UGT - Comunicados

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2018

UGT recebe delegação do PSD

2018-05-09
UGT recebe delegação do PSD

A UGT recebeu hoje na sua sede uma delegação do Partido Social Democrata (PSD), liderada pelo seu Presidente, Rui Rio.

Esta reunião solicitada pelo partido teve como objectivo a habitual apresentação de cumprimentos, mas também o debate sobre as questões em debate em sede de concertação social.

No final da reunião em declarações aos jornalistas, a Presidente da UGT reafirmou a reivindicação da central de aumento do salário mínimo para os 615€.

Também o Presidente do PSD, questionado se concorda com a proposta da UGT para um aumento do salário mínimo para os 615€ no próximo ano, afirmou que “todos os anos deve ser feito um esforço no sentido de aumentar o SMN acima de inflação. Se esse valor fica nos 600€ ou pouco acima, deve ser encontrado o equilíbrio em sede de concertação social”.

Em relação à possibilidade de uma eventual folga orçamental ser usada para aumentar os salários dos funcionários públicos, Rui Rio afirmou que estes trabalhadores poderão ter aumentos se se confirmar o “milagre económico” de que fala o Governo.

Acordo trava greve nas Infraestruturas de Portugal

2018-05-08
Acordo trava greve nas Infraestruturas de Portugal

Vários sindicatos da UGT chegaram hoje a um acordo com a Administração da Infraestruturas de Portugal que prevê o pagamento de um subsídio extraordinário e progressivo a todos os trabalhadores, trava a greve prevista para os dias 10 e 11 de maio e agenda para 15 de maio o inicio das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

Leia o comunicado conjunto das organizações sindicais e o acordo nos links abaixo

César Campos reeleito Presidente da UGT-Braga

2018-05-07
César Campos reeleito Presidente da UGT-Braga

A UGT-Braga realizou no passado sábado o seu III Congresso que reelegeu como Presidente, César Campos. Neste congresso, a UGT-Braga defendeu um trabalho com mais qualidade e mais condições para o distrito.

No seu discurso, o presidente eleito defendeu que a recuperação económica que se tem sentido no País tem de ser acompanhada pela criação de emprego de qualidade e de mais condições de trabalho para os portugueses. O dirigente sindical apontou que o emprego que está a ser criado é precário, pelo que esta será uma batalha que a UGT-Braga não irá abandonar.

Os trabalhos foram acompanhados por vários responsáveis de organismos locais, entre os quais deputados da Assembleia da República, do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), bem como da Câmara Municipal de Braga. Esteve também presente na sessão de encerramento, o Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, que garantiu colocar o salário mínimo acima dos 600 euros já em 2019.

O líder da UGT afirmou que vai conseguir alcançar em concertação social um valor para o salário mínimo “acima dos 600 euros” porque “o compromisso está estabelecido”.

Carlos Silva acrescentou ainda que a capacidade de chegar a acordo com o Governo e com os patrões está na capacidade de uma negociação realista. “E temos é que perceber que a negociação é um denominador comum, onde todos ganham e todos perdem”, destacou, deixando claro que apesar de assumir uma posição reivindicativa em várias questões laborais, como o combate à precariedade, a UGT “tudo fará” para garantir «estabilidade governativa e paz social, porque Roma e Pavia não se fizeram num dia”. “Mas quando não há possibilidade de termos paz social, não temos medo de ir para rua”, referiu, destacando que foi a UGT que, esta semana, “fechou 700 escolas no país” e levou o ministro da Saúde a assinar “um acordo histórico” com os profissionais de saúde. Carlos Silva expressou o desejo de conseguir um acordo similar para o setor da Educação.

Veja abaixo o vídeo apresentado durante o Congresso.

 

Ver fotos (Flickr)

CPCS - UGT garante ser possível uma subida do SMN para os 615€

2018-05-06
CPCS - UGT garante ser possível uma subida do SMN para os 615€

O Governo e os parceiros sociais reuniram-se na passada sexta-feira para discutir a proposta de Orçamento U.E – Quadro Plurianual pós 2020.

A proposta da Comissão Europeia prevê um orçamento plurianual para a União europeia para o período 2021-2027 de 1,279 biliões de euros, equivalente a 1,11% do rendimento nacional bruto da U.E. a 27, que prevê cortes que podem atingir os 7% na Política de Coesão e os 5% na Política Agrícola Comum.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, a Secretária-geral Adjunta, Paula Bernardo, destacou a “redução de flexibilidade” na gestão dos fundos que poderá, em seu entender levar a “impactos muito adversos”, em áreas como as do emprego e das qualificações dos trabalhadores. Para a dirigente sindical “Este é um orçamento pouco ambicioso, que traduz uma falta de vontade política da União Europeia para responder ao reforço da dimensão social”, acrescentou.

À margem da ordem de trabalhos houve ainda espaço para abordar a questão do salário mínimo nacional, tendo a UGT reafirmado a possibilidade de se alcançarem os 615 euros já em 2019.

Oiça as declarações da Secretária-geral Adjunta sobre o Salário Mínimo

(Fonte: SIC Notícias)

Não docentes: Greve com enorme adesão

2018-05-04
Não docentes: Greve com enorme adesão

Por todo o país, há escolas encerradas e mesmo nas que estão a funcionar, os serviços são mínimos. Sendo difícil determinar o número concreto de adesões, porque o encerramento de cada escola resulta da dimensão dos serviços e do nível de segurança que pode ser garantido, em cada circunstância, o que se verifica é que há um fortíssimo número de escolas em todo o país que não está a funcionar.

Esta é uma Greve dos Trabalhadores Não Docentes, convocada pela Federação Nacional da Educação (FNE) e pela Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

Em Lisboa foi realizada uma ação na Escola Básica e Secundária Passos Manuel, que contou com a participação de Carlos Silva, Secretário-Geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), de José Abraão, Secretário-Geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), de Cristina Ferreira, Presidente do Sindicato dos Técnicos Administrativos e Auxiliares de Educação do Sul e Regiões Autónomas (STAAESRA ), de Francisco Clemente Pinto, Secretário-Geral do Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (SINAPE), e de João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE que afirmou à comunicação social presente no local que esta greve apresentava logo pelas primeiras horas da manhã números muito positivos: "Temos informação de várias escolas fechadas em todas as zonas da país porque os trabalhadores não docentes estão a aderir de forma maciça a esta greve. Há escolas fechadas em Bragança, Porto, Espinho e em vários outros pontos. Aqui na Escola Passos Manuel, em Lisboa, temos um exemplo pois encerrou devido à falta de trabalhadores não docentes", afirmou.

O Secretário-Geral da UGT sublinhou a sua solidariedade com os trabalhadores em greve e apelou ao Governo para que, como fez na Saúde, encontre agora caminhos de negociação e de concertação na Educação.

No Porto ocorreu uma iniciativa na Escola Secundária Filipa Vilhena que teve a participação dos representantes do Sindicato dos Técnicos, Administrativos e Auxiliares de Educação da Zona Norte(STAAEZN) Carlos Guimarães, Ana Maria Silva, Avelina Lourenço, Humberto Melo, Sandra Queirós e Cesário Martins.

Esta é a demonstração de como os trabalhadores não docentes estão insatisfeitos e que querem respostas do Ministério da Educação pois estão cansados de esperar. É necessário que o Governo apresente soluções para os problemas que trouxeram os trabalhadores até esta greve que, para João Dias da Silva "pode ser a maior de sempre".

É preciso restabelecer as carreiras especiais dos Não Docentes. Já no final do ano passado, e na sequência do debate promovido a propósito da Petição que a FNE e FESAP apresentaram para o restabelecimento das carreiras dos trabalhadores não docentes, a Assembleia da República, em 15 de dezembro de 2017, aprovou uma Resolução que recomendava ao Governo que, em negociação com as organizações sindicais, restabeleça as carreiras dos trabalhadores não docentes. Ora, o que acontece é que o Governo não encetou até agora qualquer processo que constitua a resposta a esta recomendação da Assembleia da República.

A precariedade dos trabalhadores não docentes é algo com que estamos confrontados diariamente. A FNE e a FESAP sublinham desde há muito que deve ser reconhecido o direito a vinculação na sequência de duas contratações sucessivas, eliminando-se de vez todas as situações precárias que garantem o funcionamento regular das escolas. Este nível de precariedade é, para a FNE, inaceitável. Não há sinais de valorização destes trabalhadores e o Governo segue sem dar mostras desse reconhecimento.

É uma grande iniciativa da FNE e da FESAP realizar esta greve, mas é necessário que do lado do Governo existam consequências, respostas, sinais de fim da precariedade, do restabelecimento das carreiras destes trabalhadores. Esperamos que o Governo saiba ouvir e dar valor a este grande protesto dos trabalhadores não docentes portugueses.