UGT - Comunicados

Notícias Internacionais

2020

Declaração do Centenário da OIT para o Futuro do Trabalho

2020-07-02
Declaração do Centenário da OIT para o Futuro do Trabalho

Já está disponível a versão portuguesa da Declaração do Centenário da OIT para o Futuro do Trabalho, adotada pela Conferência Internacional do Trabalho na sua 108ª sessão.

Esta publicação resulta de uma parceria entre a UGT, o GEP/MTSSS e a OIT-Lisboa, no quadro das celebrações dos 100 anos da Organização. 

A edição impressa da Declaração será brevemente lançada num evento conjunto.

Parceiros sociais europeus assinam Acordo-Quadro sobre Digitalização

2020-06-24
Parceiros sociais europeus assinam Acordo-Quadro sobre Digitalização

O compromisso assinado pela BusinessEurope, CES, CEEP e SMEunited pretende apoiar a transformação digital da economia da Europa e gerir as suas consequências nos mercados de trabalho, no mundo do trabalho e na sociedade, em geral. 

O acordo apresentado na Cimeira Europeia Tripartida, de dia 22 de Junho de 2020, apoia uma integração eficaz das tecnologias digitais no local de trabalho, o investimento em competências digitais, a formação e a contínua aposta nas políticas de emprego. O acordo permite que empregadores e sindicatos, em parceria, introduzam estratégias de transformação digital numa abordagem orientada para os trabalhadores, nos níveis nacional, setorial, e de empresa, incluindo as modalidades de conexão e desconexão, o respeito pelas regras do horário de trabalho e medidas apropriadas para garantir a conciliação entre a vida profissional e privada.

Aceda ao documento do Acordo no link abaixo (EN)

Cimeira Social Tripartida - UGT defende que qualquer plano de recuperação tem de ter a dimensão social

2020-06-23
Cimeira Social Tripartida - UGT defende que qualquer plano de recuperação tem de ter a dimensão social

A UGT, representada pela Secretária Internacional, Catarina Tavares, participou esta terça-feira na Cimeira Social Tripartida que teve como tema principal o contributo dos parceiros sociais para o relançamento do crescimento e do emprego no pós -Covid-19.

Na sua intervenção a dirigente sindical defendeu que a austeridade cega não é a resposta para uma crise económica e que qualquer plano de recuperação tem de ter uma dimensão social. 

Catarina Tavares acrescentou ainda que a UGT espera que “durante a presidência portuguesa seja possível estabelecer condições para um melhor equilíbrio familiar na era da digitalização”.

Leia abaixo a intervenção da dirigente da UGT, em inglês.

"It is important to learn the lessons from recent past specially at a time the covid 19 has brought future to our present.

First of all, it is important to understand that austerity measures, like the ones taken in Portugal in 2011, cannot l be an unfair burden to working class.  

Blind austerity is no answer for an economic crisis.

It is crucial, for any recovery plan, to have a social dimension

if not, 

it only adds poverty, social unrest and erodes the democratic institutions. 

It’s now the time to put the European Pilar of Social Rights in practice restoring citizens trust and commitment regarding the European Project.

The recovery plan, supported by Portuguese government, is a step in the right direction provided it ensures that it makes the difference for the European citizens. Pandemic is no one’s fault, neither is recession. Member States have to take collective responsibility and deliver a fairer, greener end united Europe.

This pandemic crisis has brought the future of work to our present with a cost. I hope that during Portuguese presidency it will be possible to fix the conditions for a better family balance in the era of digitalization addressing

 Namely,

the right to disconnect.

Catarina Tavares

UGT-P International Secretary

Reacção da CES à Cimeira da U.E.: Os trabalhadores precisam de mais apoio, não de mais cimeiras

2020-06-19
Reacção da CES à Cimeira da U.E.: Os trabalhadores precisam de mais apoio, não de mais cimeiras

Leia no link abaixo a resposta da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) à falha de acordo no Conselho Europeu sobre o plano de recuperação da União Europeia.

Link abaixo para o Documento em inglês

 

Propostas ambiciosas de recuperação sustentável da UE. Agora líderes nacionais devem mostrar responsabilidade e solidariedade

2020-05-28
Propostas ambiciosas de recuperação sustentável da UE. Agora líderes nacionais devem mostrar responsabilidade e solidariedade

No seu comentário sobre o pacote de recuperação da UE, Luca Vicentini, Secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) afirmou:

“A Europa está a enfrentar a pior recessão desde a década de 1930, como consequência da pior pandemia dos últimos 100 anos, que corre o risco de provocar desemprego e desigualdade gravíssimos.

Neste sentido, a CES acolhe com agrado a ambiciosa estratégia de recuperação da UE, proposta por Ursula von der Leyen. A UE necessita, para a sua recuperação, de fundos de até 750 biliões de euros, para além de 1,1 triliões do QFP. 

“Apraz-nos que esse investimento maciço seja amplamente concedido aos Estados Membros por meio de doações diretas e que o dinheiro seja angariado através de instrumentos de dívida comum garantidos pela Comissão Europeia, por meio de um muito esperado aumento dos recursos próprios da UE, evitando assim a criação de dívida adicional nos países da UE.

Concordamos que o investimento que visa retirar a Europa da recessão deverá contribuir para os compromissos da UE relativamente à ação climática e ao combate ao desemprego dos jovens.

Congratulamo-nos com a priorização do investimento verde e digital e ainda que todo o dinheiro seja canalizado por meio de fundos de coesão económica e social, garantindo assim a solidariedade, a igualdade e a inclusão social.

”A recuperação não pode voltar a ser como foi – com austeridade, cortes e condições fiscais insuportáveis, que não deverão voltar a acontecer nunca mais. Os cidadãos e os trabalhadores querem uma Europa mais justa e ecológica, que funcione melhor para todos. 

“A UE não pode simplesmente dar dinheiro às empresas, sem exercer qualquer tipo de controlo sobre a forma como se comportam. O financiamento do plano de recuperação deverá estar condicionado a proporcionar empregos dignos, a pagar impostos e a trabalhar para as metas climáticas acordadas. 

“Sublinhamos que os direitos humanos e sociais, o Estado de Direito, o diálogo social e a democracia económica e no local de trabalho, o Pilar Europeu dos Direitos Sociais devem ser a bússola para todo o financiamento concedido.

“Devem ser fortemente apoiados os serviços públicos, a assistência médica e a educação, os sistemas de protecção social e as infra-estruturas sociais.

“Espera-se, com razão, que a estratégia de recuperação se concentre no reforço das indústrias e dos setores económicos da UE, na defesa de empregos na Europa, em repensar as nossas regras de concorrência e em tornar a nossa política comercial mais sustentável.

“É também muito importante que, no seu Programa de Trabalho para 2020, a Comissão Europeia tenha confirmado todas as iniciativas que impulsionariam uma recuperação justa e socialmente sustentável, incluindo as regras de transparência salarial, de salários mínimos, de tributação justa, de emprego jovem, da agenda de competências e educação digital, do trabalho de plataforma e das regras de governança económica da UE. O que está em falta no programa de trabalho é saúde e segurança no trabalho, o que deverá ser adicionado”.

Ver link