UGT - Comunicados

Notícias Internacionais

2019

UGT presente no Congresso da maior confederação belga - ACV/CSC

2019-10-10
UGT presente no Congresso da maior confederação belga - ACV/CSC

Sob o tema da questão “Que trabalho amanhã?”, a confederação sindical cristã belga (ACV/CSC) está reunida em congresso, entre os dias 8 e 12 de Outubro, na cidade belga de Oostende, onde determina conclusões com base em três grandes temas de reflexão para preparar o futuro da defesa dos trabalhadores e do trabalho, tendo em consideração as grandes mudanças tecnológicas:

Tema 1 - Um mercado de trabalho em transição.

Tema 2 -  Empregos e transição.

Tema 3 - Um mundo em transição.

Estes temas serão desenvolvidos durante os três dias de congresso e as conclusões serão as grandes linhas de acção para os próximos quatro anos.

A UGT está representada neste congresso pelo seu Secretário-geral Adjunto, José Cordeiro e onde participam 96 delegados internacionais em ambiente de total solidariedade com as preocupações que hoje assolam o movimento sindical em todo o mundo:

- como enfrentar os desafios da tecnologia na sua relação com o trabalho? 

- como colocar a tecnologia ao serviço do ser humano e da sociedade?

- como redistribuir os rendimentos numa economia em transição?

- como tornar a favor dos trabalhadores a redução do tempo de trabalho feito pelas máquinas?

- como fomentar um bom crescimento económico, isto é, social e ambientalmente sustentável?

- como garantir formação em momento de transição?

- como defender os trabalhadores das plataformas digitais?

- como ter movimentos migratórios justos?

- como combater o dumping social?

- como reforçar a necessidade de trabalho decente em todo o mundo e como reforçar o papel da OIT num mundo cada vez mais globalizado?

Estas e outras questões também serão partilhadas nas diversas reuniões dos parceiros internacionais presentes.

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CESE - UGT debate a "Sustentabilidade, a dimensão social e a mobilidade laboral na Europa”

2019-10-09
CESE - UGT debate a "Sustentabilidade, a dimensão social e a mobilidade laboral na Europa”

O Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, representante de Portugal no Grupo dos Trabalhadores do Comité Económico e Social Europeu, encontra-se em Helsínquia, na Finlândia, para participar na reunião extraordinária sobre “Sustentabilidade, dimensão social e mobilidade laboral na Europa”.

Estes são temas prioritários da Presidência finlandesa que actualmente ocupa a liderança rotativa da U.E. Desta forma, foram convidados representantes do governo finlandês para esta reunião e o ministro do emprego da Finlândia, Timo Harakka, foi o orador convidado para a sessão de abertura. 

Para o grupo de trabalhadores do CESE, um mercado único sustentável deve impedir o dumping social e garantir salários iguais por trabalho igual no mesmo local. O debate incidirá sobre como a mobilidade laboral pode ser legal e regulamentada de forma justa para promover a confiança mútua na UE. 

Neste encontro também será discutido o programa de trabalho da Comissão Europeia para 2019-2024. Os próximos meses serão decisivos para o envolvimento com o recém-eleito Parlamento Europeu e Comissão, a fim de fortalecer seu compromisso com os trabalhadores e a justiça social em uma União Europeia que aspira a lutar por mais.

UGT participa na Semana Europeia das Regiões

2019-10-08
UGT participa na Semana Europeia das Regiões

A UGT participou, nos dos dias 07 e 08 de Outubro, na edição 2019 da Semana Europeia das Regiões, estando presente em várias sessões de trabalho relativas a temas como a cooperação regional Norte de Portugal/Galiza, o futuro Quadro Financeiro Plurianual e os desafios dos fundos estruturais e da política de coesão.

A UGT esteve representada pela Secretária Geral Adjunta Paula Bernardo e pelo Secretário Executivo Carlos Alves.

Entre os vários oradores podem destacar-se o Vice-Presidente da Xunta da Galiza, a Presidente da CCDR-Norte e vários responsáveis da Comissão Europeia. 

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7 de Outubro - Dia Mundial do Trabalho Digno - Investir nos Cuidados

2019-10-07
7 de Outubro - Dia Mundial do Trabalho Digno - Investir nos Cuidados

Não há nada mais importante para as pessoas que trabalham do que saber que os seus filhos e os seus familiares idosos estão a cuidados de forma adequada.

Os cuidados, especialmente para as crianças pequenas e os idosos, são um dos setores com maior crescimento na Europa. Estima-se que os cuidados empreguem cerca de oito milhões de pessoas, representando cerca de 5% da força de trabalho em geral. A grande maioria dos trabalhadores deste setor, 88,2%, são mulheres.

As pessoas que trabalham na linha de frente da prestação de cuidados desempenham um papel vital, essencial para o bem-estar de filhos e familiares, permitindo que pais e adultos com familiares idosos trabalhem e ganhem a vida.

No entanto, o trabalho de prestação de cuidados, realizado na maioria dos casos por mulheres, é mal remunerado e subvalorizado e, consequentemente, sofre com a escassez de trabalhadores. Este tipo de trabalho é frequentemente

•mal pago;

• exigente a nível físico e emocional, com elevada carga de trabalho;

• realizado em condições inseguras, com formação desadequada, perspetivas de carreira precárias e, em alguns casos extremos, em condições de quase escravidão.

Enquanto os profissionais da prestação de cuidados são mal pagos, o serviço é caro para quem tem que o pagar do próprio bolso. Uma pesquisa realizada em toda a UE em 2015 constatou que quase 60% das pessoas tinham dificuldades em suportar o custo dos cuidados à infância e 5% com a disponibilidade deste tipo de cuidados. Há também uma escassez de assistência infantil e ainda mais de assistência a idosos - em Espanha e na Itália, cerca de 30% da necessidade de prestação de cuidados ao domicílio (não assistência infantil) não é atendida.

Os prestadores de cuidados são trabalhadores dos setores público e privado, sendo em alguns casos empregadas domésticas, contratadas diretamente pela família ou pela pessoa que necessita de cuidados e de apoio.

Não há suficiente investimento público no sistema. O direito aos cuidados, de que todos precisamos em algum momento de nossas vidas, deve ser garantido.

 “As pessoas que necessitam de cuidados para crianças ou pais idosos geralmente consideram estes serviços caros, enquanto as que prestam cuidados são mal pagas”, afirmou Esther Lynch, Secretária Geral Adjunta da Confederação Europeia de Sindicatos (CES). “É necessário maior acesso aos cuidados para melhorar as perspetivas de manutenção do trabalho de muitos trabalhadores; no entanto, isto não deve ser feito às custas daqueles trabalhadores. Há que melhorar o acesso aos cuidados em toda a Europa e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade deste tipo de trabalho ”.

De acordo com a EPSU (Federação Europeia dos Sindicatos do Serviço Público) os trabalhadores precisam de mais investimento público para obter mais remuneração e melhores condições de trabalho, aumento de pessoal, melhor saúde e segurança, mais formação e mais oportunidades para o desenvolvimento de carreira.

De acordo com a UNI Europa, o sindicato europeu do setor dos serviços públicos, mais de metade de todos os profissionais de saúde estão em situações emocionalmente perturbadoras até 75% do seu tempo de trabalho, e 1 em cada 4 profissionais de saúde afirma que necessita de mais formação para cumprir as suas obrigações. O preço que isso acarreta aos trabalhadores, além da tensão física, é considerável, sendo esta uma das razões pelas quais a rotatividade de trabalhadores em alguns países da UE é de 50%. Especialmente em empresas multinacionais, como a Fresenius e da Orpea, os trabalhadores precisam e merecem melhores condições de trabalho.

É por isso que a Uni Europa e a EPSU apelam à negociação coletiva setorial para todos os profissionais do setor dos cuidados.

A negociação coletiva setorial é essencial para garantir que os trabalhadores desfrutam de melhores condições de trabalho, com um enorme impacto no bem-estar dos utentes e dos cidadãos.

"Os governos têm um papel a desempenhar", acrescentou Esther Lynch, Secretária Geral Adjunta da CES. “As políticas de garantia de serviços de atendimento de qualidade mais públicos e acessíveis também devem combater o problema dos salários e condições precárias para os profissionais do setor dos cuidados. Uma forma de o fazer é apoiando a negociação coletiva.”

Segundo a EFFAT (Federação Europeia de Sindicatos da Alimentação, Agricultura e Turismo), a maioria das centenas de milhares de trabalhadores domésticos na Europa está a trabalhar na economia informal, tornando-os vulneráveis ​​ao isolamento, à pobreza, ao assédio, à violência e, nalguns casos, até à escravidão. Vários Estados-Membros da UE – embora ainda sejam muito poucos - reconheceram o valor do trabalho duro e fundamental dos trabalhadores domésticos, trazendo-os para a economia formal através de esquemas subsidiados pelo Estado, como é o caso dos vouchers de serviços. No entanto, a organização e o fortalecimento do poder sindical dos trabalhadores domésticos constituem ferramentas essenciais para a garantia do trabalho digno no setor.

“Esther Lynch comentou que os prestadores de cuidados no domicílio são particularmente vulneráveis, mas são principalmente excluídos da proteção dos direitos laborais da UE”. "A nova Comissão deve resolver este problema, através da introdução de um instrumento legal que alinhe todas as diretivas relevantes da UE com a Convenção Nº 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante direitos aos trabalhadores domésticos".

UGT participa no Simpósio da ACTRAV "O Futuro do Trabalho que Nós Queremos"

2019-10-07
UGT participa no Simpósio da ACTRAV "O Futuro do Trabalho que Nós Queremos"

A UGT, representada pela Secretária Internacional, Catarina Tavares, participou, entre os dias 07 e 08 de Outubro, em Genebra, num Simpósio sobre " O Futuro do Trabalho que Nós Queremos", promovido pela Agência de Actividades do Grupo dos Trabalhadores (ACTRAV) da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o objectivo de discutir os desafios e as oportunidades que se perspectivam perante as mudanças que se estão a verificar no mundo do trabalho. 

Tratou-se de uma iniciativa no âmbito da comemoração do Centenário da OIT. De facto, tratou-se de reflectir sobre um passado que permitiu progressos económicos e sociais e de luta continua contra a pobreza, a desigualdade e a injustiça que persistem apesar de tudo em numerosos países,  mas tratou-se sobretudo de preparar um futuro que se consolida a cada dia que passa, modelando-o de forma a não deixar ninguém para trás.Este é o momento de pensar no que já se sabe sobre o futuro do trabalho e de agir no sentido de lhe dar à revolução tecnológica uma face humana. 

Neste momento há muitas, muitas interrogações:

Que fazer para que o crescimento e o desenvolvimento sejam verdadeiramente inclusivos e sustentáveis? Como assegurar uma transição justa para a economia verde no quadro das alterações climáticas? 

A indústria 4.0 representa um desafio para os trabalhadores e para os sindicatos. Como é que a negociação colectiva se pode adaptar à automatização e a outras tecnologias?

Que novas formas de trabalho e de relações de trabalho surgem designadamente na economia de plataforma?

Estratégias de desenvolvimento de competências, de qualificação e de capacitação dos trabalhadores. A renovada importância da aprendizagem ao longo da vida  faz da formação um direito universal. Qual o papel dos sindicatos na governança do desenvolvimento de competências?

Como garantir trabalho digno e uma proteção adequada para todos inclusivamente, aos que trabalham na economia informal? 

Qual o papel das instituições internacionais numa transição justa? Como assegurar a coerência política entre essas instituições? Como enfrentar os desafios globais das alterações climáticas, da demografia ou da governança do comércio mundial?

Que papel para a OIT e para as organizações sindicais face às mudanças em curso no mundo do trabalho? Quais as oportunidades, quais os desafios?

O Futuro do Trabalho é um desafio global e civilizacional. A Declaração do Centenário aprovada na Conferência Internacional do Trabalho no passado mês de Junho convida-nos a pensar de forma integrada estas e outras questões vitais para que o movimento sindical possa ser relevante para os trabalhadores do futuro, continuando a sua missão de luta contra as desigualdades e pelo trabalho digno. A declaração do Centenário convoca-nos a acreditar que apesar das novas tecnologias o futuro do trabalho pode manter a sua função social ao colocar as pessoas no centro de todas as preocupações.

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