UGT - Comunicados

Notícias Internacionais

2019

UGT em Toronto com o LIUNA Local 183 para a promoção da cooperação sindical

2019-07-05
UGT em Toronto com o LIUNA Local 183 para a promoção da cooperação sindical

Uma delegação da UGT composta pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva, pelo Secretário-geral Adjunto, Sérgio Monte, e pelo Director do CEFOSAP, Jorge Mesquita, estiveram em Toronto, no Canadá, entre os dias 3 e 6 de julho, a convite da organização sindical canadiana, LIUNA Local 183, onde participaram no evento anual “Family Day”. Neste evento que reúne cerca de 40 mil emigrantes portugueses, o líder da UGT subiu a palco e dirigiu algumas palavras à assitência. A participação da UGT nesta iniciativa teve destaque na imprensa canadiana (VER ANEXO VOICE NEWS e CORREIO DA MANHÃ CANADÁ)

Os dirigentes sindicais portugueses tiveram ainda a oportunidade de promover reuniões com os seus congéneres canadianos a fim de analisar as condições dos trabalhadores portugueses no Canadá e de discutir futuras sinergias sindicais. Além dos encontros sindicais, a UGT reuniu igualmente com o Cônsul Geral de Portugal em Toronto, Rui Gomes.

Nesta deslocação ao Canadá, em declarações ao Correio da Manhã Canadá, o Secretário-geral da UGT enalteceu a relação entre as duas confederações sindicais e disse que a LIUNA Local 183 "é um orgulho para Portugal".

"A LIUNA representa o sentido da inclusão e da defesa dos trabalhadores da construção civil na provincia do Ontário e na América do Norte. Se atendermos aos 60 mil filiados, verificamos que cerca de 70% são portugueses. Olhando para este número e para o sector da construção civil, percebemos que a LIUNA é um esteio na defesa dos trabalhadores. É um orgulho para Portugal e para os seus dirigentes".

Veja as declarações do Secretário-geral à CM Canadá

Ver Fotogaleria AQUI

UGT com uma participação activa na 108ª CIT da OIT

2019-07-03
UGT com uma participação activa na 108ª CIT da OIT

A UGT participou com uma delegação constituída pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva, pelo Secretário-geral Adjunto, José Cordeiro, pelos Secretários Executivos, Carlos Alves e Catarina Tavares, bem como, pelo Presidente do SBSI, Rui Riso e pelo Diretor do CEFOSAP, Jorge Mesquita nas Comemorações do Centenário da Organização Internacional do Trabalho e da 108ª Conferência Internacional do Trabalho que decorreu em Genebra de 10 a 21 de Junho de 2019.

A destacar o envolvimento direto e indireto da UGT na discussão de dois dos casos que foram presentes à Comissão de Aplicação da Normas, a saber: o caso do Brasil, convenção 98, e Cabo Verde, Convenção 182 e que tinham um significado especial envolver organizações sindicais que têm uma ligação à CPLP.

Neste Centenário da OIT, foi possível aprovar uma Convenção sobre o Assédio e Violência no Local de Trabalho, e um Recomendação sobre o mesmo tema. A Convenção 190, estabelece um quadro de ação claro para um futuro do trabalho baseado no respeito e na dignidade, um futuro do trabalho livre de violência e assédio reconhecendo que alguns comportamentos constituem uma violação ou abuso dos direitos humanos. Numa perspetiva pragmática a elaboração da Convenção teve especial atenção às definições que garantirão uma maior exequibilidade da sua aplicação e, por outro lado, teve em conta as alterações do mundo do trabalho nomeadamente a crescente importância das comunicações eletrónicas. Mais, é um documento inclusivo no sentido em que todos os que trabalham, independentemente do vínculo contratual (incluindo pessoal do quadro, voluntários, candidatos ao emprego, e pessoas em exercício da função de empregador), aplicando-se ao setor publico e privado, à economia formal e informal, ao meio urbano e rural. Alguns sectores foram considerados mais suscetíveis à violência e assédio, como são os casos do sector da saúde, transportes, educação e trabalho doméstico, ou o trabalho noturno ou em áreas remotas. A violência e assédio centradas no género mereceram um especial destaque, pois todos (i.e., clientes, trabalhadores, empregadores, pacientes) podem ser vitimas ou, agressores. Igualmente importante, o impacto da violência doméstica no mundo do trabalho também foi incluído. Trata-se de um importante passo para expor a violência doméstica e mudar atitudes.

A Recomendação que foi aprovada propõe um conjunto de medidas práticas, incluindo a possibilidade de uma licença para as vítimas, condições de trabalho flexíveis, e sensibilização. Registamos pela negativa o voto contra esta Recomendação, por parte do representante das associações patronais portuguesas.

A discussão da Declaração do Centenário foi particularmente animada dadas as muitas alterações a que o texto-base submetido pelos peritos foi sujeito.

Estas alterações motivaram longas horas de reuniões do Grupo dos Trabalhadores, durantes as quais se avaliou criteriosamente as implicações das propostas de redação para os trabalhadores de hoje e para os trabalhadores do futuro pois, pretendia-se mais do que uma Declaração do Centenário, pretendia-se uma Declaração curta que encarasse os maiores desafios e oportunidades de um futuro que se anuncia com um conjunto complexo de transformações que vão desde as tendências demográficas, às alterações climáticas e tecnológicas.

Nesta declaração há uma reafirmação do mandato que foi dado à OIT, em 1919, em termos de justiça social, de diálogo social, e das normas internacionais do trabalho.

OIT - UGT na 108.ª Conferência Internacional do Trabalho

2019-06-20
OIT - UGT na 108.ª Conferência Internacional do Trabalho

Uma delegação da UGT participa na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, da OIT, que se realiza em Genebra, Suíça, entre os dias 10 a 21 de Junho de 2019.

A Conferência, que conta com a participação de mais de 6000 delegados de todo o mundo, assinala e comemora o Centenário da fundação da Organização Internacional do Trabalho.

A Conferência debaterá e votará a Declaração do Centenário, para além de realizar reuniões nas seguintes comissões temáticas: Normas; Violência e Assédio no Mundo do Trabalho; Debates e Eventos sobre o Futuro do Trabalho.

Integram a delegação da Central, o Secretário-geral, Carlos Silva, o Secretário-geral Adjunto, José Cordeiro, a Secretária Internacional, Catarina Tavares, o Secretário Executivo, Carlos Alves, o vice-presidente da UGT e Presidente do SBSI, Rui Riso e o Director do CEFOSAP, Jorge Mesquita.

A Delegação Governamental portuguesa será representada ao mais alto nível, com a presença do Senhor Primeiro Ministro António Costa, do Senhor Ministro do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva e do Senhor Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, contando, ainda, com a presença de representantes da Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.

No dia 18, o ministro Vieira da Silva interveio no Plenário da Conferência Internacional de Trabalho, discurso transmitido em streaming neste link.

O Primeiro-Ministro, António Costa, participou neste encontro anual da OIT no dia 21 na qual interveio apresentando a visão do Governo sobre o mercado de trabalho em Portugal.

Vídeo da Intervenção do Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa

 

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Luca Visentini reeleito Secretário-geral, Laurent Berger eleito Presidente da CES

2019-05-24
Luca Visentini reeleito Secretário-geral, Laurent Berger eleito Presidente da CES

Os líderes sindicais da Europa reelegeram Luca Visentini como Secretário-geral e Laurent Berger como Presidente da Confederação Europeia de Sindicatos.

O Congresso adoptou um novo manifesto e programa de ação para 2019-23 para "Uma Europa mais justa para os trabalhadores".

Nesta sessão magna europeia, reunida em Viena, foram igualmente eleitos:

• dois vice-secretários-gerais - Ester Lynch e Per Hilmersson;

• três secretários confederados Liina Carr, Isabelle Schömann e Ludovic Voet;

• quatro vice-presidentes José María (Pepe) Álvarez, Miranda Ulens, Bente Sorgenfrey e Josef Středula.

As políticas adoptadas neste Congresso da CES, como parte dos seus manifesto e do Programa de Acção 2019-23, a confederação europeia sindical irá pressionar o novo Parlamento Europeu e a Comissão a implementar:

• Reforma da política económica da UE, orçamento e União Monetária para promover a justiça social, o investimento favorável ao emprego, o crescimento sustentável e uma tributação justa e progressiva como objectivos de uma política económica da EU;

• Implementação integral dos 20 princípios do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, adotados pela UE em 2017, incluindo a igualdade de género, a igualdade de oportunidades, o direito a salários justos e o direito à educação, formação e aprendizagem ao longo da vida;

• Iniciativa da UE para apoiar negociações colectivas mais fortes - negociações entre empregadores e sindicatos sobre remunerações e condições de trabalho - em todos os países da EU;

• uma transição socialmente justa para uma economia de baixo carbono, digital, automatizada e global - com a legislação, políticas e fundos da UE para garantir que ninguém seja deixado para trás;

• Moldar o futuro do trabalho com a legislação da UE para reduzir o emprego precário, estabelecer os direitos dos trabalhadores em novas formas de trabalho, impedir o dumping salarial e social e criar uma mobilidade equitativa dos trabalhadores e a igualdade de tratamento;

• Reforma da legislação da UE para reforçar a informação e consulta dos trabalhadores, a representação dos trabalhadores nos conselhos de administração das empresas e nos conselhos de empresa europeus.

"A missão para o próximo mandato será combater os ataques à democracia e à tolerância", afirmou Luca Visentini, "e ir além da Comissão Juncker na promoção da justiça social, empregos de qualidade e salários mais altos em toda a UE".

“Também iremos pressionar a UE para enfrentar com uma atenção redobrada as alterações climáticas e fazer mais para gerir proactivamente a ação climática, a digitalização e a automação para que ninguém seja deixado para trás.”

O Programa de Acção hoje aprovado para o próximo quadriénio 2019-2023 foi apoiado pela UGT e recebeu os votos da esmagadora maioria dos congressitas. A excepção no seio do Congresso da CES, composta por mais de 600 delegados, foi o voto contra e uma abstenção da delegação da CGTP.

De referir que a UGT esteve representada em força neste Congresso com uma grande delegação sindical composta pelo Secretário-geral, Carlos Silva, pelo Secretário-geral Adjunto, José Cordeiro, pela Secretária Internacional, Catarina Tavares, pela Secretária Executiva, Ana Paula Viseu, e pelos Presidentes das Comissões de Mulheres, Juventude e Ala de Quadros, Lina Lopes, Carlos Moreira e Elizabeth Barreiros, respectivamente.

Todos os documentos aprovados no 14.º Congresso podem ser consultados AQUI

Reveja os momentos da comitiva da UGT AQUI

#ETUC19 - Intervenção da Presidente da Comissão de Mulheres, Lina Lopes

2019-05-23
#ETUC19 - Intervenção da Presidente da Comissão de Mulheres, Lina Lopes

A Presidente da Comissão de Mulheres da UGT, Lina Lopes, dirigiu-se ao Congresso da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), que decorre em Viena, e abordou as questões da igualdade de género e os desafios do movimento sindical.

Lina Lopes apelou a todas as mulheres sindicalistas que não esqueçam as mulheres que lutaram arduamente para que hoje fosse possível a falar sobre sindicalismo e igualdade de oportunidades.

"Peço a todas as mulheres para que lutem pelos seus direitos , que não receiem estigams ou rótulos."

"O movimento sindical tem de acompanhar um mundo em acelerada transformação. Não podemos deixar de acompanhar os desafios da economia verde; do mundo digital; do desaparecimento de algumas profissões e a emergências de novas; a elevada taxa de automatização nos processos produtivos; a robotização e os desafios que esta encerra para o mundo do trabalho."

Finalizou acrescentando que "a voz dos sindicatos é fundamental na luta pelos principios consagrados no Pilar Europeu dos Direitos Sociais."