UGT - Comunicados

Notícias Internacionais

2019

ETUC - O Trabalho é ganhar VIDA. Não causar morte

2019-04-28
ETUC - O Trabalho é ganhar VIDA. Não causar morte

Quase duzentas mil pessoas morrem todos os anos na União Europeia como resultado de doenças e acidentes no local de trabalho.

A realidade é muito pior – existe uma massiva subnotificação por parte dos empregadores e quando um trabalhador morre exercendo a sua atividade profissional, tal situação é uma tragédia para a sua família.

A Confederação Europeia de Sindicatos apela à União Europeia - em particular aos candidatos ao Parlamento Europeu, nas próximas eleições europeias, no mês de maio, assim como aos futuros comissários europeus, para:

- Definir objetivo zero para o cancro no local de trabalho.

Para atingir esse objetivo, definir limites de exposição obrigatórios para pelo menos 50 substâncias causadoras de cancro (24 substâncias foram acordadas pelo atual Parlamento e Comissão Europeia).

- Criar uma Diretiva sobre stresse no trabalho em que obrigue os empregadores a adotar procedimentos de prevenção do risco ao stresse e medidas para o combater no local de trabalho.

- Criar uma Diretiva sobre a prevenção de lesões músculo-esqueléticas provocadas no local de trabalho (prevenção das dores nas costas, joelhos e articulação dos dedos).

- Lançar um debate durante o período de vigência do novo Parlamento e da Comissão sobre a prevenção das mortes nas estradas relacionadas com o trabalho e o suicídio relacionado com o trabalho, com vista a tomar novas medidas.

- " Trabalhar é ganhar a vida ", disse Esther Lynch, Secretária Confederal da CES, " e não causar a morte”.

- A UE deve trabalhar no sentido de prevenir as mortes relacionadas com o trabalho e adotar uma meta oficial para o cancro no local de trabalho.

“A legislação da UE é fundamental para obrigar os empregadores a implementar a avaliação dos riscos, prevenir e combater o stresse relacionado com o trabalho e para acabar com este flagelo dos suicídios causados pelo stresse relacionado com o trabalho.”

“ A UE também deve tomar medidas com o intuito de reduzir o sofrimento de milhões de trabalhadores que sofrem de dores músculo-esqueléticas – dores nas costas, joelhos e outras dores nos tendões, articulações. Músculos e nos ossos.”

Sobre as mortes nas estradas e suicídios relacionados com o trabalho, a Secretária da Confederação Europeia de Sindicatos, Esther Lynch acrescentou: “ Sabemos que uma grande proporção de mortes na estrada está relacionada com o trabalho e com a economia digital, pois há um aumento de pessoas a transportar mercadorias na estrada. Precisamos que essas plataformas criem as condições necessárias de forma responsável e tomem medidas para proteger os trabalhadores e prevenir as mortes nas estradas relacionadas com o trabalho.

Sabemos também que esses trabalhadores estão cada vez mais sujeitos à violência. No suicídio relacionado com o trabalho, precisamos de estudos e estatísticas, bem como ações para prevenir tal problema.

O Dia 28 de abril é o dia em que os sindicalistas de todo o mundo "lembram os mortos e lutam pelos vivos" e pressionam os governos e os empregadores a tomar medidas para que, em conjunto, com os sindicatos consigamos evitar acidentes de trabalho mortais e não mortais, lesões e doenças profissionais.

Entre o ano 2014 e 2019 (correspondente ao atual mandato do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia) estima-se que cerca de 500.000 pessoas morreram com cancro relacionado com o trabalho num total de 900.000 a 1 milhão de mortes relacionadas com o trabalho, no mesmo período nos estados membros da UE.

Nota: Tradução da responsabilidade da UGT, baseada na versão inglesa do comunicado da CES

Leia a versão original do comunicado AQUI 

 

ETUC - Trabalhadores em 8 países da UE em piores condições do que há 10 anos atrás!

2019-03-26
ETUC - Trabalhadores em 8 países da UE em piores condições do que há 10 anos atrás!

Os salários de trabalhadores em 8 países da UE são em media mais baixos – em “termos reais” (ajustados à inflação) – do que há dez anos.  

Um novo estudo do Instituto Sindical Europeu (ETUI) – que será publicado hoje – mostra que a média dos salários no Reino Unido, em Itália, em Espanha, na Grécia, em Portugal, na Hungria, na Croácia e no Chipre são mais baixos em 2018 do que em 2009.  

Mostra ainda que os salários reais estabilizaram – com crescimento nulo – na Bélgica e na Finlândia – no mesmo período.  

Os números mostram que as médias salariais, com ajuste da inflação, baixaram de 2009 para 2019 em:   

23% na Grécia

11% na Croácia

7% no Chipre

4% em Portugal

3% em Espanha

2% em Itália

1% na Hungria

1% no Reino Unido   

Sem alterações na Bélgica e na Finlândia

"Isto prova que a crise não terminou em todos os países, e que mesmo onde a recuperação económica está a ocorrer, os trabalhadores não estão a obter qualquer benefício", disse Luca Visentini, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES). Isto porque as medidas de austeridade desmantelaram o salário mínimo e os sistemas de negociação coletiva, tendo aumentado em grande medida as desigualdades”.

"A UE precisa urgentemente de tomar medidas para aumentar os salários - principalmente incentivando e permitindo a negociação coletiva entre empregadores e sindicatos".

Faça download da publicação em: https://www.etui.org/Publications2/Books/Benchmarking-Working-Europe-2019

Eleições para o Parlamento Europeu de 2019 - Declaração dos Parceiros Sociais Europeus

2019-03-21
Eleições para o Parlamento Europeu de 2019 - Declaração dos Parceiros Sociais Europeus

A União Europeia assegurou uma paz duradoura em todo o nosso continente e reuniu os cidadãos europeus em torno dos valores fundamentais da democracia, dos direitos humanos, da liberdade e da igualdade.

A democracia precisa ser vivida para se manter viva. Por conseguinte, instamos os cidadãos de toda a Europa a participarem nas eleições europeias de 23 a 26 de Maio de 2019, a fim de poderem intervir sobre o futuro e defender a democracia, o crescimento económico sustentável e a justiça social.

A UE tem sido fundamental para tornar o modo de vida europeu o que é hoje. Trouxe um progresso económico e social sem precedentes e continua a trazer benefícios tangíveis para os cidadãos, trabalhadores e empresas em toda a Europa.

Estes são tempos incertos para a Europa e para o mundo. Estamos a caminho da recuperação, mas as consequências económicas e sociais da crise podem ainda ser sentidas pelos cidadãos, trabalhadores e empresas. Algumas pessoas questionam ou até rejeitam o projeto europeu. Enfrentamos enormes desafios - tensões internacionais, redefinindo as relações UE-Reino Unido, migração, desemprego, falta de perspetivas para a nossa juventude, as alterações climáticas e a transformação digital e, em vários países, o aumento das desigualdades económicas e sociais. Mas a resposta não é puxar a ponte levadiça e recuar – devemos sim, levantar-nos e agir em união.

O projeto da UE tem de permanecer resiliente e forte e nós, parceiros sociais europeus, acreditamos que ele pode continuar a ajudar-nos a enfrentar os nossos desafios e a conceber um futuro melhor para a Europa, os seus cidadãos, trabalhadores e empresas.

A Europa ainda é um dos melhores lugares do mundo para se viver, trabalhar e fazer negócios. Temos muito do que nos orgulhar e valorizar, e devemos continuar a construir juntos.

Neste espírito, continuaremos a contribuir para um projeto europeu de sucesso e uma Europa unida que proporcione aos seus trabalhadores e empresas, concentrando-se em iniciativas que melhorem a sua vida quotidiana e ofereçam um futuro melhor, cheio de oportunidades para todos.

UGT participa nas reuniões ao mais alto nível com FMI e Banco Mundial

2019-03-13
UGT participa nas reuniões ao mais alto nível com FMI e Banco Mundial

A UGT, representada pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva e pela Secretária Internacional, Catarina Tavares, encontra-se em Washington, entre os dias 10 e 17 de Março, para participar numa série de encontros e reuniões ao mais alto nível promovidas pela Confederação Sindical Internacional (CSI) com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Estas reuniões pretendem abordar com as instituições internacionais questões importantes para o movimento sindical como as políticas implementadas pelo Banco Mundial e o FMI relativas às desigualdades salariais, as crises económicas e respetivas recuperação, a protecção social, a regulação e a estabilidade dos sistemas internacional financeiro, e até mesmo, as alterações climáticas e as economias verdes.

Os representantes do movimento sindical a nível mundial, incluindo a UGT, tiveram a oportunidade de interpelar a Directora-geral do FMI, Christine Lagarde, sobre as políticas de intervenção nos vários países, que no caso específico de Portugal contribuiu para um clima de austeridade, de desregulação salarial e laboral.

Na sua deslocação a Washington, a delegação sindical portuguesa teve oportunidade de reunir com o Embaixador de Portugal nos E.U.A, Domingos Fezas Vital.

 

UGT debate as questões do turismo no espaço da CPLP

2019-03-13
UGT debate as questões do turismo no espaço da CPLP

A reunião informal dos Ministros do Turismo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu em Lisboa, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no dia 13 de Março contou com a representação do Secretário-geral Adjunto da UGT, José Cordeiro, na qualidade oficial do Estatuto de Observador, para um debate informal sobre a cooperação.

Esta reunião antecedeu o II Fórum de Negócios e Investimentos Turísticos no Espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que decorreu na tarde do dia 14 de março também na FIL. Este fórum tem como objetivo promover e dinamizar os negócios, investimentos turísticos e conhecer o potencial no espaço da CPLP, cabendo aos Ministros de Turismo de cada país apresentar os principais projetos de investimento, identificando as novas áreas de desenvolvimento turístico e, paralelamente darem nota dos incentivos disponíveis.

Na sessão de abertura do II Fórum de Negócios e Investimentos Turísticos no Espaço da CPLP, participaram o Ministro de Turismo de Cabo Verde, José da Silva Gonçalves, o Ministro-adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o Secretário Executivo da CPLP, embaixador Francisco Ribeiro Telles, e o Presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos.