UGT - Comunicados

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2018

ITUC-CSI - Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho

2018-04-28
ITUC-CSI - Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho

A nível mundial, as más condições de trabalho matam um trabalhador a cada 11 segundos. Todas estas mortes são evitáveis, no entanto a contagem de corpos continua a aumentar, alerta Sharan Burrow. A Secretária Geral da Confederação Sindical Internacional (ITUC/CSI) afirma que essa é a razão pela qual os sindicatos globais estão a lançar uma campanha reforçada e urgente para exigir  segurança, justiça e responsabilidade.

Todas as mortes relacionadas com o trabalho são evitáveis. Temos o conhecimento. Temos a tecnologia. Conseguimos viver durante meses no vazio do espaço. 

Mas em todo o mundo, o número de trabalhadores que morrem no trabalho tem aumentado nitidamente. E não se deve à falta de know-how, mas antes à falta de vontade. Avalia-se as empresas pelas contas anuais, não pelo número de acidentes. Os diretores de empresas são largamente e legalmente recompensados pela alienação de bens patrimoniais, cortes nos empregos, outsourcing e obtenção de lucros. Apenas quando acontecem grandes desastres surgem rumores de preocupação em relação à saúde e segurança dos trabalhadores por parte dos órgãos executivos. 

E o desinteresse ou negligência têm um custo. É por esta razão que estimativas da Organização Internacional do Trabalho , publicadas em Setembro de 2017, mostraram que os acidentes e doenças relacionadas com o trabalho aumentaram em todo o mundo para 2.78 milhões por ano. A maior parte - 2.4 milhões de mortes por ano – são resultado de doenças ocupacionais, não de ‘acidentes’.

Leia na íntegra o Relatório da CSI no link abaixo

Nota: Tradução da responsabilidade da UGT

CES - Sindicatos emitem alerta de emergência

2018-04-28
CES - Sindicatos emitem alerta de emergência

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) emitiu um "alerta de emergência" sem precedentes que destaca países e situações em que a oportunidade de os trabalhadores europeus conseguirem salários e condições de trabalho dignos se encontra ameaçada.

No coração da Europa existe um contrato social que oferece aos trabalhadores a oportunidade de obter salários e condições de trabalho dignos”, declarou Luca Visentini, Secretário-geral da CES. "Mas a base sobre a qual esse contrato social está construído necessita de alterações e de reformas urgentes".

 "O movimento sindical europeu emitiu um alerta de emergência porque a balança de poder entre os trabalhadores e os empregadores pendeu em demasia para o lado dos empregadores. Os direitos conquistados duramente para negociar com os empregadores encontram-se em perigo em muitos estados membros da UE."

O alerta baseia-se num quadro de indicadores de salários justos compilado pela CES a partir de fontes oficiais, incluindo a OCDE e o Eurostat, e não reflete os graves problemas atuais nos direitos de negociação coletiva, como na Dinamarca e na Roménia. Será seguido por uma análise mais detalhada no final deste ano.

"Todos os Estados-Membros da UE devem certificar-se de que os empregadores respeitam o direito de negociação dos trabalhadores através do seu sindicato", afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da CES. “Esse alerta é um apelo à ação, é um aviso aos governos de que eles precisam de discutir com os sindicatos o que é necessário para colocar a negociação coletiva e as negociações de volta aos trilhos, como aumentar a parcela da riqueza que é gasta em salários e como aumentar o número de trabalhadores abrangidos por acordos coletivos sobre salários e condições de trabalho - com o apoio da UE, sempre que necessário.”

"Os trabalhadores de muitos países da UE continuam a ganhar menos hoje do que antes da crise. Este é o resultado do desmantelamento da negociação coletiva e do número de empregos precários que estão lentamente a reduzir o nível de desemprego. Acontece também porque muitas vezes os governos permitem que os empregadores ignorem ou abusem do direito que os trabalhadores têm de se organizar e de desenvolver a negociação coletiva. A revitalização da negociação coletiva irá contribuir para a melhoraria da vida de mais pessoas e para o reforço do crescimento económico para todos ”.

Veja a Infografia no link abaixo

Nota: Tradução da press release da CES da responsabilidade da UGT

Aumentos salariais teriam sido 4 vezes maiores se fossem proporcionais à produtividade

2018-04-19
Aumentos salariais teriam sido 4 vezes maiores se fossem proporcionais à produtividade

Os novos dados avançados pelo Instituto Sindical Europeu (ETUI) e a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) mostram que os aumentos salariais na União Europeia ao longo dos últimos 16 anos teriam sido QUATRO VEZES maiores se tivessem refletido plenamente os aumentos de produtividade.

Em teoria económica, os aumentos salariais deverão seguir os aumentos de produtividade. Mas na Europa, esta tem aumentado muito mais do que os salários.

Entre 2000 e 2016, a produtividade aumentou três vezes mais do que os salários na Alemanha e na Croácia e duas vezes mais na Polónia e na Bélgica.

Na Áustria a produtividade teve um aumento 65% superior ao dos salários, 60% em Espanha e 30% nos Países Baixos.

Na Hungria, Roménia, Portugal e Grécia, os salários reais diminuíram, ao passo que a produtividade aumentou.

 

aumentos de produtividade (em %), 2000-2016

aumentos salariais (em %), 2000-2016

UE 28

10

2,5

Croácia

42

11

Alemanha

13

4

Bélgica

14

7

Polónia

64

32

Áustria

11

6

Espanha

16

10

Países Baixos

15

12

Hungria

19

-5

Portugal

18

-3

Roménia

10

-15

Grécia

2

-10

Fonte: Base de dados AMECO. A produtividade corresponde ao PIB real por trabalhador assalariado e os salários à remuneração real por trabalhador

“Os aumentos salariais estão atrasados em relação à produtividade há anos”, disse Esther Lynch, Secretária Confederal da Confederação Europeia de Sindicatos (CES). “Os trabalhadores não estão a ser devidamente remunerados pelo seu trabalho.”

“A enorme discrepância entre aumentos salariais e de produtividade constitui prova concreta da necessidade de aumentar os vencimentos dos trabalhadores por toda a UE.”

“É preciso haver uma negociação coletiva justa entre sindicatos e empregadores em toda a Europa para que haja aumentos salariais dignos e adequados. Os governos e instituições europeias deveriam fazer todos os possíveis para fomentar e proporcionar as negociações salariais.”

As estatísticas salariais mais recentes datam de 2016. Tem havido aumentos salariais desde então, incluindo alguns acordos significativos na Alemanha, mas persiste o facto de que, este século, a produtividade ultrapassou em larga escala as remunerações.

Georges Dassis deixa a Presidência do CESE

2018-04-18
Georges Dassis deixa a Presidência do CESE

Georges Dassis fez hoje na sessão de meio mandato que decorreu no Parlamento Europeu, o seu discurso de despedida enquanto presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE).

João Dias da Silva eleito para o Bureau de direcção do CESE

2018-04-18
João Dias da Silva eleito para o Bureau de direcção do CESE

João Dias da Silva foi hoje eleito, em representação da UGT, para o Bureau de direção do CESE, único representante português neste órgão.

É com muito orgulho e expectativa que a UGT encara este desafio, mas sobretudo com enorme sentido de responsabilidade para o próximo período do mandato, que se prolonga até setembro de 2020.

 

O Semestre Europeu para o crescimento e emprego;

A implementação do Pilar europeu dos direitos sociais;

Os 100 anos da OIT e o futuro do trabalho;

Os desafios da Europa pós-Brexit;

Os desafios da economia digital, a robotização e a automação;

Os empregos do futuro, numa perspectiva de igualdade de género, de salários e de condições de trabalho;

A solidariedade europeia numa Europa mais próxima dos cidadãos, tolerante e humanista;

As respostas à imigração e às consequências das guerras, ao terrorismo e à violência, ao racismo e à xenofobia;

O Trabalho digno e direitos humanos;

O combate às desigualdades numa sociedade individualista e egoísta, onde importa um combate contra a pobreza e a precariedade nas relações de trabalho;

A capacidade do movimento sindical se reinventar;

O reforço do diálogo social e político como portas abertas para a paz social e a procura de compromissos.

 

Estes são os caminhos do CESE que enfrentamos.

Acredito que o João Dias da Silva dignificará os trabalhadores portugueses e valorizará o papel da UGT no conjunto das nações europeias alinhadas no CESE.

Tal como demonstrámos a nossa satisfação quando da eleição de Gonçalo Lobo Xavier para a vice-presidência do CESE em 2015, é com a mesma atitude humilde, mas proactiva, que encaramos esta eleição.

 

Carlos Silva

Secretário-geral da UGT