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2018

GREVE NA SAÚDE – 2 E 3 DE MAIO

2018-05-02
GREVE NA SAÚDE – 2 E 3 DE MAIO

Os trabalhadores não pertencentes a carreiras de regime especial que exercem funções nos serviços sob tutela do Ministério da Saúde e do Governo Regional dos Açores, incluindo os hospitais EPE, independentemente da natureza do seu vínculo, cargo, função ou setor de atividade, vão estar em greve nos próximos dias 2 e 3 de maio, como forma de protesto pela crescente degradação das suas condições de trabalho.

Esta paralisação procura exigir do Governo a necessidade de rapidamente tomar medidas e iniciar processos negociais no sentido da resolução de questões que se vêm arrastando e que estão a colocar os trabalhadores da saúde numa situação de discriminação negativa face aos demais trabalhadores da Administração Pública.

Os trabalhadores reivindicam:

– a aplicação do horário de 35 horas de trabalho semanal a todos os trabalhadores;

– a progressão na carreira para todos os trabalhadores;

– a dignificação das carreiras;

– o reforço de recursos humanos nos respetivos quadros de pessoal dos hospitais EPE e demais serviços na dependência e/ou tutela do Ministério da Saúde;

– o pagamento das horas de trabalho extraordinário vencidas e não liquidadas;

– a possibilidade de inscrição na ADSE para todos os trabalhadores;

– a celebração de acordo coletivo para os trabalhadores com contrato individual de trabalho nos hospitais EPE, conferindo-lhes um regime de carreira que promova a igualdade face aos demais colegas de serviço;

– aumentos salariais justos que travem a degradação salarial.

O SINTAP apela aos trabalhadores para que, através de uma forte adesão a esta Greve, enviem um sinal claro e inequívoco ao Governo de que é tempo de resolver, de uma vez por todas, as injustiças que incompreensivelmente continuam a verificar-se nos serviços da saúde.

PIQUETES DE GREVE

 

REGIÃO CENTRO

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Gonçalo Mendes: 914 732 545

Jacinto Santos: 925 551 339

Ricardo Domingos: 926 014 937

 

Hospital Distrital da Figueira da Foz

João Alves: 969 495 388

 

Centro Hospitalar do Baixo Vouga (Aveiro)

António Oliveira e Silva: 9164 621 329

 

Unidade de Saúde Local da Guarda

Joana Félix: 932 305 941

 

Centro Hospitalar Tondela-Viseu

Victor Alves: 965 057 442

 

Centro Hospitalar de Leiria

Ângelo Monforte: 932 389 901

 

LISBOA

1 de maio - 23h30 – Urgências do Hospital de São José

Carlos Moreira: 911 565 018

 

2 de Maio – 08h00 – Consultas Externas do Hospital Curry Cabral

Carlos Moreira: 911 565 018

 

DISTRITO DE SETÚBAL

Hospital Garcia de Orta (Almada) – das 23h30 do dia 1 de maio às 00h30m do dia 2 de maio

Joaquim José Grácio Ribeiro: 937 482 282

 

Centro Hospitalar Barreiro-Montijo – das 15h30m às 16h30m do dia 2 de maio

Luís Miguel Cabrita Feijão: 965 007 884

 

Centro Hospitalar de Setúbal (Hospital de São Bernardo) – das 07h30m às 08h30m do dia 3 de maio

Joaquim José Grácio Ribeiro: 937 482 282

 

ALGARVE

Hospital de Faro – 2 e 3 de maio a partir das 07h30m na entrada de trabalhadores

João Barnabé: 966 283 715

 

Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (Portimão) – 2 e 3 de maio a partir das 07h30m na entrada de trabalhadores

Ana Paiva: 967 503 706

 

REGIÃO NORTE

Centro Hospitalar de São João (Porto)

Carlos Alberto Fonseca Lopes: 912 122 990

Manuel Silva Braga: 932 275 890

 

IPO Porto

Rui Augusto Soares: 913 628 572

 

Unidade Local de Saúde do Alto Minho (Viana do Castelo)

José Manuel Coutinho

917 653 099

 

AÇORES

Hospital da Horta

Luís Armas: 961 627 872

Hélio Santos: 965 134 637

 

Hospital de Ponta Delgada

Maria Clara Teves: 963 844 499

 

Hospital de Angra do Heroísmo

Orivaldo Chaves: 964 923 016

 

MADEIRA

Hospital Central do Funchal

Carlos Moniz: 924 036 696

João Manuel Câmara: 962 829 107

 

1º de Maio 2018 - Dia de festa, dia de luta, dia de solidariedade

2018-05-02
1º de Maio 2018 - Dia de festa, dia de luta, dia de solidariedade

A UGT levou as comemorações do Dia do Trabalhador a Figueiró dos Vinhos. A central sindical dedicou o 1º de Maio à região Centro e aos territórios atingidos pelos incêndios de junho passado.

O dia começou bem cedo para o Secretário-geral da UGT respondendo aos pedidos habituais dos jornalistas que em dia de comemorações solicitam a antecipação das festividades. Depois de um directo para o Bom Dia Portugal, na RTP1, em Campelo a comitiva sindical seguiu para o quartel doe Bombeiros de Castanheira de Pêra onde num acto simbólico prestou homenagem aos bombeiros da região. Uma iniciativa que contou com a presença dos três presidente de câmara das regiões afetadas pelos incêndios de 2017, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrogão Grande, os comandantes das três corporações de bombeiros, com os bombeiros sobreviventes do acidente com o autotanque e com o secretário-geral dos trabalhadores social-democratas (TSD), Pedro Roque.

Seguiu-se a deslocação a uma empresa de serração da região de Figueiró dos Vinhos que perante o flagelo dos incêndios manteve os 45 postos de trabalho, estando actualmente a laborar a 40 por cento da sua capacidade.

A comitiva sindical partiu para a zona onde ocorreu o embate do autotanque dos bombeiros de Castanheira de Pêra e que vitimou o bombeiro Gonçalo Conceição e feriu outros quatro bombeiros. Neste local, a UGT com a presença dos três presidentes de câmara e os comandantes do Bombeiros Voluntários das corporações das três regiões depositou uma coroa de flores, prestando um minuto de silêncio em memórias das vítimas.

De Castanheira de Pêra, a Pedrogão Grande, passando por Figueiró dos Vinhos, a central sindical deixou uma mensagem de solidariedade e pediu um olhar mais atento para aqueles que vivem no interior do País. O Secretário-geral apelou a uma discriminação positiva para o interior e à necessidade de um apoio por parte do Estado e das empresas privadas. Para o líder da UGT a discriminação das regiões do interior passa pela criação de incentivos à fixação de empresas e de trabalhadores. Acrescentou também que para que as pessoas se fixem no interior “é preciso ter serviços públicos e não encerrar escolas, não encerrar centros de saúde, e continuar a ter estações de CTT”.

Chegado à pacata vila de Figueiró dos Vinhos, o Secretário-geral da UGT passou pelo local onde a Federação Nacional de Educação (FNE) atribuiu os prémios aos alunos vencedores do concurso “Era uma vez… o 1º de Maio”.

Após a hora de almoço deu-se início às festividades e aos aguardados discursos político-sindicais.

A presidente Lucinda Dâmaso destacou o compromisso que a UGT assumiu, de não esquecer zonas de baixa densidade que “precisam de ser olhadas de outro modo”, onde as pessoas tenham as mesmas oprtunidades e onde os serviços públicos continuem a existir. Lucinda Dâmaso garantiu que a central sindical não descansará enquanto "todos os portugueses não forem olhados de igual modo”. 

Antes de apresentar as reivindicações da central sindical, Carlos Silva anunciou o donativo dos Presidentes do sindicato LIUNA 183, Jack Oliveira, e do  sindicato da Construção civil de Toronto, Joel Filipe, de um cheque no valor de 35 mil dólares canadianos destinado às corporações de bombeiros da região.

Nas mensagens transmitidas no seu discurso, destaque para a defesa da redução do IRC à taxa de zero por cento, durante um período inicial de três anos, passado gradualmente para uma taxa reduzida, como forma de garantir a atração de empresas no interior. A ideia é ter “como contrapartida a obrigação de criar postos de trabalho, sendo que uma parte deles deve ser com contratação a termo”, destacou o líder da UGT. “Mais do que falar do passado, importa hoje falar do futuro, do que importa fazer para que outras populações sejam atraídas para o interior do País e alterem o ciclo de muitas décadas de desertificação, de envelhecimento das populações e de baixa natalidade, de falta de investimento público e privado que fixe jovens e atraia outros. Porque viver no interior não é uma fatalidade”.

Ainda durante o discurso, o líder da UGT, perante um jardim com milhares de pessoas, propôs um compromisso de Concertação Social para que a chaga da precariedade seja combatida e erradicada gradualmente. Defendeu também o aumento do salário mínimo nacional para os 615 euros em 2019 e a necessidade de aumento dos salários na Função Pública e o descongelamento das carreiras.

Sublinhou que a UGT “nunca teve receio das lutas, preferindo a mesa das negociações. Mas quando a via do diálogo conduz a resultado zero, então chega o momento de ir para a rua. E é isso que acontecerá nos próximos dias”, alertou Carlos Silva, referindo-se à greve convocada pela FESAP (Federação dos Sindicatos da Administração da Saúde e de Entidades com fins públicos) para os dias 2 e 3 de maios para o sector da Saúde, e para a de dia 4 de maios dos trabalhadores não docentes da Educação. Da mesma maneira que apoiará a manifestação nacional dos professores, de dia 19 de Maio, em Lisboa.

Não deixou também de fazer referência ao sector bancário, manifestando a total solidariedade da central aos sindicatos da Federação do Sector Bancário (FEBASE) na reivindicação justa por aumento salariais no sector. ”São os trabalhadores aqueles que mais têm sofrido com os desvarios e desmandos que aconteceram no sector bancário. São eles quem dá a cara perante os clientes, tentando responder por decisões levianas que foram tomadas pelos gestores”, destacou Carlos Silva.

Após dos discursos, a festa continuou com a animação garantida pelo cantor Toy.

Veja AQUI a Fotogaleria

Veja os discursos do 1º de Maio abaixo

UGT recebe SIM e FNAM

2018-05-02
UGT recebe SIM e FNAM

A UGT recebeu esta tarde os representantes do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e da Federação nacional dos Médicos (FNAM) para uma reunião que visou o apelo à solidariedade da central sindical com a paralisação dos médicos, agendada para os dias 8, 9 e 10 de Maio.

Esta reunião além do apelo à solidariedade visou também debater a situação do sector da saúde, em especial os temas que têm estado a ser negociados com o ministério da tutela e sobre os quais não existe acordo: redução do número de horas de urgência semanais, a diminuição da lista de utentes por médico de família, o combate aos médicos indiferenciados, a revisão da carreira e as tabelas salariais.

No final do encontro em declarações aos jornalistas, o Secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte mostrou-se solidário com a greve dos médicos, afirmando que “negociações com resultado zero, obrigam e empurram os sindicatos para a luta”. O dirigente sindical considerou esta luta “justa, não só pelas reivindicações dos médicos, mas também pela defesa do Serviço Nacional de Saúde.”

Além do Secretário-geral Adjunto, Sérgio Monte, estiveram também presentes na reunião com as estruturas sindicais, a Secretária-geral Adjunta, Dina Carvalho, e o Secretário-geral da FESAP, José Abraão.

Ver fotos (Flickr)

Carlos Silva in Jornal de Negócios

2018-05-02
Carlos Silva in Jornal de Negócios

O secretário-geral da UGT apostou numa comemoração do Dia do Trabalhador diferente: em Figueiró dos Vinhos, um dos concelhos mais atingidos pelos incêndios do ano passado. Além das reivindicações costumeiras do dia, defendeu medidas fiscais para incentivar a fixação de empresas e postos de trabalho no interior, como a isenção de IRC nos primeiros três anos. Não é todos os dias que ouvimos um líder sindical a pedir menos impostos para as empresas. Revela um espírito construtivo que falta a outros.

(Fonte: Jornal de Negócios)

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Comemorações 1º Maio em Figueiró dos Vinhos - Mensagem do Secretário-geral

2018-05-02
Comemorações 1º Maio em Figueiró dos Vinhos - Mensagem do Secretário-geral

A UGT comemorou o 1º de Maio em Figueiró dos Vinhos, como é do conhecimento público.

Muitas transmissões em directo foram efectuadas pelos muitos órgãos de comunicação social presentes, sobretudo televisões e rádios.

De facto, não vislumbrámos jornalistas da imprensa escrita - porventura poderemos estar equivocados.

Mas perdoar-nos-ão se afirmarmos que ficámos, de facto, estupefactos perante as notícias, ou a notícia, elaborada por um "jornalista" que depois a retransmitiu à restante imprensa escrita, afirmando que no Jardim municipal “estava um (1) milhar de pessoas, na maioria idosas.”

É de facto vontade em apoucar a central sindical UGT e os seus  sindicatos e filiados. A festa correu de forma entusiástica, com MILHARES de pessoas, como pôde ser testemunhado pelos vários "directos", pelas forças de segurança, ou por todos quantos estiveram presentes em Figueiró dos  Vinhos.

Só trabalhadores bancários, entre reformados e colegas no activo, que representam apenas 3 dos sindicatos da UGT, deslocaram-se a Figueiró dos Vinhos cerca de 1300 participantes. A estes acrescentamos os sindicatos representativos dos professores, dos serviços, da industria, etc.

Parquearam na vila 86 autocarros vindos de todo o País.

Já nem contamos com os habitantes de toda a região que estiveram presentes e esgotaram todos os estabelecimentos comerciais (alojamentos e restauração) da região.

Mas mais do que a contagem e o número de presenças, importa é que, 44 anos depois de Abril e numa festa de trabalhadores, existam pessoas (ou 1 pessoa apenas, não sabemos) que escrevam inverdades, que só podem ter um objectivo soez - minimizar o impacto das comemorações do 1º de Maio da UGT.

Quem escreveu tal barbaridade deveria ter a coragem de se deslocar, quando quiser, a Figueiró dos Vinhos e perguntar a qualquer habitante o que aconteceu no dia 1º de Maio.

Talvez então se banhasse na humildade e na consciência necessárias para abraçar, de forma séria, a nobreza da profissão de jornalista.

Mesmo para as gentes daquela região do Interior parece-nos que tal “notícia” é uma desconsideração sem qualquer justificação.

Mas a razão para tal reside no espírito do escriba e só ele/ela sabe o porquê.

 

Com os melhores cumprimentos e Saudações Sindicais,

 

Carlos Silva

Secretário-geral da UGT