UGT - Comunicados

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2019

III Congresso UGT- Madeira – Continuidade na liderança e nas políticas

2019-02-17
III Congresso UGT- Madeira – Continuidade na liderança e nas políticas

A UGT-Madeira realizou no dia 16 de Fevereiro o seu III Congresso, que elegeu Ricardo Freitas para cumprir o seu terceiro mandato à frente da união regional.

No seu discurso na sessão de encerramento do congresso o líder eleito afirmou que a taxa de desemprego na região autónoma continua a ser a “mais alta do país”, contudo reconheceu que tal resulta do impacto do regresso de emigrantes da Venezuela.

Ricardo Freitas esclarece que o executivo madeirense tem feito algum esforço para alterar esta situação, mas indicou que a taxa de desemprego de 8,8% é um claro sinal de dificuldades, embora admita que a percentagem aumentou com o regresso de emigrantes da Venezuela, cerca de 7 mil desde 2016.

A sessão de encerramento contou também com a presença do Secretário-geral da UGT. Carlos Silva, que na sua intervenção destacou o papel da UGT na obtenção de “acordos essenciais” para a consolidação da democracia e manutenção da paz social, advertindo contudo que a central sindical “não tem medo de ir para rua”. O líder da UGT destacou ainda algumas das medidas positivas adotadas pelo governo madeirense, dando como exemplo a exclusão da representação da CGTP-IN do Conselho Económico e Social e o aumento do salário mínimo para um valor superior ao nacional (615 euros).

Ainda na sessão de encerramento, o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, sublinhou a questão da taxa de desemprego ter baixado de 18% em 2012 para 8,8% em 2019. Destacou ainda o descongelamento de carreiras no arquipélago que abrangeu em 2018, cerca de 9.500 funcionário públicos, um processo de representou um esforço de quase três milhões de euros para o Governo Regional.

FESAP e FNE fazem balanço da greve

2019-02-17
FESAP e FNE fazem balanço da greve

Os líderes da FESAP e da FNE, José Abraão e João Dias da Silva, respectivamente, realizaram no dia 15 de Fevereiro uma conferência de imprensa conjunta em Lisboa, onde consideraram que o segundo dia de Greve registou uma adesão massiva por parte dos trabalhadores da Administração Pública, de norte a sul do país e também dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, em todos os setores de atividade.

Os dois líderes sindicais referiram que a percentagem total de adesão ronda os 80 por cento, destacando porém o setor da Educação como um dos mais afetados, com mais de 90 por cento das escolas encerradas ou a funcionarem com grandes limitações, e os setores da saúde e das autarquias como tendo registado adesões que ultrapassam os 80 por cento.

Nas finanças, justiça, segurança social, entre outros setores, registaram-se também percentagens de adesão muito elevadas.

José Abraão e João Dias da Silva reivindicaram novamente a uma só voz a necessidade urgente do Governo respeitar os compromissos assumidos e iniciar processos negociais que tenham em vista o alcance de resposta às reivindicações dos trabalhadores, sobretudo as que estão relacionadas com as remunerações e com as carreiras.

Caso o Governo não dê as respostas esperadas, as duas Federações prometeram avançar para novas formas de luta, deixando desde já pré-agendada para março uma vigília de dirigentes sindicais junto da residência oficial do primeiro-ministro.

"Estão sempre em aberto novas formas de luta, juntamo-nos a quem for necessário enquanto sentirmos que temos razão", reforçou o dirigente sindical adiantando que a vigília frente à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, é uma forma de "iluminar" o Governo para os problemas do setor.

Por sua vez, o dirigente da FNE salientou o "desgosto" dos trabalhadores face às expetativas criadas, pelo que estes estarão disponíveis para encarar novas ações de protesto "dentro do quadro da estrita legalidade", disse.

Fórum TSF - Carlos Silva sobre o atual clima de contestação social

2019-02-15
Fórum TSF - Carlos Silva sobre o atual clima de contestação social

Intervenção do Secretário-Geral da UGT Portugal, Carlos Silva, no Forum TSF - Rádio Notícias sobre a Greve da Administração Pública marcada pela FESAP e FNE, e onde aborda também o atual clima de contestação social vivido no país.

UGT unida em concentração junto ao Ministério das Finanças

2019-02-14
UGT unida em concentração junto ao Ministério das Finanças

Os trabalhadores da Administração Pública, dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP) e da Federação Nacional da Educação (FNE) manifestaram-se hoje numa concentração junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa e que contou a participação dos Secretários-gerais da UGT, da FESAP e da FNE, Carlos Silva, José Abraão e João Dias da Silva, respectivamente.

Com esta iniciativa, os cerca de 300 dirigentes, delegados e ativistas demonstraram ao Governo o enorme descontentamento existente entre os trabalhadores da administração pública que se está a manifestar também através da greve que já está em curso, uma vez que os problemas identificados continuam sem solução e sem previsão de iniciativas negociais por parte do Governo para alcançar algum consenso.

A FNE e a FESAP quiseram com esta concentração e greve reforçar a ideia de que durante toda esta legislatura e em todos os orçamentos, desde 2016 até 2019, nunca se promoveu a justa valorização dos trabalhadores da administração pública.

Esta foi também uma ação para defender a inversão da trajetória de perda de poder de compra que os trabalhadores da Administração Pública têm sofrido e levar o Governo a abandonar a política de baixos salários, passando a adotar políticas de emprego que valorizem e dignifiquem os salários e as carreiras de todos os trabalhadores.

Nesta concentração foi votada e aprovada uma Resolução (EM ANEXO) que foi entregue pelos dirigentes sindicais presentes no Ministério das Finanças, a qual serviu para frisar, uma vez mais, as razões que conduziram à convocação desta grande jornada de luta, e instando o Governo a dar passos firmes e decididos no sentido da resolução das questões que mais preocupam os trabalhadores, retomando a normalidade há muito prometida.

Nos discursos que antecederam a entrega da resolução no Ministério, o Secretário-geral da FESAP, José Abraão, destacou que o primeiro dia de greve "excedeu as expectativas", tendo em conta o nível de adesão, que levou a que várias escolas tivessem de encerrar.

Também o Secretário-Geral da FNE reforçou a ideia de que está nas mãos do Governo a pacificação do terceiro período de aulas, se o Ministério da Educação considerar reiniciar as negociações ainda durante o segundo período escolar para a recuperação do tempo de serviço de 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Já o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou que o pré-aviso de greve teve como objetivo permitir que os trabalhadores participassem no protesto da FESAP e da FNE, sublinhando que "amanhã [sexta-feira] é o grande dia da greve".

Carlos Silva salientou que a UGT "é uma organização sindical moderada, que prefere a negociação à luta na rua", acrescentando que a central sindical só parte para a greve "quando é empurrada" para isso.

"O Governo tem de manter a negociação em cima da mesa e dizer aos sindicatos que está disponível para um compromisso", defendeu o líder da UGT.

Esta foi uma grande jornada de luta que pretendeu chamar a atenção à opinião pública sobre os principais problemas que afetam os trabalhadores da Administração Pública, procurando igualmente o definitivo esclarecimento da diferença entre aumento salarial e progressão na carreira, afastando uma confusão que o próprio Executivo tem alimentado e que tem gerado interpretações injustas junto da população em geral e até de alguns setores da Administração Pública, tentando fazer crer que estão a ser dados aos trabalhadores do Estado benefícios que, na realidade, não são mais do que direitos que pura e simplesmente não têm sido respeitados.

Intervenção do Secretário-geral da UGT

Intervenção do Secretário-geral da FESAP

Intervenção do Secretário-geral da FNE

Sindicatos assinam ACT nas Infraestruturas de Portugal

2019-02-14
Sindicatos assinam ACT nas Infraestruturas de Portugal

Os sindicatos filiados na UGT, conjuntamente com outras organizações sindicais assinaram no passado dia 13 de Fevereiro um acordo de princípio relativo ao Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) na Infraestruturas de Portugal (IP-Infraestruturas, IP-Engenharia e IP-Património), abrangendo todos os trabalhadores da empresa, excepto aqueles que mantêm o vínculo à Função Pública.

Esta é uma vitória do compromisso das organizações envolvidas que promoveram a negociação coletiva nestas empresas.

Mas este foi também um claro sinal de que é possível alcançar melhores condições para os trabalhadores quando há negociação e, neste caso concreto, a UGT não pode deixar de louvar o papel do Governo e designadamente do Ministério do Planeamento e Infraestruras, liderado pelo Ministro Pedro Marques, que não secundarizou a negociação contrariamente a outros exemplos que o movimento sindical tem observado da parte de outros ministérios.