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2018

Relatório ETUI/CES – UGT exige mais medidas para a recuperação dos salários

2018-03-20
Relatório ETUI/CES – UGT exige mais medidas para a recuperação dos salários

Num breve comentário a este estudo o Secretário Executivo da UGT, Bruno Teixeira, considera que a recuperação salarial necessita de medidas mais fortes, nomeadamente através do aumento do salário mínimo, da dinamização da negociação coletiva que promova um aumento generalizado dos salários intermédios e do combate à precariedade.

Portugal é um dos nove Estados-membros da União Europeia onde os trabalhadores continuam a ganhar menos do que antes da crise. Os dados são os de um relatório publicado pelo Instituto Sindical Europeu sobre o mercado laboral na Europa, onde a CES aponta que há nove países na UE onde os trabalhadores ganharam menos em 2017 do que ganharam em 2010 - Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Finlândia, Croácia e Chipre -, sendo que em seis deles os salários em 2017 foram inferiores aos de 2016 (Portugal, Croácia e Chipre são as exceções).

Segundo os dados do Instituto Sindical Europeu (ETUI) -- que estima os "salários reais" tendo em conta o aumento do custo de vida -, os salários reais recuaram 8,3% em Portugal entre 2010 e 2017, tendo conhecido um aumento "muito modesto", de 0,1%, entre 2016 e 2017. Portugal esteve sob programa de assistência financeira entre 2011 e 2014.

Em 9 países europeus, Portugal teve a terceira maior perda em termos reais, devido às políticas de austeridade, cujo ajustamento foi feito essencialmente à custa dos salários.

 

Trabalhadores de 9 países em situação pior do que antes da crise!

2018-03-19
Trabalhadores de 9 países em situação pior do que antes da crise!

Os trabalhadores de 9 países europeus recebem menos em 2017 do que em 2010!

Os países em questão são a Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Finlândia, Croácia e Chipre.

Os trabalhadores de 6 destes países – Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia e Finlândia – também receberam menos em 2017 do que em 2016.

São estes os dados avançados por um novo relatório, intitulado ‘Benchmarking Working Europe 2018’ (“Análise comparativa do mercado de trabalho europeu em 2018”) e publicado pelo Instituto Sindical Europeu (ETUI) no dia 19 de Março – mais informação em baixo.

Os dados são calculados pelo ETUI, com base em informações independentes publicadas em Fevereiro de 2018, e dizem respeito a “salários reais” – o valor dos salários quando se considera o custo de vida. 

 

Desenvolvimento dos salários reais em %

 

2010-2017

2016-2017

Grécia

-19.1

-0.4

Chipre

-10.2

0.6

Portugal

-8.3

0.1

Croácia

-7.9

1.2

Espanha

-4.4

-1.5

Itália

-4.3

-0.9

Reino Unido

-2.4

-0.6

Bélgica

-1.1

-0.8

Finlândia

-1.0

-2.0

  Fonte: quadros 4.2 e 4.3 de ‘Benchmarking Working Europe 2018’, ETUI

 

“Apesar de toda a conversa sobre recuperação económica, há trabalhadores em muitos países de grandes dimensões que estão pior agora do que antes da crise”, afirmou Esther Lynch, Secretária-Confederal da Confederação Europeia de Sindicatos. “Não é, por isso, de espantar que até a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estejam a apelar a um crescimento salarial mais sólido. É fundamental não só para a justiça social, como também para fomentar o crescimento e criar empregos de qualidade.”

“Está na hora de considerarmos medidas mais fortes que promovam a melhor forma de alcançar aumentos salariais justos e sensíveis – negociações entre empregadores e sindicatos. As regras de contratação pública europeias deveriam exigir que apenas as empresas abrangidas por convenções coletivas pudessem celebrar contratos públicos.”

“A UE e os estados-membros poderiam estabelecer metas para aumentar o número de trabalhadores abrangidos por convenções coletivas. A UE deveria exigir imediatamente aos estados-membros que apresentassem as medidas que vão adotar para aumentar a abrangência das convenções coletivas.”

Em Portugal, a UGT congratula-se com a mudança de opções políticas desde logo assumidas pelo actual Governo, e que refletem uma maior sensibilidade social que procura ir ao encontro da necessidade de aliviar os sacrifícios anteriores e de promover uma melhoria gradual dos rendimentos dos trabalhadores. Algumas medidas permitiram, ainda que de forma ténue e insuficiente, uma recuperação do poder de compra dos trabalhadores, contudo mostram-se ainda incapazes de dar resposta aos problemas profundos com que as pessoas e o País se confrontam.

O relatório do ETUI será apresentado às 18:30 de 19 de Março na Representação Permanente da Áustria junto da UE, situada na Avenida de Cortenbergh 30, 1040 Bruxelas. Para mais informações, consulte https://www.etui.org/Events/Launch-of-the-ETUI-ETUC-Benchmarking-Working-Europe-2018-report-What-convergence-and-what-divergence-across-the-EU.

 

UGT no XXI Congresso da FABI

2018-03-05
UGT no XXI Congresso da FABI

Uma delegação da UGT, liderada pelo Secretário-geral, Carlos Silva, encontra-se em Roma, entre os dias 5 e 7 de Março, para participar no XXI Congresso Nacional da FABI (Federação Autónoma Bancária Italiana).

O encontro que contará com a presença de mais de 1500 líderes sindicais italianos, bem como de altos dirigentes bancários, personalidades do mundo do trabalho, sindicatos e representantes políticos, tem como objectivo o debate profundo sobre as questões que determinam a actualidade do sector bancário, o papel dos sindicatos nestas dinâmicas e as transformações do mundo financeiro.

Além do Secretário-geral constituem a delegação da UGT, os secretários-gerais adjuntos, Luís Correia e Sérgio Monte, o secretário executivo, Luís Costa e o Presidente do maior sindicato bancário filiado na UGT (SBSI), Rui Riso, bem como o membro da direcção do sindicato, Cristina Trony.

Ver fotos (Flickr)

A ganância dos acionistas custa a todos os trabalhadores 1764€ em salários... apenas em 2017!

2018-02-27
A ganância dos acionistas custa a todos os trabalhadores 1764€ em salários... apenas em 2017!

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) calculou que tendo em conta o peso dos salários em relação ao PIB no início da década de 1990, os trabalhadores da U.E. teriam ganho mais 1764€, só em 2017!

O peso dos salários em relação ao PIB está em declínio desde meados da década de 1970. Os salários representavam 72% do PIB da UE em 1975 e, em 2017, representavam menos de 63%.

Os números calculados para os países individualmente são: República Checa €4107, Polónia €2777, Alemanha €2169, Espanha €2806, Itália €3354, Hungria €2122 e Portugal €1890.

A CES não calculou a quantia total de perdas salariais desde o início dos anos 90, mas o número seria substancial.  

Esther Lynch, Secretária Confederal da CES afirma “Trata-se de um roubo salarial”. “Os ricos continuam a enriquecer à custa de pessoas que dependem do seu salário para viver. As empresas arrecadam uma maior proporção de receita, como lucros, à custa dos salários. Não seria tão negativo se os lucros fossem reinvestidos no negócio e formação para os trabalhadores, mas o investimento também tem vindo a diminuir em proporção do PIB ".

“Os sindicatos teriam todo o direito de exigir um aumento de salário extra para compensar a perda de uma parte justa da riqueza que os trabalhadores ajudaram a gerar. Serão certamente colocadas perguntas sobre a participação salarial em diferentes setores, bem como em empresas individuais.”

 “A Europa precisa de aumentos salariais para reduzir a desigualdade e para impulsionar o crescimento económico. Enquanto os ricos colocam dinheiro no banco, os trabalhadores gastam os seus salários em bens e serviços que beneficiam as empresas e que criam empregos.”

 “Os políticos e os economistas preocupam-se muito com os custos dos salaries – mas o verdadeiro problema, pelo menos nos últimos 25 anos, tem sido o custo do capital: a quantia paga aos acionistas. A resposta reside na renovação da negociação coletiva para obter salários mais justos.”

 

País

Salários em proporção de PIB, 2017

Aumento médio da remuneração dos trabalhadores a tempo completo e parcial em 2017 se os salários representassem 66% do PIB (como aconteceu na UE no início dos anos 90)

UE

62,9%

€1764

República Checa

53,5%

€4107

Polónia

54,7%

€2777

Alemanha

62,7%

€2169

Espanha

60,7%

€2806

Itália

60,5%

€3354

Hungria

56,8%

€2122

Portugal

60,5 %

€1890

Salários Ajustados em percentagem do PIB (em custos dos fatores) – fonte: base de dados da Ameco

Consulte a press release da ETUC no link abaixo

Nota: Tradução da responsabilidade da UGT

Relatório de Actividades da representação da UGT no CESE - 2017

2018-01-23
Relatório de Actividades da representação da UGT no CESE - 2017

A representação da UGT no Comité Económico e Social Europeu, em 2017, foi assegurada pelo Secretário-Geral, Carlos Silva, e pelo Vice-Presidente, João Dias da Silva.

Durante o ano de 2017, ambos integraram a secção especializada SOC - Emprego, Assuntos Sociais e Cidadania. O primeiro integrou ainda a secção especializada ECO -  União Económica e Monetária e Coesão Económica e o segundo transitou este ano desta mesma secção para a secção REX - Relações Internacionais.

Consulte no link abaixo o Relatório completo de Actividades da representação da UGT no CESE