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2019

Debate TSF - Secretário-geral da UGT no Olhe que Não

2019-05-09
Debate TSF - Secretário-geral da UGT no Olhe que Não

Participação do Secretário-Geral da UGT Portugal, Carlos Silva no programa Olhe que Não da TSF, onde foi debatido "Quem defende melhor os trabalhadores: os sindicatos tradicionais ou os novos sindicatos?"

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Eleições Europeias - UGT exorta candidatos a defenderem o Pilar Europeu dos Direitos Sociais

2019-05-09
Eleições Europeias - UGT exorta candidatos a defenderem o Pilar Europeu dos Direitos Sociais

"Quero lembrar aos trabalhadores e às trabalhadoras do nosso país que há eleições para o Parlamento europeu no próximo dia 26 de Maio.

A democracia deu-nos o direito ao voto.

Não o desperdicemos.

A Europa tem sido a grande responsável por atingirmos um patamar de desenvolvimento, desde a nossa adesão em 1986.

Se temos infra-estruturas que atravessam todo o território nacional e modernizámos a nossa economia e os nossos padrões de qualidade de vida, muito o devemos à nossa integração europeia.

E hoje, quando o poder económico esmaga os direitos sociais, quando obriga a cortar salários para salvar Bancos (mesmo que estes se atrevam a proceder a aumentos salariais na ordem dos 0,75% em média, com a apresentação de lucros de milhões de euros), quando pagamos todos algum desvario cometido por anteriores Governos, a verdade é que a imagem de Portugal hoje no mundo é, apesar de tudo, bem mais positiva.

Por isso a UGT exorta os partidos políticos candidatos às eleições europeias a valorizarem e a defenderem o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, onde emerge a necessidade de podermos “desligar do trabalho”, de conciliar a vida profissional com a vida pessoal e privada, onde as questões sociais, tão assentes no modelo social europeu, não sejam uma mera miragem do que este já foi, mas seja um novo ponto de chegada, para fixar os direitos dos cidadãos europeus e identificá-los com esta Europa em que, apesar das vicissitudes que tem vivido nos últimos anos, continuamos a acreditar.

Exortamos os partidos políticos a acompanharem o movimento sindical europeu na fixação de um salário mínimo europeu, também com o objectivo de uniformizar este patamar de dignidade a todos os trabalhadores europeus, independentemente do país onde se encontrem a trabalhar e a receber o seu salário.

Acreditamos na Europa enquanto espaço de Paz e de convívio entre 400 milhões de cidadãos. Na Europa sem fronteiras, solidária, coesa e forte na defesa dos seus cidadãos e das suas Nações, como a imaginou Jacques Delors e outros visionários da construção europeia.

A UGT apela à mobilização dos portugueses para estas eleições europeias de 26 de Maio.

A UGT sempre se bateu pela Europa e pela nossa integração.

Continuamos a ser seus fiéis adeptos.

E para a melhorar temos de continuar a lutar por ela. Não deixemos aos outros o que nos cabe a todos e a cada um de nós fazer."

Carlos Silva

Secretário-geral da UGT

(In 1º Maio UGT em Braga)

Secretário-geral Adjunto da UGT no Em Nome da Lei

2019-05-05
Secretário-geral Adjunto da UGT no Em Nome da Lei

Convidado pelo programa “Em Nome da Lei”, transmitido no dia 3 de Maio, na Rádio Renascença, o Secretário-geral Adjunto, Sérgio Monte, reafirmou novamente que a UGT “rejeita liminarmente a revisão da lei da greve”.

No programa onde se debateu o que está a mudar no mundo laboral e sindical, questionado sobre os novos sindicatos e as novas formas de luta, Sérgio Monte, afirmou que este “fenómeno não é completamente novo”, reconhecendo o “impacto e mediatismo inéditos que tiveram quer a greve dos enfermeiros, quer a dos motoristas de matérias perigosas”. O dirigente sindical explica que o que preocupa a UGT não é o fenómeno, mas as suas consequências, isto é “que se queira rever a lei da greve, a pretexto da violência dos novos protestos”.

Pode ouvir o programa na íntegra AQUI

1.º Maio UGT 2019 - UGT reitera que não aceita mexer na lei da greve

2019-05-03
1.º Maio UGT 2019 - UGT reitera que não aceita mexer na lei da greve

No discurso de encerramento das comemorações do 1.º de Maio da UGT em Braga, o Secretário-geral, Carlos Silva, afirmou perentoriamente que não aceita “mexidas na Lei da Greve”, apelando a que os novos sindicatos “mais agressivos e descontrolados” não levem o Parlamento a “embalar” na restrição dos direitos dos trabalhadores.

Carlos Silva declarou que a “UGT é independente” em relação aos partidos políticos que disse respeitar mas que não tem “medo de lutar contra quem quer que seja que esteja” no Governo.

Referindo-se aos últimos acontecimentos sindicais e grevistas em Portugal, o Secretário-geral da UGT afirmou “ser preciso que o surgimento destes processos reivindicativos mais agressivos e descontrolados consciencializem os trabalhadores de que há que valorizar os sindicatos tradicionais, que apostam na negociação e no diálogo".

No seu discurso, Carlos Silva salientou também que foi “o forte ataque aos direitos dos trabalhadores que potenciou o crescimento de sindicatos sem qualquer vínculo às confederações sindicais tradicionais”.

Perante centenas de trabalhadores que encheram o Parque da Ponte, em Braga, o líder da UGT destacou “andar agora muita gente preocupada com o surgimento de sindicatos independentes, que não se filiam nas centrais sindicais, mas se algo se conquistou, com Abril de 1974 foi a liberdade de associação, a liberdade sindical e de expressão, bem como o direito à greve”.

Segundo o secretário-geral da central sindical, “os comentadores de serviço acham que estes sindicatos não se revêem na atitude do sindicalismo tradicional, mas na UGT, sempre combatemos a unicidade sindical, porque haveríamos agora de a querer impor aos outros?”.

“E por isso não podemos aceitar que os partidos se disponham a discutir a leia da greve devido a este fenómeno, prejudicando-se quem sempre pautou o seu comportamento pela decência e pela lucidez”, acrescentou.

Num discurso longo, o secretário-geral da UGT interrogou-se “como explicar a milhares de trabalhadores da administração pública que em 2019 os seus salários ainda se encontram abaixo do que recebiam em 2010”, acrescentando que “temos atingido a média europeia em tantas variáveis, designadamente em salários de gestores de topo e de banqueiros, mas os salários dos trabalhadores continuam longe dessa possibilidade, que ainda é apenas uma miragem”.

"Se nos últimos anos o clima económico foi de crescimento e de retoma da confiança, e não houve condescendência por parte do Governo, o que esperar no futuro perante uma tendência para o arrefecimento da economia? Se no tempo das vacas gordas não há aumentos salariais é nas vacas magras que os trabalhadores vão ser aumentados?", questionou.

“Não convém é esquecer que a administração pública é composta por mais de meio milão de trabalhadores, com as suas legítimas expectativas de carreira, de melhoria dos salários e de respeito. Daí que a nossa Central sindical esteja ao seu lado na defesa da contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão nas carreiras, de valorização dos seus salários e de dignificação das suas pessoas enquanto profissionais ao serviço de todos os cidadãos.

"Estamos no tempo em que a Assembleia da República está a ponderar e a analisar, mas sobretudo num tempo em que é preciso tomar decisões políticas corajosas, sem calculismos, hipocrisias ou argumentos falaciosos.”, acrescentou.

Também a questão da Segurança Social não foi esquecida, deixando o recado que a UGT é contra a reforma aos 80 anos. “Falar de forma irresponsável na possibilidade de aumentar a idade da reforma para os 80 anos, é criar nos portugueses a imagem falsa de uma Segurança Social falida, sem margem para inovar nas soluções de sustentabilidade e criando o pânico na população, sem qualquer necessidade”, porque “para além de ser ultrajante para quem trabalha e desconta todos os meses no seu salário a sua pensão futura, é ofensivo estabelecer como sendo o único patamar de sustentabilidade da Segurança Social um horizonte de trabalho até à morte. Não contem com a UGT para essa discussão.”

E acrescentou: “Aliás, a UGT já fez saber, por diversas vezes, em sede de concertação social, que as nossas propostas vão no sentido de voltarmos a ter uma idade de reforma fixa, que permita aos trabalhadores planear com antecipação e certeza a sua saída da vida ativa.

"E reafirmamos que o Estado deveria considerar a antecipação da idade da reforma para os trabalhadores que laboram por turnos, tal é o grau de desgaste que este tipo de trabalho provoca em quem o executa há longos anos e de forma reiterada.”

O sindicalista terminou com um apelo à participação nas eleições europeias de 26 de maio e aos partidos políticos para "valorizarem e a defenderem o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, onde emerge a necessidade de podermos 'desligar do trabalho', de conciliar a vida profissional com a vida pessoal e privada, onde as questões sociais, tão assentes no modelo social europeu, não sejam uma mera miragem do que este já foi", pediu Carlos Silva.

Já a Presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, começou por afirmar que a realização em Braga, do 1º de Maio, é “cumprir a nossa promessa de descentralização”, agradecendo assim a recetividade da Câmara Municipal de Braga, na pessoa do seu Presidente, Ricardo Rio, ali presente no palco.

“O trabalho precário é uma chaga hoje em dia, muitos milhares de trabalhadores e outros na pobreza, trabalhando todos os dias, de manhã à noite, enquanto há mulheres que continuam a ganhar menos do que os homens, trabalho digno e de qualidade”, disse.

A dirigente sindical preconizou “o diálogo e concertação”, recordando que “sendo este um dia de festa, não podemos esquecer nem sossegar, enquanto prosseguiram desigualdades no trabalho, por isso a UGT estará sempre na primeira linha para defender as conquistas”.

Os tradicionais discursos sindicais dos dois rostos da UGT foram precedidos pelas intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, anfitrião nestas comemorações, e do Presidente da UGT-Braga. (ver abaixo todos os discursos).

Veja as Fotos do 1.º Maio da UGT abaixo

1º Maio UGT 2019 - Intervenção do Secretário-geral da UGT

2019-05-02
1º Maio UGT 2019 - Intervenção do Secretário-geral da UGT

Veja a intervenção do Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, nas comemorações do 1º de Maio da UGT, em Braga.