UGT - Comunicados

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2021

Carlos Silva traça caminhos para os desafios do pós-Pandemia

2021-05-17
Carlos Silva traça caminhos para os desafios do pós-Pandemia

Carlos Silva, Secretário-Geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), é o quinto convidado do ciclo de Webinários com dirigentes sindicais "Desafios aos Sindicatos na pós-pandemia", organizado pela Federação Nacional da Educação (FNE) e pelo Canal4 da AFIET (Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho), que vai decorrer no próximo dia 20 de maio, pelas 17h00m, com moderação de José Ricardo Coelho.

A pandemia trouxe novos desafios e exigências para os Sindicatos. Em tempos de incerteza, que caminhos devem os trabalhadores e os seus representantes trilhar para ultrapassar os novos desafios que se abateram sobre o mundo do trabalho? A regulamentação do teletrabalho impôs-se mais afirmativamente na agenda de negociação e concertação sindical, desafiando uma dimensão coletiva do emprego, e obrigando os Sindicatos a reinventar a luta de proximidade junto dos trabalhadores. Mas esta crise pode também ser vista como uma oportunidade de fortalecimento do papel do sindicalismo, sempre em busca de respostas mais eficazes, por direitos, Liberdade, inclusão e justiça social.

Que pontos de contato relacionam o antes e o pós-pandemia? Qual será a capacidade dos Sindicatos para reinventarem a negociação coletiva? O espírito de mobilização e manifestação sindical nos locais de trabalho irá ficar limitado a um ativismo mais digital? Que compromissos deve o movimento sindical assumir neste novo paradigma, de forma que as reivindicações dos trabalhadores sejam de facto efetivadas?

Num momento em que se assiste ao agravamento do desemprego, da precariedade, da falta de proteção em novas formas de trabalho e da escassez de recursos, que caminhos de mobilização e representação social têm os representantes dos trabalhadores que cumprir para resistir à pressão de políticas que desvalorizam a negociação coletiva e o diálogo social?

Não perca esta e outras questões que vão a debate no próximo dia 20 de maio, às 17h00m.

Inscreva-se gratuitamente em: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_S0vS8Aq8QQWqIT-p_-H6Iw 

Será enviado um certificado de presença aos participantes que acompanharam o webinário através da plataforma Zoom.

Boletim Informativo "Saúde com Todos para Todos" | N.º1

2021-05-13
Boletim Informativo  "Saúde com Todos para Todos" | N.º1

A UGT lançou a primeira edição de uma publicação exclusivamente dedicada ao sector da Saúde.

Um boletim trimestral visa sobretudo integrar todos os sindicatos da área da Saúde da UGT numa estratégia global e multidisciplinar de partilha de informação, conhecimento e experiência, assim como a divulgação de boas práticas na área do diálogo social, garantindo o acesso a dados relevantes do ponto de vista estatístico, legislação do sector da saúde e ao estado da arte da negociação colectiva desta área.

Leia o boletim no Link abaixo

TSF | Cimeira do Porto foi importante ao colocar o social no centro da agenda europeia

2021-05-10
TSF | Cimeira do Porto foi importante ao colocar o social no centro da agenda europeia

Em declarações no Fórum TSF, a Secretária Internacional da UGT, Catarina Tavares, considerou a Cimeira Social realizada no Porto foi muito importante, pois recolocou na agenda europeia compromissos essenciais para a redução das desigualdades, bem como o reconhecimento do Pilar Europeu dos Direitos Sociais como fundamental para a retoma da economia.

Trabalhadores imigrantes e suas famílias | É hora de o Pilar Europeu dos Direitos Sociais mostrar as suas virtudes

2021-05-06
Trabalhadores imigrantes e suas famílias | É hora de o Pilar Europeu dos Direitos Sociais mostrar as suas virtudes

Não nos iludamos com a espuma dos dias. A realidade é mais complexa e os problemas são persistentes no tempo.

Os fenómenos que nos são diariamente dados a conhecer pelos órgãos de comunicação social, agora nestes últimos dias mais abundantemente, há muito que vêm sendo denunciados sem que nada de substantivo tivesse sido feito como os factos o demonstram, relativamente ao litoral e interior alentejanos.

A velha máxima “fez-se qualquer coisa para que tudo ficasse na mesma", está subjacente ao fenómeno e a muitos outros problemas estruturais relacionados com o abandono e desertificação do interior e do interior litoral. O “Interior” é cada vez mais uma condição social e menos uma condição geográfica.  Também há, e muito, “interior” junto às grandes zonas urbanas e metropolitanas.

Seja qual for a situação geográfica ou a condição social em que cada um se encontre inserido, há uma coisa que todos e cada um de nós não pode admitir numa sociedade humana e essa inadmissibilidade é a de que a dignidade de qualquer ser humano possa ser degradada por inércia coletiva e inépcia pessoal.

Infelizmente a pandemia veio agravar muitas das situações vividas entre nós, quer em Portugal, quer na União Europeia e, porque não dizê-lo, em todo o mundo. A pobreza não só se revelou com mais força como as desigualdades se agravaram. Temos a estrita obrigação de no pós-pandemia não esquecermos ninguém e, por isso, ao dizermos que “não pode ficar ninguém para trás" temos que lutar para que ninguém seja mesmo ninguém. Temos que assumir, enquanto país, e sem tibiezas que a pobreza extrema é uma condição intolerável e que a pobreza enquanto tal é uma condição insustentável para todos os que queremos viver numa sociedade mais justa e equitativa.

A UGT tem vindo a acompanhar a situação complexa de milhares de trabalhadores e de suas famílias diariamente através dos seus sindicatos. A UGT, também tem continuadamente pugnado para que as autoridades atuem no âmbito das suas competências e por isso tem também lutado por mais e melhor negociação colectiva, mais e melhor diálogo social, para que fenómenos de exclusão como os denunciados não se venham mais a verificar.

Na centralidade da economia terá que estar sempre, e acima de tudo, a dignidade de cada ser humano. Não pode valer tudo, caso contrário seria a barbárie.

Não estamos a viver problemas que deverão ser resolvidos pelos outros. Cabe a cada uma das instituições nacionais e europeias e a cada um de nós enquanto trabalhadores e cidadãos resolver o problema. Infelizmente, sendo um problema de uns quantos, é também e acima de tudo um problema de todos.

Não desistiremos na UGT enquanto estes problemas persistirem e denunciaremos sempre quaisquer “atrocidades" que sejam acometidas a qualquer ser humano e por maioria de razão não podemos calar as injustiças que firam a essência da dignidade de cada um.

É tempo de ação. O Pilar Europeu dos Direitos Sociais deve mostrar as suas virtualidades.

Desempenhe cada um o seu papel e teremos a obrigação de criar uma sociedade mais justa.

A UGT não abdica do seu papel intransigente da defesa das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e suas famílias.  A UGT assume o “trabalho” como uma condição e a imigração como uma contingência. Não confundir o essencial pelo acessório é defender a justiça e melhores condições de vida. Um ser humano é um ser humano, um trabalhador é um trabalhador e um imigrante é um imigrante. Confundir tudo é não querer resolver problema algum. A dignidade humana não é transacionável, seja qual for a situação pessoal de cada um.

Urge resolver os problemas dos trabalhadores e suas famílias que estão a viver em desespero e já.

No pós-pandemia teremos obrigações acrescidas de solidariedade e de justiça social.

A UGT não deixará de se manter na linha da frente de tais lutas.

UGT, 5 de maio de 2021

Governo e Administração do BST sensíveis às preocupações dos sindicatos

2021-05-05
Governo e Administração do BST sensíveis às preocupações  dos sindicatos

A ministra do Trabalho prometeu intervir da melhor forma face à redução de trabalhadores na banca. Já a administração do BST aceitou adiar qualquer medida unilateral, agindo de acordo com as propostas do Mais, SBC e SBN.

As medidas de repúdio à intenção do Banco Santander Totta (BST) de rescindir unilateralmente com 100 a 150 trabalhadores delineadas pelos sindicatos dos bancários da UGT já está a dar frutos: foram realizadas duas das reuniões solicitadas – com a ministra do Trabalho e com a administração da instituição. 

Ontem mesmo, dia 4, UGT, Mais Sindicato, SBC e SBN reuniram-se via Zoom com Ana Mendes Godinho. Muito célere a responder ao pedido, a ministra do Trabalho mostrou-se sensível às preocupações transmitidas e comprometeu-se a contactar a administração do Banco Santander.

A ministra garantiu ainda manter um canal aberto com os Sindicatos para acompanhar a questão da redução de quadros de pessoal na banca.

Os sindicatos aguardam agora a marcação de reuniões com os vários grupos parlamentares e com a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

 

Aceitar e agir

A reunião com administração do BST decorreu esta manhã, dia 5. Os Sindicatos da UGT manifestaram as suas preocupações face às recentes declarações do banco e apresentaram alternativas.

A administração foi sensível aos argumentos e à postura dos Sindicatos, que reiteraram estar dispostos a negociar e encontrar soluções.

Nesse sentido, o BST comprometeu-se a adiar a aplicação de qualquer medida unilateral, aceitando proceder em conformidade com o pedido dos Sindicatos, que insistem na necessidade de o banco: 

  • Negociar saídas por acordo e não por decisão unilateral do banco;
  • Contactar todos os trabalhadores que pretendam aceitar a reforma e cumpram o requisito de terem 55 ou mais anos; 
  • Abrir o processo de candidaturas a rescisões por mútuo acordo (RMA); 
  • Requalificar os que querem continuar no banco, pois há muito trabalho e muitos trabalhadores estão a ser sobrecarregados.

Ao lado da solução

MAIS, SBC e SBN mantêm a sua posição: não embarcam em estratégias de guerrilha. Estão e estarão ao lado dos trabalhadores, sem os expor – darão a cara por eles – e respeitarão qualquer que seja a sua decisão.

Os Sindicatos da UGT estão do lado da solução. Os trabalhadores podem contar com o seu apoio.

As Direcções 

Mais Sindicato, SBN e SBC