UGT - Comunicados

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2018

Assinado o CCT entre o SETAAB e a CAP

2018-04-23
Assinado o CCT entre o SETAAB e a CAP

Foi hoje assinado o Contrato Colectivo de Trabalho (CCT), de âmbito nacional, para os sectores da produção agrícola, pecuária e florestal, entre o SETAAB, representado pelo seu presidente Joaquim Venâncio, e a CAP, na pessoa do seu presidente, Eduardo de Oliveira e Sousa.

A UGT fez-se representar pelo Secretário-geral Adjunto, Sérgio Monte, e pelo Secretário Executivo, Luís Costa. Na cerimónia formal de assinatura, o Secretário-geral Adjunto da UGT referiu e salientou a cultura de diálogo, compromisso e confiança que sempre marcaram a actuação das duas entidades outorgantes o que tem contribuído, de forma decisiva, para a dinamização da negociação coletiva do setor.

Além das questões salariais, este CCT formaliza uma atualização das carreiras profissionais adequando-as às realidades atuais destes setores.

 

Osvaldo Pinho reeleito Secretário-geral do SINDEQ

2018-04-22
Osvaldo Pinho reeleito Secretário-geral do SINDEQ

O Sindicato das Indústrias e Afins (SINDEQ) realizou este sábado, o seu XII Congresso, que contou com a presença do Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, bem como de vários convidados da área político-sindical.

Este Congresso que reelegeu Osvaldo Pinho como Secretário-geral, confirmou-se como mais um momento de reafirmação e renovação sindical que tem sido o apanágio das organizações sindicais filiadas na UGT.

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A escola como garantia de igualdade e equidade na sociedade

2018-04-21
A escola como garantia de igualdade e equidade na sociedade

O Évora Hotel foi o local escolhido para a realização da quarta Conferência do Ciclo de Conferências 2018 que a FNE organiza em conjunto com a UGT, CEFOSAP, ISCTE-IUL, CBS e a UFP, que se vai estender ainda a Coimbra, Braga, Viseu, Leiria, Bragança e Lisboa.
 

João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, na sessão de abertura, deu as boas-vindas a uma sala cheia, sublinhando no seu discurso a ideia de que é fundamental atingirmos o máximo por uma Escola inclusiva em que todos são valorizados. Esta foi uma opinião partilhada por Josefa Lopes, Presidente do SDPSul que alertou também para o problema das desigualdades, relativamente ao qual Portugal está na cauda da Europa, salientando a importância da educação para esbater esta situação.

Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT, reforçou o papel importante que estas Conferências têm no sentido de serem discutidas matérias importantes para o futuro da educação até a nível regional e pela valorização do território que este ciclo cumpre, indo a vários pontos do país, ouvindo os problemas localmente.

O primeiro conferencista convidado a intervir foi Arnaldo Frade, Delegado Regional do IEFP Alentejo, que começou por comentar dados que demonstram um novo paradigma com a descida do número de desempregados em cerca de 5200, fruto de um maior investimento que se vem a verificar na zona do Alentejo. Arnaldo Frade alertou que a formação é um problema na zona, pois muitas vezes as empresas procuram trabalhadores, mas falta qualificação para as necessidades pedidas. O conferencista defendeu ainda o quanto é importante valorizar as pessoas, principalmente com salários justos, que motivem quem trabalha. Especificamente sobre o Alentejo, Arnaldo Frade deixou a ideia forte de que a zona se encontra numa encruzilhada e que é necessário que os vários atores económicos da zona, sejam privados ou públicos, se unam na criação de uma rede que crie bons caminhos para todos de forma a captar novos residentes e pessoas interessadas em trabalhar na zona.

Após a intervenção de Arnaldo Frade, os comentários ficaram a cargo de Nuno Alas (Ex diretor do Centro de Formação Profissional de Évora e Técnico Superior do IEFP), José Ramalho (Diretor do Centro Distrital de Évora / Instituto da Segurança Social), Christian Santos (Diretor da Mecachrome de Évora) e Vanessa Pereira (Responsável pelo Departamento de Recursos Humanos da Tyco). Todos os comentadores convergiram na mesma ideia: É necessário mudar a forma como pensamos a Escola atualmente e fazer ver à sociedade a importância e o papel importante que o ensino profissional também tem. Além disso foram também discutidos novos desafios que a área do Alentejo pede, como sejam a subida da taxa de alfabetização, dar continuidade a políticas de formação, ter iniciativa regional, criar modos de atração de pessoas para a zona onde a indústria da aeronáutica oferece constantemente novas oportunidades de trabalho. O primeiro painel de comentadores defendeu também a necessidade de identificar na base e perceber por onde se deve construir o caminho, mudar mentalidades sociais, requalificar pessoas com ajuda do IEFP, contribuindo desta forma para o desenvolvimento pessoal e económico da população da zona.

Bravo Nico, Coordenador do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, trouxe à Conferência a preocupação sobre a desigualdade crescente entre regiões de baixa densidade populacional no país. Para Bravo Nico a educação devia ser garantia de promoção da igualdade e de equidade nas oportunidades que as pessoas vão ter no resto da sua vida, defendendo ainda que a qualificação é condição fundamental para que não exista desigualdade territorial como aquela a que agora assistimos. O conferencista afirmou que não basta garantir o acesso à educação: é necessário garantir também a qualidade da frequência e promover as condições para o sucesso. Assim atingiremos a igualdade e ficamos mais perto de pôr em prática esse mesmo sucesso. O conferencista apresentou ainda números que mostraram como na maioria das zonas do Alentejo se verificaram desistências de alunos na passagem do 2º para o 3º ciclo, demonstrando a imagem de despovoamento e falta de qualificação que atinge esta zona do país. A fechar, Bravo Nico deixou o aviso: é necessário além da aposta na qualificação e no território, alterar as políticas de: emprego, habitação, fiscais, apoio social e económicas.

A intervenção de Bravo Nico foi comentada por um painel composto por Agostinho Arranca (Professor do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa), Lurdes Brito (Diretora do Agrupamento de Escolas nº 4 de Évora), António Lula (Vice-Presidente da Fundação Alentejo) e Luís Romão (Professor no Agrupamento de Escolas de S. Lourenço - Portalegre). Também neste painel existiu unanimidade quanto ao que foi dito pelo conferencista. Todos concordaram que as políticas têm que mudar, que o papel do Estado tem de ser melhor, que a Escola em Portugal não é do séc.21 e que é cada vez mais preciso ter docentes preparados para as novas tecnologias e desafios do mundo moderno. É necessário criar uma estratégia de apoio educativo onde não se permitam descriminações, nem desigualdades entre os alunos. A única descriminação aceite é a descriminação positiva. A oferta formativa tem de ser adaptada às necessidades das empresas e as políticas educativas têm de ser diferentes para o interior, pois na opinião geral do painel, as leis estão feitas à medida das grandes cidades.

O encerramento ficou a cargo de Ana Isabel Machado (Diretora do Centro Local do Alentejo Central da ACT), Joaquim Gomes, Presidente da UGT-Évora e João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE. A mensagem transmitida no final foi a de que é fundamental dar à Escola um lugar privilegiado de forma a alcançarmos uma sociedade mais justa. João Dias da Silva congratulou todos os participantes pelo seu contributo positivo e terminou realçando a cada vez maior necessidade de se construir a ideia de se desenvolverem políticas de educação dirigidas a realidades locais e com políticas governamentais duradouras.

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SINDEL chega a acordo com Grupo REN e REN Portgás

2018-04-20
SINDEL chega a acordo com Grupo REN e REN Portgás

O SINDEL entende que a REN poderia ter criado condições para um acordo mais confortável para os seus trabalhadores.

Contudo face a outros acordos já estabelecidos no setor energético, nomeadamente na EDP e na Petrogal e também porque o SINDEL não quis, nesta fase em que está a negociar algumas matérias com a EDP, que quer propor posteriormente à REN, cortar por completo o "cordão umbilical" que atravessa a história das 2 empresas.

Esta posição é reforçada com o facto de neste momento se aplicar aos trabalhadores da REN Portgás, o ACT da EDP.

O SINDEL estabeleceu igual acordo salarial com a REN Portgás.

 

Conheça os pormenores do acordo:

 

 

 

Conferência de Imprensa FNE/FESAP sobre a greve dos Não Docentes do dia 4 de maio de 2018

2018-04-18
Conferência de Imprensa FNE/FESAP sobre a greve dos Não Docentes do dia 4 de maio de 2018

O Secretário-Geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva e o Secretário-Geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, realizam uma Conferência de Imprensa conjunta no dia 20 de abril, às 14h30m, na sede da FESAP, na Rua Damasceno Monteiro, 114, em Lisboa, sobre a greve dos Não Docentes marcada para dia 4 de maio.

Recorda-se que a FNE e a FESAP entregaram no passado dia 12 de abril um pré-aviso de greve dos trabalhadores não docentes, constituindo esta decisão a consequência da falta de reconhecimento relativamente às sucessivas propostas e preocupações que têm sido apresentadas à tutela relativamente aos Trabalhadores Não Docentes para uma escola de qualidade.

Já no final do ano passado, e na sequência do debate promovido a propósito da Petição que a FNE e FESAP apresentaram para o restabelecimento das carreiras dos trabalhadores não docentes, a Assembleia da República, em 15 de dezembro de 2017, aprovou uma Resolução que recomendava ao Governo que, em negociação com as organizações sindicais, restabeleça as carreiras dos trabalhadores não docentes.

Por outro lado, a FNE e a FESAP sublinham desde há muito que a precariedade não pode continuar a ser a marca associada a estes Trabalhadores, aos quais deve ser reconhecido o direito a vinculação na sequência de duas contratações sucessivas, eliminando-se de vez todas as situações precárias que garantem o funcionamento regular das escolas.

Ambas as organizações sindicais exigem igualmente aumentos salariais justos que travem a degradação dos salários.

É por isso que, verificada a indiferença do Ministério da Educação e do Governo em relação a estes problemas, a FNE e a FESAP consideram essencial dar voz à insatisfação destes Trabalhadores, convocando uma Greve Nacional de Trabalhadores Não Docentes para o dia 4 de maio de 2018.

Convidam-se os órgãos de comunicação social a estarem presentes nesta iniciativa.