UGT - Comunicados

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2021

Evocação de Fernando Pessoa em Bruxelas

2021-09-28
Evocação de Fernando Pessoa em Bruxelas

No dia em que se assinala a Implantação da República (5 de Outubro), o Secretário-geral da UGT e vários dirigentes da central irão prestar uma homenagem ao poeta português Fernando Pessoa em Bruxelas, com a presença do embaixador Rui Manuppella Tereno.

Na Praça Flagey, onde se situa o busto do poeta, estarão presentes o Secretário-geral, Carlos Silva, o representante do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, Adelino Tito de Morais e o embaixador de Portugal na Bélgica, Rui Manuppella Tereno, juntamente com vários dirigentes sindicais da UGT, o Secretário-geral Adjunto, Sérgio monte, o Secretário Executivo, Luís Costa e o Secretário-geral da FNE e membro do Comité Económico e Social Europeu (CESE), João Dias da Silva.

Na cerimónia evocativa, agendada para as 18h00 (hora local), será lido o excerto do Livro do Desassossego “A minha Pátria é a Língua Portuguesa” pelo mestre de linguística, Francisco Miguel Valada.

Esta cerimónia simbólica realiza-se na famosa praça no coração de Bruxelas, onde vivem muitos dos portugueses residentes na capital belga e onde se encontra a maior parte do comércio típico português, nomeadamente cafés e mercearias, e das associações de emigrantes.

Consulte o programa provisório no link abaixo

UGT exige a apresentação de legislação europeia sobre o Dever de Diligência em matéria de Direitos Humanos

2021-09-24
UGT exige a apresentação de legislação europeia sobre o Dever de Diligência em matéria de Direitos Humanos

A UGT endereçou esta sexta-feira uma carta à Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, exigindo ao Governo português que este exerça pressão junto da Comissão Europeia para que se cumpra o compromisso de apresentação de uma legislação global e eficaz sobre o dever obrigatório de diligência dos direitos humanos, nomeadamente sobre a Governança Empresarial Sustentável.

 

Exmª Senhora

Ministra da Justiça

Drª Francisca Van Dunem

Cc:

- Senhora Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Drª Ana Mendes Godinho

- Senhor Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Dr. Pedro Siza Vieira

 

A UGT - União Geral de Trabalhadores vem dirigir-se a V.Exª a respeito da há já muito esperada legislação da UE sobre o Dever de Diligência em matéria de Direitos Humanos (DDmDH).

Dever de Diligência das Empresas e a Responsabilidade Empresarial 

Como é do vosso conhecimento, na sequência de um relatório de iniciativa jurídica do Parlamento Europeu sobre o "Dever de diligência corporativa e a responsabilidade empresarial"  (Relatora Lara Wolters)  e uma consulta pública da própria Comissão sobre a "Governação Corporativa Sustentável"  (SCG), a Comissão e, em particular, o Comissário Didier Reynders comprometeu-se a apresentar uma legislação da UE (sob a forma de uma diretiva) sobre o DDmDH, o mais tardar até maio deste ano. No entanto, por razões pouco claras, e devido ao forte lobbying por parte das empresas, a proposta desapareceu da agenda da Comissão. Além disso, o Comissário da Justiça Didier Reynders foi também destituído da sua única responsabilidade pelo processo, indo agora partilhá-lo com o Comissário do Mercado Interno Thierry Breton, sem razões para tal dupla liderança.

Para já, a agenda da Comissão apenas prevê um debate sobre a "Governança Empresarial Sustentável" (com o senhor comissário Jourová, a 27 de outubro, sendo, no entanto, pouco claro, tanto em termos de conteúdo como de que instrumento (legal) realmente implica.

A União Geral de Trabalhadores e todo o movimento sindical europeu estão a exercer pressão sob a Comissão no sentido de agir com urgência e a assegurar que cumpra imediatamente o seu compromisso de apresentar uma legislação global e eficaz da UE sobre o dever obrigatório de diligência dos direitos humanos, nomeadamente a Governança Empresarial Sustentável. 

Tal legislação Europeia sob a forma de uma diretiva deveria, em especial:

  • Estabelecer mecanismos do dever de diligência obrigatórios e eficazes que abranjam as atividades das empresas e as suas relações comerciais, nomeadamente as suas cadeias de abastecimento e subcontratação, devendo abranger todas as empresas, incluindo as PMEs, bem como as organizações do sector público, estabelecidas (assento, sede ou local principal de atividade) ou ativas na União Europeia, independentemente das suas formas legais;
  • Com base em instrumentos internacionais e europeus em matéria de direitos humanos (Convenções da OIT, Convenção Europeia do Conselho dos Direitos do Homem e Carta Social Europeia, Carta dos Direitos Fundamentais da UE), deve constituir um importante passo em frente para garantir o respeito e a aplicação dos direitos humanos, nomeadamente os direitos sindicais e dos trabalhadores (liberdade de associação e direito à negociação coletiva e à ação coletiva, informação, consulta e direitos de representação a nível do conselho de administração, condições de trabalho dignas, saúde e segurança no trabalho, salários justos, cobertura da segurança social);
  • Deve capacitar os trabalhadores para a luta contra as violações dos direitos humanos e assegurar a plena participação dos sindicatos e dos representantes dos trabalhadores em todo o processo do dever de diligência;
  • Deve prever soluções eficazes, devendo o acesso à justiça ser disponibilizado às vítimas, incluindo os sindicatos; além disso, sanções proporcionadas, eficazes e dissuasivas por quaisquer violações das obrigações das empresas e inclusão da exclusão dos contratos públicos e do financiamento público, bem como as sanções financeiras em proporção ao volume de negócios e à reparação das empresas;
  • Deve assegurar que as empresas sejam responsáveis pelos impactos das suas operações, deve ser introduzida responsabilidade civil e penal nos casos em que as empresas não respeitem as suas obrigações de diligência, sem prejuízo de quadros de responsabilidade conjunta e solidária.[1]

Esta legislação da UE é mais do que urgente e a UGT não está sozinha neste apelo,  como  testemunharam as centenas de milhares de respostas de cidadãos, sindicatos e ONGs (Internacionais) à consulta pública da Comissão, bem como os mais de 145.000 subscritores de uma campanha conjunta da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), da Confederação Sindical Austríaca - ÖGB,  da AK Europe, Friends of the Earth Europe(FoEE) e da Coligação Europeia para a Justiça Corporativa (ECCJ) sobre "A Aplicação do Dever de Diligência dos Direitos Humanos"  (e que também é apoiada pelos principais sindicatos e ONGIs, como a Confederação Internacional dos Sindicatos (ITUC) e a Amnistia Internacional).

Desta forma, a UGT conta realmente com o apoio de Vossa Excelência para exercer pressão junto da Comissão na apresentação desta (demasiado) aguardada legislação da UE. Ficando à disposição de V.Exª para qualquer informação adicional que possa necessitar para o fazer de forma eficaz, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

 

Carlos Silva

Secretário Geral da UGT

________________________________

[1] Para uma posição mais elaborada pela CES,  quem a UGT é afiliada, consultar, Posição da CES para uma diretiva europeia sobre o dever de diligência obrigatória dos direitos humanos e a conduta empresarial responsável.

 

 

ETUC | Baixos salários deixam 3 milhões de trabalhadores ao frio

2021-09-22
ETUC | Baixos salários deixam 3 milhões de trabalhadores ao frio

Os baixos salários, na Europa, significam que quase 3 milhões de trabalhadores não conseguem suportar o preço do aquecimento das suas casas, uma análise da ETUC-CES concluiu que os preços da energia dispararam por toda a Europa.

No primeiro dia de Outono e com o Inverno a aproximar-se, 15% dos trabalhadores pobres da Europa não poderão ligar o aquecimento em suas casas – o equivalente a 2 713 578 pessoas.

Em Portugal, 30,6% de trabalhadores pobres não têm capacidade de suportar os custos da energia para o aquecimento.

Leia no link abaixo o comunicado da ETUC/CES na íntegra

Despedimentos na Banca | Líderes Sindicais Internacionais enviam carta à Presidente Executiva do Grupo Santander Totta

2021-09-14
Despedimentos na Banca | Líderes Sindicais Internacionais enviam carta à Presidente Executiva do Grupo Santander Totta

Os líderes das principais confederações sindicais internacionais enviaram uma carta à Presidente-executiva do Grupo Santander, Ana Botín, demonstrando preocupação com o comportamento da instituição em Portugal relativamente aos trabalhadores bancários alvos de contínuas pressões e ameaças que culminaram em processos de despedimento coletivo.

Leia a carta na íntegra no link abaixo

UGT participa no VI Congresso da UGT de São Tomé e Príncipe

2021-09-07
UGT participa no VI Congresso da UGT de São Tomé e Príncipe

Uma delegação da UGT-Portugal marcou presença no VI Congresso da União Geral de Trabalhadores de São Tomé e Príncipe, que se realizou no passado dia 04 de Setembro de 2021.

Este foi um Congresso pautado por um espírito participativo e democrático, que culminou com a reeleição do Secretário-geral, Costa Carlos.

As sessões de abertura e encerramento desta reunião magna contaram com a presença do Secretário-geral Adjunto da UGT-Portugal, Sérgio Monte.