UGT - Comunicados

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2018

UGT sai da reunião de concertação social com grandes dúvidas em relação ao futuro

2018-04-06
UGT sai da reunião de concertação social com grandes dúvidas em relação ao futuro

Na reunião de concertação social desta sexta-feira que serviu para a apresentação das linhas gerais do Programa de Estabilidade para 2018-2022, os parceiros sociais ouviram do Ministro das Finanças, Mário Centeno, que os funcionários públicos não terão aumentos em 2019.

No final do encontro em declarações aos jornalistas, a Presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, disse que para a UGT esta informação não é uma surpresa, mas acrescentou que “estamos frustrados ao ouvirmos dizer que não haverá tão cedo aumentos salariais. Estes trabalhadores continuarão a pagar fatura da crise. Isto causa grandes perturbações".

Lucinda Dâmaso considerou que só "trabalhadores respeitados, reconhecidos e valorizados" prestarão serviços de qualidade na administração pública, como na saúde ou nas escolas, além de que o Governo devia dar "um sinal de esperança" a todos os que foram penalizados durante a crise.

A dirigente sindical acrescentou ainda que o discurso do governante foi "dominado pela incerteza" em termos de futuro, apesar da melhoria da economia e da diminuição de desemprego que se vivem atualmente.

SITESE - Greve dos trabalhadores dos hipermercados

2018-04-02
SITESE - Greve dos trabalhadores dos hipermercados

Os trabalhadores de vários hipers e supermercados por todo o país estiveram este domingo de Páscoa em greve. Entre os motivos para a paralisação, o SITESE indica o "respeito pelo feriado nacional do domingo de Páscoa", o "trabalho digno", a "conciliação da vida familiar com a vida profissional" e o "fim da precariedade".

No seu comunicado emitido a 23 de Março, o SITESE explicou que tinha convocado greve "à prestação de trabalho para os trabalhadores dos setores do comércio, escritórios e serviços, nomeadamente nas empresas filiadas na APED -- Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição", onde estão as empresas donas de supermercados e de muitas lojas presentes em centros comerciais.

O sindicato quer ainda "aumento dos salários", o "respeito e exigência do cumprimento integral da negociação colectiva", o "fim imediato dos bloqueios à negociação colectiva" e "um diálogo social assente no cumprimento efectivo dos compromissos assumidos e a assumir".

A adesão à greve rondou os 60%, tendo sido encerrados vários hipermercados das cadeias Jumbo, Continente e Pingo Doce.

Leia o pré-aviso do SITESE no link abaixo.

José Abraão reeleito Secretário Geral do SINTAP

2018-03-25
José Abraão reeleito Secretário Geral do SINTAP

José Abraão foi reeleito líder do SINTAP, este domingo, 25 de março, no culminar de um Congresso que deixou claro que a negociação poderá não ser o único caminho a seguir para alcançar uma das principais reivindicações do Sindicato, que os trabalhadores da Administração Pública tenham aumentos salariais em 2019.

AUMENTOS SALARIAIS EM 2019

Os congressistas aprovaram por esmagadora maioria os novos órgãos do Sindicato e um programa de ação que, não obstante enfatizar a predisposição para a negociação enquanto parte da “genética” do SINTAP e reconhecer o caminho que já foi feito no sentido da reposição de direitos – caminho este que foi trilhado muito à custa do seu esforço negocial -, considera que é essencial virar verdadeiramente a página da austeridade, prosseguindo políticas que finalmente invertam a linha de perda de poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública que dura há quase uma década.

No seu discurso de encerramento, José Abraão disse que o orçamento do Estado para 2019 terá inevitavelmente de contemplar aumentos salariais para a Administração Pública e proporá a negociação de um acordo plurianual que inclua matérias de incidência pecuniária,  à semelhança do que foi alcançado recentemente em Espanha.

José Abraão disse que a ausência de resposta positiva a esta revindicação aumentará a conflitualidade e conduzirá os trabalhadores da Administração Pública para a adoção de formas de luta mais duras que poderão passar por greves setoriais ou mesmo pela Greve Geral, afirmando a abertura do SINTAP para que essas eventuais greves se possam fazer em unidade na ação com outras organizações sindicais.

DIGNIFICAR OS TRABALHADORES E OS SERVIÇOS PÚBLICOS

Para além da questão salarial, o SINTAP pugnará pelo cumprimento do lema do XI Congresso através da resolução de algumas questões de grande importância para os trabalhadores da Administração Pública, como sejam a revisão de carreiras, a revisão do SIADAP,  a preservação da ADSE como um subsistema público e solidário, o combate às injustiças entre trabalhadores com vínculos laborais diferentes mas coexistentes na Administração Publica, a negociação de acordos coletivas de maior abrangência, não apenas na Administração Central e na Administração Local, mas também nas entidades do terceiro setor, como IPSS e misericórdias, nos Hospitais EPE e no setor empresarial público, a proteção em caso de acidente de trabalho ou doença profissional, entre outras matérias que constam no documento aprovado.

CRESCIMENTO E CREDIBILIDADE

Num Congresso em que Francisco Pimentel foi também ele reeleito como Presidente do SINTAP, foram inúmeras as intervenções de delegados que tiveram como ponto comum o reconhecimento de que o trabalho sindical efetuado nos últimos quatro anos caracterizou-se pelo crescimento do Sindicato em todos os setores da sua área de intervenção, incluindo o terceiro setor, e pela imagem de credibilidade que alcançou junto dos trabalhadores, dos parceiros negociais, da comunicação social e da opinião pública.

Essa credibilidade traduziu-se também no facto de aceite o convite do SINTAP para intervirem na sua reunião magna a Secretária de Estado da Administração Pública e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca e a Vice-presidente da Federação Sindical Europeia dos Serviços Públicos (FSESP), Françoise Geng, ambas na sessão de abertura, bem como do Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, que interveio na sessão de encerramento, logo após Carlos Silva, Secretário-geral da UGT, que manifestou o apoio da Central Sindical à luta dos trabalhadores da Administração Pública.

Isto para citar apenas alguns dos convidados nacionais e internacionais que não quiseram deixar de marcar presença num Congresso que deixou patente a vitalidade que se vive no seio do SINTAP.

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João Colaço Canadas eleito Presidente da UGT-Santarém

2018-03-24
João Colaço Canadas eleito Presidente da UGT-Santarém

Foi sob o lema "Dignificar o Trabalho", que a UGT-Santarém realizou o seu III Congresso no dia 24 de Março de 2018, que contou com a presença do Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, do Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Dr. Ricardo Gonçalves, e da Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Drª Isaura Morais, entre outros convidados da área politico-sindical.

Este momento magno de reforço e de reafirmação da UGT e dos seus sindicatos no distrito de Santarém ficou marcado com a eleição de João Colaço Canadas (SBSI) para a liderança desta união distrital.

Orgãos eleitos no III Congresso da UGT-Santarém:

                                                              SECRETARIADO

Presidente       -     SBSI         João Colaço Canadas

                               SINTAP     João Luis Dinis Santos

                               FNE           Maria José Vital Simões

                               SITESE      Ana Rita Apolinário

                               SPZC         José Manuel Oliveira Santos

                               SINAFE      Mário José Carapiço Ramos

                               SINDITE     Cristina Maria Santos

                               SETAB        Ernestina Carapinha  Monteiro

                               SINDEP      Marília de Matos

Suplentes                            

                               SBSI            Gonçalo Nuno Casaca

                               SITRA          João Manuel Madureira Lidónio

                               SOJ             Ana Marília Lopes Antunes Elias

                               SINDEQ      João Miguel Silva Dias

                               SINAPE       Filomena da Conceição Calisto

 

                            MESA DO CONGRESSO E DOCONSELHO GERAL

Presidente            SINDEL          José Agostinho Oliveira Sousa

V. Presidente       SBSI                António Carvalho Carreira

Secretário             SINTAP           António Justino Ferreira

Suplentes                            

                               SINDEQ        Marco Paulo Martins Rilo

                               SBSI              João Maria Ferreira Bento

                               SINTAP         José Manuel Domingues Barbosa

 

                                      CONSELHO FISCALIZADOR DE CONTAS

Presidente            SINTAP        Joaquim Grácio Morgado

V. Presidente       SINDEQ        Pedro Miguel Henriques Santos

Vogal                      SPZC         Paulo Manuel Santos Estevinha

Suplentes                            

                               FNE            João Augusto Farinha Valente

                               SINDEL       Fernando Silva Rita

                               S. ENF        Gonçalo Fernando Vieira Vital

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UGT quer ir mais além nas alterações à legislação laboral

2018-03-23
UGT quer ir mais além nas alterações à legislação laboral

No final da reunião de concertação social, o Secretario-geral Adjunto, Sérgio Monte, em declarações aos jornalistas, afirmou que registou com agrado a aproximação do Governo às propostas da UGT, nomeadamente no que diz respeito à limitação dos contratos a termo. “Neste momento, estamos focados na penalização da alta rotatividade e no combate à precariedade”, destacou Sérgio Monte.

Na área da contratação colectiva as propostas foram insuficientes. Para o dirigente Sérgio Monte, as alterações à norma da caducidade "são tímidas", lembrando que a UGT quer regulamentar os motivos que justificam a norma, pois atualmente “a denúncia [da convenção coletiva] pode ser feita por qualquer das partes e sem qualquer motivo”.

Já a matéria do princípio de tratamento mais favorável, essa nem se quer foi alvo de apreciação por parte do Executivo e nesse sentido a UGT voltará a apresentar as suas propostas.