UGT - Comunicados

Comissão de Mulheres

2022

CM apresenta Moção para uma maior paridade sindical

2022-04-26
CM apresenta Moção para uma maior paridade sindical

A Comissão de Mulheres da UGT levou ao 14º Congresso uma moção de urgência, intitulada “Para uma maior paridade sindical”, onde defende uma estratégia sindical que promova a igualdade e leva a “mudanças estruturais na luta contra os estereótipos de género”.

No documento, apresentado pela vice-presidente da Comissão de Mulheres, Cristina Trony, pode ler-se que “as mulheres continuam a não estar representadas em lugares de decisão, por lhes serem bloqueados os acessos por fatores de ordem social, económica e cultural.

A comissão “considera fundamental a aposta nas mulheres na negociação coletiva, enquanto instrumento fundamental no combate às desigualdades, quer pela via de uma maior participação das mulheres nas mesas negociais, quer por via da introdução de cláusulas que visem a conciliação da vida familiar e profissional”.

Na sua intervenção, Cristina Trony pediu aos sindicatos da UGT para que “nomeiem mais mulheres para a vida sindical”, sublinhando que as organizações “precisam desta diferença de visões e opiniões”.

A moção, subscrita pela Comissão de Mulheres da UGT, composta por Lina Lopes. Cristina Trony, Maria Manuela Felício, Célia Grossinho, Soraia Duarte e Patrícia Caixinha, foi aprovada por unanimidade.

Comissão de Mulheres leva as questões da igualdade à Europa

2022-03-28
Comissão de Mulheres leva as questões da igualdade à Europa

A Comissão de Mulheres da UGT, no âmbito dos trabalhos desenvolvidos na área da igualdade, promoveu entre os dias 22 a 25 de Março, uma deslocação a Bruxelas, das representantes dos Sindicatos membros da Comissão, com o objetivo de reunir com a Confederação Europeia de Sindicatos (CES/ETUC), o Comité Económico e Social Europeu (CESE) e o Parlamento Europeu podendo assim dar conta do trabalho realizado pela UGT, em matéria de igualdade e conciliação da vida familiar, profissional e pessoal.

Nesta deslocação foram partilhadas experiências e boas práticas na área da igualdade, tendo sido assumido o compromisso com os representantes europeus de enviar um 

documento enquadrador dos vários projectos realizados pela Comissão das Mulheres, nomeadamente sobre a exigência da eliminação progressiva dos desequilíbrios na participação de mulheres e homens nos diversos domínios da vida social e, sobretudo, na esfera profissional.

As representantes da Comissão de Mulheres reuniram com a Eurodeputada, Maria da Graça Carvalho, com o Presidente do Grupo II do CESE, Oliver Ropke e com a Aline Bruser, em representação da CES/ETUC.

A Comissão de Mulheres endereça os seus agradecimentos ao Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, pela amabilidade e apoio no acompanhamento e agendamento das reuniões, ao mais alto nível, com os representantes sindicais europeus.

A delegação da Comissão de Mulheres:

  • Lina Lopes, Presidente da Comissão de Mulheres da UGT e Vice-Secretária Geral do Sindicato Nacional e Democrático de Professores (SINDEP)
  • Cristina Trony, Vice-Presidente da Comissão de Mulheres da UGT e Tesoureira do MAIS Sindicato 

Vogais:

  • Manuela Felício, Dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN)
  • Patrícia Caixinha, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Seguradora (STAS)
  • Célia Grossinho, Dirigente do Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços (SINDETELCO)
  • Soraia Duarte, Dirigente do Sindicato Nacional da Indústria e Energia (SINDEL)

Ver fotos (Flickr)

Dia Internacional da Mulher | Voto aprovado no Plenário de Mulheres Sindicalistas da UGT

2022-03-08
Dia Internacional da Mulher | Voto aprovado no Plenário de Mulheres Sindicalistas da UGT

A Comissão de Mulheres da UGT saúda todas as mulheres portuguesas que nas suas diversas atividades contribuem para o progresso do país, quer sejam sindicais, sociais, económicas ou políticas. 

No entanto, a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens é infelizmente uma tarefa inacabada, onde persistem desigualdades estruturais e discriminações diversas, baseadas em estereótipos de género e atos de abuso de poder 

A Comissão de Mulheres da UGT aproveita as comemorações do Dia Internacional da Mulher para recordar alguns factos que continuam a evidenciar a necessidade de lutar pelo aprofundamento dos direitos das mulheres, tanto no plano laboral como em outros planos da vida social.

A discriminação salarial que afeta sobretudo as mulheres e que resiste e persiste. 

Os obstáculos à conciliação da vida profissional, familiar e social continuam a afetar mais as mulheres. São elas que registam uma percentagem mais elevada de trabalho a tempo parcial. A taxa de desemprego afeta mais as mulheres, sobretudo famílias monoparentais, maioritariamente constituídas por mulheres e mulheres migrantes. Tendo estes dados impacto nas pensões e reflexo nos índices de pobreza das mulheres.

A representatividade das mulheres nos lugares mais elevados de decisão, quer no setor público quer no privado, continua a ser significativamente inferior à dos homens.

A violência doméstica e sexual e o assédio moral no local de trabalho, continuam a manifestar-se como uma das mais brutais manifestações da desigualdade de género e da opressão sobre mulheres.

Infelizmente novas formas de violência emergem no contexto da digitalização, incluindo os discursos do ódio ‘online’, a perseguição, o assédio e a intimidação ‘online’ que nos leva a uma preocupação crescente.

Muitas medidas legislativas já foram adotadas, mas a inércia e a resistência à concretização das mesmas continuam a prevalecer. A desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres é uma realidade que continua a persistir na nossa sociedade.

A sociedade portuguesa precisa do nosso empenho, precisa da nossa intervenção para se tornar mais justa, mais equilibrada no que respeita a mulheres e homens.

A Comissão de Mulheres da UGT apela a todas as mulheres portuguesas para que combatam lado a lado pela concretização do desígnio da promoção da igualdade de género, consagrado na Constituição da República Portuguesa, em todos os planos da vida social e em particular no plano laboral.

 

A Comissão de Mulheres e todas as Mulheres Sindicalistas da UGT, condenam a guerra que se abateu sobre a Ucrânia e que mais uma vez deixa as mulheres e crianças desprotegidas. Assim, apoiamos todas as mulheres vindas da Ucrânia e associamo-nos a todas as ações que a UGT e os seus sindicatos filiados estão neste momento a fazer em prol de todos os refugiados ucranianos.

Glória à Ucrânia!

Desta moção daremos nota à embaixada da Ucrânia.

A Comissão de Mulheres da UGT e as Mulheres Sindicalistas da UGT