UGT - Comunicados

Comunicados

2022

FESAP | Pela Igualdade, não à discriminação

2022-03-08
FESAP | Pela Igualdade, não à discriminação

Passaram dois anos desde que a COVID-19 foi declarada pandemia mundial, com consequências desastrosas para a vida das pessoas e para os seus meios de subsistência. As perdas de emprego e de rendimentos a que assistimos não têm precedentes – aproximadamente quatro vezes mais importantes do que as verificadas durante a crise financeira global de 2009.

 

A crise abrange todas as pessoas, mas nem todas são afetadas da mesma forma.

 

Se a vulnerabilidade social das mulheres é por regra alta, essa vulnerabilidade aumenta ainda mais para as mulheres jovens, as mulheres negras, as trabalhadoras migrantes, e as que trabalham na economia informal, incluindo as trabalhadoras domésticas e as mulheres portadoras de deficiência, que acabaram por ser as mais atingidas pela crise. De acordo com os dados mais recentes, em 2021, o mundo do trabalho registou um decréscimo de 13 milhões de mulheres relativamente a 2019.

 

Esta observação sublinha a urgência de implementar políticas e medidas que levem em conta a dimensão do género.

 

Tal como referiu o Secretário-geral das Nações Unidas, cerca de 269 milhões de novos empregos poderão ser criados até 2030 se duplicarmos os investimentos na área da educação, da saúde e dos serviços sociais.

 

Investir nos cuidados – saúde, educação, assistência a crianças e pessoas idosas, ou noutros serviços sociais – permitiria a criação de milhões de novos empregos decentes para as mulheres, capacitando-as a participar ativamente na economia como um todo e contribuindo para uma construção de sociedades mais justas, mais inclusivas e mais dignas.

 

As mulheres representam dois terços da força de trabalho global. Mas muitas delas ainda são apanhadas em empregos mal pagos, precários ou informais. Exigimos empregos decentes para os profissionais do setor da prestação de cuidados, com condições de trabalho seguras, com salários adequados e proteção social.

 

Na Administração Pública portuguesa, onde os dados mais recentes referem que cerca de 60% dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, a pandemia de SARS-CoV-2, em conjunto com tudo o que ela acarretou em termos de prestação de trabalho, tanto presencial como não presencial, tornou evidente a necessidade de haver um cada vez maior empenho no aprofundamento de todas as questões relacionadas com a conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar.

 

O movimento sindical continuará a lutar para tornar o investimento na saúde uma realidade em todo o mundo, de modo a garantir mais empregos decentes para as mulheres.

UGT saúda civismo e participação nas Eleições Legislativas de 30 de janeiro

2022-01-31
UGT saúda civismo e participação nas Eleições Legislativas de 30 de janeiro

O Secretariado Executivo da UGT, reunido hoje, saúda o povo português pelo civismo com que decorreu o ato eleitoral de ontem, dia 30 de Janeiro, bem como a mobilização que os portugueses deram mostras, ao reduzir o nível da abstenção.

A UGT saúda de igual forma os partidos políticos que participaram nestas eleições, de forma particular o Partido Socialista, que foi o vencedor da noite eleitoral, alcançando a maioria absoluta na composição do próximo Parlamento.

A responsabilidade que recai agora sobre o PS deve ser galvanizadora da confiança que o país precisa para sair da crise pandémica, em que estamos mergulhados desde o início de 2020, continuando a garantir a eficácia na resposta do Serviço Nacional de Saúde, a sua melhoria e a valorização dos seus recursos humanos, sempre com a perspetiva de responder aos anseios e às necessidades dos portugueses.

De igual forma, a UGT reafirma a necessidade de estabilidade política e governativa, com o reforço do diálogo inter-partidário e com os parceiros sociais na Concertação Social, objetivando a aprovação de um Orçamento para 2022 que reflita as linhas mestras que a proposta rejeitada em Novembro de 2021 continha.

A UGT saúda ainda a disponibilidade do PS e do seu líder para discutir em sede de CPCS um acordo sobre política de rendimentos, que inclua salários, mantenha a trajetória de crescimento do Salário Mínimo Nacional, atualize pensões, introduza maior justiça fiscal no IRS, e implemente as linhas de ação previstas no Pilar Europeu dos Direitos Sociais, aprovadas no Porto em Maio de 2021.

A UGT mantém a sua disponibilidade em aprofundar a discussão sobre a Agenda do Trabalho Digno, onde alterações à legislação laboral estavam previstas, bem como a necessidade de reagendar as matérias da conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal, o combate à precariedade e a dinamização da negociação coletiva e o investimento nas qualificações dos trabalhadores, como via para melhorar as condições de trabalho e de vida, bem como os fatores de competitividade para o crescimento da economia e a sustentabilidade das empresas.

A maioria absoluta do PS implica maior responsabilidade na procura de consensos e em diálogo social e político. 

A UGT não se furtará aos princípios pelos quais sempre norteou a sua ação sindical - proposição, compromisso e disponibilidade para negociar.

Importa, por isso mesmo, saudar a eleição de vários dirigentes e ex-dirigentes da UGT para o próximo parlamento, o que traduz a forma disponível e propositiva como a UGT sempre encarou a sua ação ao serviço dos trabalhadores e a visibilidade daí decorrente que esta sua atitude conquistou junto dos principais atores políticos e partidários.

Em nome dos direitos dos trabalhadores, por uma sociedade mais inclusiva e que combata as chagas da precariedade e da pobreza.

Por Portugal.

 

O Secretariado Executivo

SMAV | Informação Trabalhadores RTP - Corte Salarial, Um precedente que nos ameaça a todos!

2022-01-28
SMAV | Informação Trabalhadores RTP - Corte Salarial, Um precedente que nos ameaça a todos!

Os sindicatos recusam proposta ilegal do Conselho de Administração sobre compensação de despesas em teletrabalho

Leia o comunicado conjunto dos sindicatos da RTP no link abaixo

FESAP | Carta aberta aos partidos políticos

2022-01-21
FESAP | Carta aberta aos partidos políticos

Em carta enviada aos partidos políticos, a FESAP exige que sejam assumidos, durante o período de campanha eleitoral e nos próprios programas eleitorais, compromissos no sentido de serem urgentemente resolvidos os problemas dos trabalhadores e dos serviços da Administração Pública.

Leia a carta na íntegra no link abaixo