UGT - Comunicados

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2020

UGT defende um equilíbrio nas novas medidas contra a Covid-19

2020-10-28
UGT defende um equilíbrio nas novas medidas contra a Covid-19

A UGT quer um equilíbrio nas medidas que irão ser tomadas na reunião extraordinária do Conselho de Ministros agendada para o próximo sábado, porque é importante manter as empresas a laborar.

Em declarações à Antena 1, a partir de Bruxelas, o Secretário-Geral da UGT defende o recolher obrigatório e apela a uma postura pedagógica por parte do Governo de forma a evitar os ajuntamentos de pessoas.

© Antena 1

Em declarações à TVI, o Secretário-geral da UGT voltou a defender o recolher obrigatório em todo o país e deixou a sugestão ao Governo para que implemente medidas que não prejudiquem a economia e que não coloquem os portugueses uns contra os outros.

© TVI

42.º Aniversário | UGT congratula-se com felicitação de António Costa

2020-10-27
42.º Aniversário | UGT congratula-se com felicitação de António Costa

Na sua página oficial de Twitter, o Primeiro-Ministro, António Costa, felicita a UGT por mais um aniversário e reconhece a origem e relevância da Central Sindical.

Delmiro Carreira homenageado pelo Presidente da República

2020-10-26
Delmiro Carreira homenageado pelo Presidente da República

O Presidente da República condecorou esta segunda-feira, a título póstumo, o sindicalista Delmiro Carreira, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade. Durante a manhã, a UGT assinalou o seu 42.º aniversário com a homenagem ao sindicalista, um ano após a sua morte.

Numa cerimónia reservada à família de Delmiro Carreira, aos dirigentes da UGT e do SBSI/Mais Sindicato, Marcelo Rebelo de Sousa recordou os tempos em que foi colega do sindicalista na Assembleia Constituinte.

Considerando que Delmiro Carreira já então “era de facto alguém muito especial, como o foi ao longo da vida”, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou o seu percurso, da sua intervenção no Movimento Carta Aberta, na UGT e à frente de “um grande sindicato”, o SBSI, agora Mais Sindicato.

“Esteve sempre na primeira linha do que considerava ser dever do sindicalismo democrático”, disse, destacando a sua preocupação com as condições de vida dos portugueses.

O Presidente da República afirmou ainda que um ano após a sua morte, em 25 de outubro de 2019, a condecoração é uma “homenagem muito justa a um homem, ao seu caráter e personalidade, mas também a uma causa”. “O exemplo do homenageado de hoje é um exemplo do que continuam a ser valores, do que continuam a ser causas.”

“O cidadão recorda a amizade, o Presidente quer destacar a gratidão dos portugueses por esta vida, por esta obra”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Durante a manhã, a UGT assinalou o seu 42.º aniversário com um Secretariado Nacional inteiramente dedicado à homenagem a Delmiro Carreira.

A central deu ao auditório principal da sua sede o nome de Delmiro Carreira, o que ficou destacado numa lápide descerrada na ocasião, bem como numa fotografia do homenageado junto ao palco.

A cerimónia contou com a presença da viúva, Maria do Carmo Carreira, dos três filhos e demais família. Na sua intervenção, Maria do Carmo agradeceu a homenagem “ao homem que sempre foi dedicado ao sindicalismo e à UGT”.

Perante um auditório onde se destacavam sindicalistas que conviveram e trabalharam com Delmiro Carreira no SBSI e na UGT, tomaram a palavra o secretário-geral da UGT Carlos Silva, a presidente Lucinda Dâmaso, o presidente do Mais Sindicato António Fonseca, e Rui Santos, que partilhou com Delmiro duas décadas de sindicalismo no Sindicato e 50 anos de amizade.

 

UGT debateu a sustentabilidade da Segurança Social

2020-10-23
UGT debateu a sustentabilidade da Segurança Social

A UGT organizou, no dia 22 de Outubro, uma conferência, em regime híbrido, para debater o futuro da Segurança Social e as fontes alternativas ao seu financiamento.

Na sessão de abertura, o Secretário-geral da UGT, relembrou, nesta época de pandemia, a necessidade de ter mais e melhor Estado. Perante uma realidade que determinou a necessidade de uma maior intervenção estatal nos apoios às empresas e aos cidadãos, para o líder sindical, seria importante avaliar os apoios e qual o futuro da segurança social. 

“Terá a Segurança Social o futuro assegurado?”, “Qual a situação das dívidas às Segurança Social?”, “Existem ou não condições para uma posta em fontes alternativas de financiamento?”. Estas foram algumas das questões que Carlos Silva deixou aos convidados para debate.

Agradecendo o convite, o Presidente do CES, Francisco Assis, considerou determinante, numa época de crise sanitária, a relevância da discussão de um grande tema da vida social e colectiva. Para Francisco Assis, o debate sobre temas que em épocas normais têm tendência a ser desvalorizados ou relativizados, assumem em épocas de crise uma suma importância, ressalvando que “a Segurança Social é um elemento fundamental das sociedades democráticas contemporâneas, radicando em duas origens, a política e a socioeconómica”.

Na sua intervenção, o presidente do CES considerou que existem duas questões importantes que devem ser alvo de debate na época que vivemos. A primeira é a discussão sobre a adequação da economia às exigências europeias, com o devido crescimento económico para a libertação de recursos que determinem o aumento dos rendimentos. E a segunda: a discussão aberta e franca sobre o Estado de Previdência, considerando que existe um amplo consenso na sociedade portuguesa para a manutenção de um Estado Previdência forte e para a sua discussão nas diferentes vertentes.

Terminada a sessão de abertura, seguiu-se o primeiro painel de discussão com as intervenções dos convidados, Paulo Pedroso, professor do ISCTE, e de José Luis Albuquerque, director-geral Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

Numa apresentação sobre a adequação do regime previdencial às crises de 2009 e 2020, Paulo Pedroso defendeu que a Segurança Social “não tem um problema de sustentabilidade”, contudo acrescentou que existe o risco de o sistema previdencial não conseguir garantir prestações adequadas no futuro.

“Portugal não tem um problema de sustentabilidade da Segurança Social, apesar de ser esse o espantalho que é agitado, mas começa a ter o risco de ter um problema de adequabilidade das prestações”, disse o ex-governante socialista.

Na sua intervenção, o ex-ministro falou sobre o efeito das crises de 2009 a 2020 no sistema previdencial, indicando que as alterações feitas em 2012 levaram a uma redução do valor do subsídio de desemprego, que atualmente tem um montante médio de 500 euros e que estaria nos 1.900 euros se as regras não tivessem sido mexidas.

“Parece-me claro que os desempregados pagaram a fatura”, afirmou Paulo Pedroso, indicando que a taxa de pobreza dos desempregados em 2005 estava abaixo dos 30% e em 2018 acima de 45%, sendo o único grupo socioeconómico em Portugal em que a vulnerabilidade à pobreza cresceu.

“Houve recuo da proteção sobre a forma de congelamento de custos” baseada em “cortes” nos subsídios em momentos de aumento do desemprego, “que não foram compensados nunca e que faz com que partíssemos para a nova situação [de crise] com proteção inferior”, sublinhou.

Paulo Pedroso defendeu ainda que é necessário refletir qual o efeito que os períodos de desemprego terão nas pensões futuras que também já sofreram com os congelamentos efetuados na última década.

Já, o diretor-geral do (GEP), José Luís Albuquerque, na sua intervenção, defendeu que a Segurança Social “tem funcionado como estabilizador automático em situações de desemprego”, lembrando que o sistema financia os subsídios de desemprego com as contribuições e quotizações e, por outro lado, financia os subsídios sociais com impostos, através do Orçamento do Estado.

“Faz sentido que continuemos a pensar que as contribuições devem financiar todo o tipo de desemprego que temos tido ou, em função da situação de um determinado setor ou fruto da atual pandemia, ser financiado por impostos?”, questionou o dirigente público.

José Luís Albuquerque disse que atualmente a eventualidade do desemprego “está construída para uma conjuntura” tradicional e não para choques macroeconómicos ou crises como a atual, causada pela pandemia de covid-19.

Para o diretor-geral do GEP, a prorrogação dos subsídios de desemprego, uma das medidas do âmbito da crise pandémica, é financiada pelo Orçamento do Estado, mas “é uma mudança conjuntural”.

O debate prosseguiu com um painel sobre as alternativas de financiamento à Taxa Social Única (TSU) com os convidados Andreia Teixeira, sócia-gerente da Teixeira & Gonçalves e Armindo Teixeira, Assessor da CCP.

Neste painel foi feita uma breve resenha da diversificação do financiamento da Segurança Social e abordadas a questão da adequação do mercado de trabalho e a sustentabilidade das fontes do mercado de trabalho.

O último painel esteve a cargo de dois convidados, do Professor João Pedroso e da Presidente do Conselho Directivo do IGFSS, Teresa Fernandes, que nas suas intervenções além de abordarem os regimes complementares de iniciativa individual e coletiva, deixaram algumas sugestões às organizações sindicais, no que toca ao seu papel e atitude futura no âmbito a contratação coletiva para o desenvolvimento de regimes profissionais complementares.

Esta iniciativa promovida pela central teve como objectivo debater aquele que é um sistema fulcral na resposta à crise sanitária que enfrentamos, e que, apesar de demonstrar algumas deficiências, deve manter-se, como a UGT sempre defendeu, como um sistema público, universal e solidário.

42.º Aniversário UGT | Presidente da República atribui Ordem da Liberdade a Delmiro Carreira

2020-10-22
42.º Aniversário UGT | Presidente da República atribui Ordem da Liberdade a Delmiro Carreira

A UGT assinala no próximo dia 26 de outubro o 42º aniversário, data marcante na vida da Central que será assinalada por uma sentida homenagem a Delmiro Carreira, um dos grandes sindicalistas deste movimento que faleceu há um ano.

Uma homenagem justa a um defensor dos direitos dos trabalhadores, especialmente os trabalhadores bancários, marcando de forma indelével o movimento sindical português. Uma homenagem a uma figura da luta contra a ditadura e um dos deputados que votou a Constituição da República, um homem que nos marca a todos pelo seu percurso notável que teve como ponto alto a participação na fundação da UGT, sendo conhecido como um grande defensor do diálogo e da concertação social, predicados que usou na liderança do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas entre 1997 e 2011, período no qual criou o Serviço de Assistência Médico-Social dos bancários (SAMS), de que foi presidente do Conselho de Gerência, e, posteriormente, a criação do seu Hospital, cuja qualidade na prestação de cuidados de saúde e equipamento inovador sempre foram reconhecidos.

Por tudo isto e muito mais, a UGT decidiu atribuir o nome de Delmiro Carreira ao auditório principal da sede da UGT, de forma a perpetuar a memória de um dos grandes sindicalistas em Portugal. A Central vai ainda fazer da sua reunião ordinária do Secretariado Nacional (em regime híbrido), uma cerimónia de homenagem que contará com as intervenções do Secretário-geral, Carlos Silva, da Presidente, Lucinda Dâmaso, do Presidente do SBSI/Mais Sindicato, António Fonseca, de Rui Santos, antigo Presidente da Assembleia Geral e Conselho Geral do SBSI, e da viúva, Maria do Carmo Carreira. 

A homenagem ao dirigente sindical, culmina com a atribuição da Ordem da Liberdade – que se destina a distinguir serviços prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade - por Sua Excelência o Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, numa cerimónia restrita que contará com a presença de alguns dirigentes da central, familiares, bem como da líder do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, (coautora do voto de pesar apresentado pelo GP/PS na A.R.), e do deputado e líder dos TSD’S, Pedro Roque Oliveira.