europe 2018’ (“Análise comparativa do mercado de trabalho europeu em 2018”) e publicado pelo Instituto Sindical Europeu (ETUI) no dia 19 de Março – mais informação em baixo.

Os dados são calculados pelo ETUI, com base em informações independentes publicadas em Fevereiro de 2018, e dizem respeito a “salários reais” – o valor dos salários quando se considera o custo de vida. 

 

Desenvolvimento dos salários reais em %

 

2010-2017

2016-2017

Grécia

-19.1

-0.4

Chipre

-10.2

0.6

Portugal

-8.3

0.1

Croácia

-7.9

1.2

Espanha

-4.4

-1.5

Itália

-4.3

-0.9

Reino Unido

-2.4

-0.6

Bélgica

-1.1

-0.8

Finlândia

-1.0

-2.0

  Fonte: quadros 4.2 e 4.3 de ‘Benchmarking Working Europe 2018’, ETUI

 

“Apesar de toda a conversa sobre recuperação económica, há trabalhadores em muitos países de grandes dimensões que estão pior agora do que antes da crise”, afirmou Esther Lynch, Secretária-Confederal da Confederação Europeia de Sindicatos. “Não é, por isso, de espantar que até a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estejam a apelar a um crescimento salarial mais sólido. É fundamental não só para a justiça social, como também para fomentar o crescimento e criar empregos de qualidade.”

“Está na hora de considerarmos medidas mais fortes que promovam a melhor forma de alcançar aumentos salariais justos e sensíveis – negociações entre empregadores e sindicatos. As regras de contratação pública europeias deveriam exigir que apenas as empresas abrangidas por convenções coletivas pudessem celebrar contratos públicos.”

“A UE e os estados-membros poderiam estabelecer metas para aumentar o número de trabalhadores abrangidos por convenções coletivas. A UE deveria exigir imediatamente aos estados-membros que apresentassem as medidas que vão adotar para aumentar a abrangência das convenções coletivas.”

Em Portugal, a UGT congratula-se com a mudança de opções políticas desde logo assumidas pelo actual Governo, e que refletem uma maior sensibilidade social que procura ir ao encontro da necessidade de aliviar os sacrifícios anteriores e de promover uma melhoria gradual dos rendimentos dos trabalhadores. Algumas medidas permitiram, ainda que de forma ténue e insuficiente, uma recuperação do poder de compra dos trabalhadores, contudo mostram-se ainda incapazes de dar resposta aos problemas profundos com que as pessoas e o País se confrontam.

O relatório do ETUI será apresentado às 18:30 de 19 de Março na Representação Permanente da Áustria junto da UE, situada na Avenida de Cortenbergh 30, 1040 Bruxelas. Para mais informações, consulte https://www.etui.org/Events/Launch-of-the-ETUI-ETUC-Benchmarking-Working-Europe-2018-report-What-convergence-and-what-divergence-across-the-EU.

 

UGT no XXI Congresso da FABI

2018-03-05
UGT no XXI Congresso da FABI

Uma delegação da UGT, liderada pelo Secretário-geral, Carlos Silva, encontra-se em Roma, entre os dias 5 e 7 de Março, para participar no XXI Congresso Nacional da FABI (Federação Autónoma Bancária Italiana).

O encontro que contará com a presença de mais de 1500 líderes sindicais italianos, bem como de altos dirigentes bancários, personalidades do mundo do trabalho, sindicatos e representantes políticos, tem como objectivo o debate profundo sobre as questões que determinam a actualidade do sector bancário, o papel dos sindicatos nestas dinâmicas e as transformações do mundo financeiro.

Além do Secretário-geral constituem a delegação da UGT, os secretários-gerais adjuntos, Luís Correia e Sérgio Monte, o secretário executivo, Luís Costa e o Presidente do maior sindicato bancário filiado na UGT (SBSI), Rui Riso, bem como o membro da direcção do sindicato, Cristina Trony.

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