UGT - Comunicados

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2018

Concertação Social: UGT apresenta proposta de aumento do salário mínimo para 615€ já em 2019

2018-01-24
Concertação Social: UGT apresenta proposta de aumento do salário mínimo para 615€ já em 2019

A UGT apresentou na concertação social a sua proposta para o aumento do salário mínimo. À entrada para a reunião com os parceiros sociais, o Secretário-Geral da UGT reafirmou a proposta aprovada em Secretariado Nacional da central, de aumento de 615€ já em 2019. 

E lançou o aviso que a disponibilidade da central para negociar e para alcançar acordos em 2018 na concertação social serão “predeterminados” pela “condicionante” de haver um compromisso por parte das confederações patronais em aceitarem discutir a proposta da UGT de 615 euros para o salário mínimo “com efeitos a 01 de janeiro de 2019”.

Relativamente à discussão sobre o Livro Verde das Relações Laborais, o líder da UGT revelou estar "disponível para discutir as terapêuticas" para o mercado de trabalho,

(Fonte: RTP)

Comunicados: Reuniões com o Secretário de Estado da Administração Local

2018-01-24
Comunicados: Reuniões com o Secretário de Estado da Administração Local

O SINTAP reuniu recentemente com o Secretário de Estado da Administração Local, Carlos Miguel, tendo em vista a abordagem dos temas que mais preocupam neste momento os trabalhadores das autarquias, como sejam os efeitos do descongelamento de carreiras e a precariedade laboral.

Leia no link abaixo os comunicados com as decisões resultantes destas reuniões.

Vigília Altice - UGT e SINDETELCO ao lado dos trabalhadores da PT

2018-01-23
Vigília Altice - UGT e SINDETELCO ao lado dos trabalhadores da PT

Vários dirigentes da UGT estiverem presentes na vigília dos trabalhadores da Altice/PT num momento que serviu para assinalar e não deixar esquecer a luta que os trabalhadores da Atlice/PT encetaram contra o malabarismo da transferência de trabalhadores dentro do mesmo grupo, que punha em causa os direitos adquiridos e a dignificação das relações laborais.

A UGT e o SINDETELCO aproveitaram ainda para saudar o acordo obtido entre os partidos que sustentam em sede parlamentar o Governo, para alterar a legislação laboral assegurando o direito de oposição do trabalhador, esperando que o mesmo ainda possa ser melhorado em sede de negociação na especialidade.

1ª Conferência UGT/FNE: Construir a diversidade derrubando desigualdades

2018-01-22
1ª Conferência UGT/FNE: Construir a diversidade derrubando desigualdades

Realizou-se na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, a primeira Conferência do Ciclo de Conferências 2018, que a FNE organiza em conjunto com a UGT, CEFOSAP, ISCTE-IUL, CBS e a UFP, que se vai estender ao Funchal, Faro, Évora, Coimbra, Braga, Viseu, Bragança e Lisboa.

António Nunes e Miguel Angel Zabalza foram os conferencistas convidados para esta conferência que tratou do tema "Educação e Formação para um desenvolvimento sem desigualdades."

Foi numa sala praticamente cheia que João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, deu as boas-vindas aos convidados da Conferência, justificando a realização deste Ciclo de Conferências para 2018 com a necessidade de debate sobre os desafios que se colocam aos sistemas educativos, de forma a contribuir para o Objetivo 4 de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - "Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos" -, promovido pela ONU no seu roteiro do milénio.

A UGT uniu-se a esta iniciativa contando com ela também como parte do assinalar dos 40 anos da central sindical, pois ao longo deste tempo a União Geral de Trabalhadores sempre considerou a Educação e Formação como base fundamental para uma sociedade melhor.

Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa, tomou também a palavra na abertura e salientou como o processo educativo provem da epistemologia para a tecnologia. Para o Reitor, a Educação é domínio dos conceitos sendo que com o tempo a sociedade foi dando primazia à tecnologia, salientando ainda que enquanto procuramos a igualdade temos de lembrar que a tecnologia é um processo de desenvolvimento, reforçando que faltam conceitos e sobram ideias neste momento.

Em seguida, o Vereador da Educação da CM Porto, Fernando Paulo, congratulou a FNE e a UGT pela escolha da Cidade Invicta para o início deste Ciclo de Conferências, mostrando a importância que isso tem para a cidade. Sobre o tema, Fernando Paulo deixou o alerta para o futuro: é preciso saber criar inovação com formação. A Educação terá que ser uma prioridade, abrir a escola à comunidade e criar uma rede de saber, considerando que se exige de forma excessiva que a escola resolva todos os problemas sociais. Para o Vereador, a Educação não é a preparação para a vida: é a própria vida. E aí surge a necessidade de discutir os novos desafios e uma sociedade mais atual.

Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT, tomou a palavra para dar o mote para todo o Ciclo de Conferências: contribuir para um Portugal melhor. Mostrar ao mundo que somos um país com condições únicas e idênticas aos melhores. E que a UGT trabalha para isso, para todos os trabalhadores portugueses, querendo contribuir para um crescimento inclusivo, sustentável, dando o exemplo de como considera injusto que Portugal seja comparado com países de Leste, criando condições para um país cada vez mais competitivo.

A UGT defende que é necessário defender uma melhor Educação e entendê-la como uma via de desenvolvimento. Para Carlos Silva "É preciso entender o papel dos professores, não os tratar como mercadorias que se atira para 200 km de casa colocando em causa a sua sustentabilidade", além de melhorar o acesso ao ensino é também preciso lutar por um Portugal mais inclusivo, considerando a Central como um exemplo de igualdade pois têm e defendem trabalhadores de todas as áreas.

 

"O tempo não pode ser usado em burocracias"

O primeiro painel de debate na conferência aconteceu com a moderação do Prof. António Nunes e a participação dos comentadores Rui Leandro Maia (Universidade Fernando Pessoa), Laura Rocha (SPZN/FNE), Paulo Silva (UGT/Porto) e Bernardino Pacheco (SPZN/FNE).

O Prof. António Nunes lançou a conversa trazendo ao debate "A escola de hoje, um espaço de sentidos, de reencontros e de incertezas", considerando que para ele os professores vivem uma vida de fragilidade. Para o Professor, a escola era antigamente uma sequência banal e agora é necessário perceber se pensamos a escola. A questão dos rankings com que as escolas são qualificadas é uma questão que para o professor apenas mostra o que é visível para nós, o exclusivo da verdade e que aquela é a realidade de uma escola.

O invisível é o que nos falta perceber. É necessário trabalhar com o conhecimento, considera o Prof. António Nunes, defendendo a intelectualidade como algo fundamental num professor. Usar isso para olhar, entender as coisas, melhorar a relação pedagógica. A pedagogia melhora o dia a dia pois vai começando uma relação de redescoberta diária. António Nunes criticou a burocracia que é incutida aos professores. Os docentes precisam usar o tempo para discutir soluções, ajudas e não burocracia. E praticar, muito, a pedagogia.

O Prof. Rui Leandro Maia (UFP) concordou com António Nunes, considerando a burocracia como um dos maiores problemas dado aos professores: "É necessário permitir aos professores tempo para pensar, ler, falar com colegas para construir algo deixando uma crítica ao modelo que a escola atual impõe". Para o Professor da Universidade Fernando Pessoa, o modelo escolar está mal adaptado para a diversidade, considerando que o aluno 'aprende como tem de aprender'. Pegando na questão dos rankings, também citada por António Nunes, Rui Maia considerou a situação como 'burguesa', mostrando que a performance dos alunos não pode ser medida desta forma, até porque a baixa escolaridade e o rendimento dos pais influencia o rendimento dos alunos na escola.

Já Laura Rocha (SPZN) afirmou que os professores sentem pressão pelo excesso de burocracia, pois quem regula está muito distante e não tem noção da realidade dos docentes. Que é necessário trabalhar mais em conjunto, permitir mais tempo aos professores para criar tarefas conjuntas e ultrapassar o desafio entre a escola cultura e a natural.

Paulo Silva (UGT-Porto) reafirmou "que não é fácil ultrapassarmos as desigualdades num sistema educativo com tantas diversidades como o nosso". Também o representante da UGT na mesa mostrou convicção de que a burocracia não permite combater desigualdades, entrando numa falta de autonomia. De qualquer forma "as janelas de oportunidades são muitas, e ainda esta semana se debateu nas escolas o perfil do aluno, com a ideia de trabalhar melhor as competências dos alunos, criando neles uma consciência nova do mundo".

Tal como os colegas de painel, Bernardino Pacheco (SPZN) considerou que a Educação e Formação assumem um papel preponderante num caminho que se pede igual para todos, embora considere "uma tarefa de grande complexidade e energia para todos os atores educativos", acrescentando ainda que "é necessário que a escola consiga encontrar motivações e estratégias para desenvolver as capacidades de cada aluno".

Em resposta aos colegas de painel, o Prof. António Nunes deixou algumas notas. A primeira é que a escola é neste momento um espaço segregador, divisionista e que deixa marcas para nunca se gostar de ler, discutir. A escola tem de ser "um espaço amoroso", mesmo que os alunos não aprendam. É necessário facilitar a inclusão e permitir aos professores que se demonstrem contra a entrega de prémios de mérito e que, desde o pré-escolar, se deixe de copiar o modelo americano no capítulo das festas de final de ciclo, que mostram ser tudo menos inclusivas.

 

"É necessário valorizar a integração e não os resultados"

O segundo painel da manhã foi constituído pelo outro conferencista convidado, o Prof. Miguel Angel Zabalza, que contou com as comentadoras Manuela Diogo (SPZN), Manuela Brito (UGT-Porto) e Susana Marinho (UFP).

Zabalza abriu a conversa com uma pergunta: Como definir a Educação? e prosseguiu procurando dar resposta a esta questão, começando por considerar que a missão que cada um tem como sujeito está a desaparecer. Para o espanhol, "cada pessoa tem a sua característica e devia ter um processo formativo mais adaptado". Considerou ainda que além de existirem vários tipos de diversidade, poucas escolas acompanham essas diversidades e o atraso de ensino de alguns alunos. A escola tem de redefinir-se para ser flexível e adaptar-se a situações que não estamos acostumados.

Daí, segundo Zabalza, a necessidade de criação de grupos homogéneos ou alternativas de diversidade. Ainda hoje o tema da inclusão é considerado institucional e é necessário alterar isso focando-nos mais no sujeito. O exemplo italiano, onde as escolas sabem no ano anterior que tipo de alunos vão receber no ano seguinte, permite uma preparação e formação dos docentes e não só para essas situações. Mas para isto é necessário criar uma cultura inclusiva, com políticas inclusivas.

As escolas têm de superar aquilo que o Prof. Zabalza chamou de "estudante imaginário". É preciso conhecer e adaptar o ensino em vez do sistema ser igual para todos. Obrigar a uma diversificação curricular para os estudantes, com espaços para o desenvolvimento e para obrigações. Mas para tudo isto é necessário um trabalho dos professores que tem de ter tudo planeado. Não acontecendo isto, qualquer proposta de diversidade fica eliminada. Sem mudar aquilo que é hoje em dia uma valorização dos resultados em vez da integração dificilmente vamos melhorar o sistema de ensino, segundo Zabalza.

Após a dissertação do académico espanhol, Susana Marinho (UFP) concordou, dizendo que a diversidade mudou e deixou de ser apenas para alunos com necessidades especiais. As soluções apontadas fazem pensar numa redefinição da escola em confronto com o que existe, e para isso a partilha de ideias e experiências entre professores assume um carácter decisivo.

Manuela Diogo (SPZN) defendeu o desafio da escola inclusiva. Para a professora, o atual sistema é um retrocesso em programas standard, desvaloriza o trabalho invisível e carrega de burocracia os docentes, além de referir a escassez de meios, de recursos, algo que contribui para a falta de respostas. Para Manuela Diogo é necessário pensar as escolas e prover um clima de bem-estar.

A psicóloga Manuela Brito (UGT-Porto) reforçou dois aspetos já muito falados até então: a ausência de tempo para os professores se conhecerem melhor e a burocracia com que são sobrecarregados. De forma curiosa, Manuela Brito deixou uma nota para a audiência: grande parte dos seus pacientes são professores, algo que a leva a considerar ser esta uma profissão muito vulnerável ao adoecer psicológico, apontando como causas maiores o facto de serem pedidos resultados, colocando dessa forma muita pressão, algo que podia ser aliviado caso esse pedido fosse trocado por progressos do aluno.

"A escola atual é um espartilho ao conhecimento"

A sessão de encerramento ficou a cargo da nova Presidente da UGT-Porto, Clara Quental, e da Presidente da UGT, Lucinda Manuela Dâmaso.

Foi Clara Quental quem primeiro falou, naquela que foi a sua primeira ação pública como Presidente da UGT-Porto. Clara Quental referiu que "não basta colocar no papel as igualdades, é necessário torná-las efetivas. É preciso que todos tenham acesso ao ensino e educação. As condições que cada um tem para aceder ao ensino estão dificultadas, pois a diversidade nos alunos, que vai desde o tipo de alimentação, habitação a outras, não pode permitir comparações. Isto condiciona a liberdade de acesso". A Presidente da UGT considerou a escola como "um espartilho à liberdade de pensamento e conhecimento do aluno, tirando a possibilidade de criar e ser criativo", sublinhando ainda que "limitar a criatividade faz com que no amanhã os cidadãos tenham horizontes mais curtos e mais problemas para resolver problemas".

A fechar, Lucinda Manuela Dâmaso congratulou a parceria entre UGT e a FNE, pois a UGT tem consciência do que a Educação representou nestes 40 anos, e nada melhor que esta associação para começar esta celebração de aniversário. A Presidente da UGT salientou a importância que a UGT dá à Educação referindo que possui o CEFOSAP e uma escola profissional pertencente à Associação Agostinho Roseta. Ao longo destes 40 anos houve sempre preocupação em acompanhar os problemas da Educação. Para Lucinda Dâmaso este debate "colaborou para aumentar responsabilidades e fazer diferenças nos locais de trabalho. É preciso que cada um contribua para uma mudança e tornar felizes os alunos". Por fim, diz que o caminho pode ser longo, mas "vamos lutar para que os alunos possam dizer que é o seu espaço de alegria e aprendizagem".

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Baixas Médicas: UGT teme a injustificação de faltas dos trabalhadores e defende debate em sede de concertação social

2018-01-19
Baixas Médicas: UGT teme a injustificação de faltas dos trabalhadores e defende debate em sede de concertação social

Declarações do Secretário-Geral Adjunto da UGT, Sérgio Monte, sobre a proposta da Ordem dos Médicos de acabar com as baixas médicas até três dias. 

Sérgio Monte defende que "esta situação não pode ser só analisada na óptica dos médicos ou do serviço nacional de saúde, temos que ter salvaguardadas os direitos dos trabalhadores e também das empresas, as empresas e os trabalhadores têm que participar nesta discussão, porque responsabilizar os trabalhadores pela ausência deixa-nos aqui com grandes dúvidas"

A UGT teme a injustificação de faltas dos trabalhadores e defende que esta matéria deve ser debatida em sede de concertação social.

Assista a Intervenção no Forum TSF na íntegra: