UGT - Comunicados

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2018

50 mil professores e educadores manifestaram-se em Lisboa

2018-05-20
50 mil professores e educadores manifestaram-se em Lisboa

Mais de 50 mil professores vindos de todo o País participaram no dia 19 de Maio na manifestação que encheu a Avenida da Liberdade, num claro sinal ao Governo de descontentamento e de luta.

Neste protesto, os professores multiplicaram a mensagem de que exigem que os 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço congelado seja contabilizado na totalidade, além da criação de horários adequados, a questão do regime especial de aposentação ao fim de 36 anos de serviço, a redução do número de alunos por turma e as regras dos concursos.

O Secretário-geral da FNE, João Dias da Silva no seu discurso lembrou que "os professores não adormeceram. Estão a lutar pela sua profissão contra as políticas de desvalorização que o Governo tem vindo a impor. Uma escola melhor depende destes profissionais que aqui estão", acrescentando ainda "que é tempo de dizer Basta!" e que "para a banca não há limites de financiamento".

A falta de respeito e de justiça foi esta tarde denunciada pelos professores na rua, com João Dias da Silva a deixar o aviso: "E o que é que o governo quer fazer? Quer inventar uma fórmula que transforma os 9 anos 4 meses e 2 dias em 2 anos 10 meses e 18 dias. Isto não é uma questão de ilusionismo, isto não é uma questão do faz de conta. Isto seria inaceitável, Uma tal proposta revela falta de respeito pelas pessoas. Nós não estamos disponíveis para aceitar um poucochinho daquilo a que temos direito. O que aqui vimos dizer é que o governo tem de arranjar espaço para acomodar a recuperação integral de todo o tempo de serviço congelado".

Foi ainda aprovada pelos sindicatos, por unanimidade, uma resolução que deixa um alerta ao Governo: Os professores estão prontos e disponíveis para continuar a lutar, admitindo a realização de uma greve em época de provas nacionais.

Além da FNE e de todos os sindicatos seus filiados, estiveram também representados nesta manifestação o SINAPE (Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação) e o SINDEP (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores), todos eles filiados na UGT. A central sindical esteve representada pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva, que se uniu à luta dos professores portugueses.

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III Congresso - UGT-Évora elege novo Presidente

2018-05-20
III Congresso - UGT-Évora elege novo Presidente

A UGT- Évora realizou este sábado o seu III Congresso, que elegeu como novo Presidente, Renato Santos, dirigentes sindical do SINDEL.

Este foi mais um momento de reafirmação e renovação sindical e que contou mais uma vez com a presença do Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, bem como de vários convidados da área político-sindical.

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UGT reúne com o Partido Popular Monárquico

2018-05-16
UGT reúne com o Partido Popular Monárquico

A UGT recebeu hoje na sua sede uma delegação do Partido Popular Monárquico (PPM) representada pelo presidente da Comissão Política Nacional, Gonçalo da Câmara Pereira, e pela Secretária-geral Adjunta, Tânia Trindade Tomaz.

Esta reunião solicitada pelo partido teve como objectivo a apresentação de cumprimentos e a abordagem à actual situação económica e social do País.

A UGT fez-se representar pelo seu Secretário-geral, Carlos Silva, e os Secretários-gerais Adjuntos, Luís Correia e Sérgio Monte.

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Conferência UGT/FNE: "No futuro o desenvolvimento vai assentar no conhecimento"

2018-05-14
Conferência UGT/FNE: "No futuro o desenvolvimento vai assentar no conhecimento"

Auditório cheio no ISCAC - Coimbra Business School, em Coimbra, para receber a quinta Conferência do Ciclo de Conferências 2018, com o tema "Educação e Formação para um desenvolvimento sem desigualdades" e que tem levado a vários locais do país o desafio do debate sobre o futuro da Educação em Portugal.

O Secretário-Geral da FNE, João Dias da Silva, abriu a sessão alertando para a necessidade cada vez maior de se discutir a educação e quais as melhores formas de aumentar a formação e a qualificação sem desigualdades. Presentes na mesa de abertura estiveram também Manuel Castelo Branco, Presidente do ISCAC, que defendeu que sem educação não há desenvolvimento económico; Jorge Santos, Vice-Presidente do SPZC - que fez questão de deixar uma palavra de apoio para José Ricardo, Presidente do SPZC, ausente por motivos de saúde - realçou que é essencial mudar o papel da educação de forma a impedir desigualdades; Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT afirmou que é uma desigualdade o Estado não valorizar nem tratar bem os seus trabalhadores, acrescentando que o grande problema é as finanças terem capturado o social retirando alguma capacidade para se alcançar uma escola com mais qualidade.

Fechada que estava a sessão de abertura foi a vez do primeiro convidado, Rui Antunes, Presidente da Escola Superior de Educação de Coimbra, trazer novos dados ao debate. O conferencista expôs dados que demonstram fatores que levam a desigualdades como o género, habilitações académicas e a idade. Segundo os números apresentados por Rui Antunes, quanto maior for a formação, maior é a probabilidade de empregabilidade, sendo este um dos maiores fatores de diferenciação que a educação provoca. O Presidente da Escola Superior de Educação de Coimbra apresentou ainda dados estatísticos que definem que quanto maior é o nível de educação, menos problemas as pessoas irão ter de depressão devido à satisfação que sentem com a vida. Para Rui Antunes, todas estas desigualdades são problemas fulcrais que cabe à escola resolver.

A intervenção do primeiro convidado foi comentada por um painel composto por Jorge Castilho (Jornalista), Fernando Manuel Cortez Rovira (Diretor do Agrupamento de Escolas de Mira), Olinda Martinho Rio (SINTAP) e José Manuel Matos de Carvalho (SPZC/FNE) onde foi unânime a concordância com tudo o que foi dito na intervenção, realçando a surpresa face a alguns dos números apresentados relativamente aos fatores de desigualdade no acesso aos empregos e salários. Os comentadores defenderam ainda a ideia de que é necessário adaptar a escola à heterogeneidade que se criou nos últimos anos ao nível dos alunos sendo que é necessário trabalhar com os alunos na sala, mas também fora dela.

Margarida Mano, membro da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência e antiga Ministra da Educação, colocou a questão: Qual a missão da educação? A resposta, para a própria, é preparar gerações para o futuro. Para a antiga Ministra, tudo está a acontecer a uma velocidade elevada e é necessário tomar cada vez mais atenção a qual o melhor caminho para preparar cada aluno e para responder aos problemas desse futuro. A conferencista, através do chamado 'gráfico do elefante' mostrou que com a globalização o mundo está menos pobre, diminuindo as desigualdades em termos médios apesar de ter diminuído de forma desigual. Margarida Mano defendeu ser muito importante reforçar o papel do professor na sala de aula, acrescentando ainda que no futuro o desenvolvimento vai assentar no conhecimento e isso vai colocar a escola num lugar primordial na sociedade.

Lino Vinhal (Diretor do Jornal Campeão das Províncias), Fernando Miguel Pereira (SBC), Mário Jorge Silva (SPZC/FNE) e Fátima Carvalho (SPZC/FNE) constituíram o segundo painel de comentadores. Destaque para a intervenção de Lino Vinhal que defendeu o ensino profissional e a sua importância, por muitos desvalorizada, comentário que arrancou aplausos à plateia. Todo o painel concordou com as ideias apresentadas por Margarida Mano salientando a necessidade de preparar o futuro da educação esbatendo as desigualdades e criando soluções para resolver os problemas que existem e que ainda vão surgir, colocando a tónica final dos comentários no papel que os professores vão ter, pois o futuro é hoje e é necessário que os docentes se adaptem às novas tecnologias, mas nunca permitindo que a inteligência artificial os ultrapasse, pois o humanismo de um professor é algo inatingível por qualquer máquina futurista.

A sessão de encerramento contou com José Gaspar, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Jacinto Santos, Presidente da UGT-Coimbra, Jorge Alves, Vereador da Educação da Câmara Municipal de Coimbra e Lucinda Manuela Dâmaso, Presidente da UGT. A principal mensagem no final desta conferência centrou-se na conclusão de que é necessário realizar uma reflexão conjunta, assim como realizar investimento na educação e formação, perceber o que se pretende do ensino profissional e qual o papel deste no futuro da educação.

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Baixas médicas: UGT exige uma maior valorização dos trabalhadores

2018-05-14
Baixas médicas: UGT exige uma maior valorização dos trabalhadores

O Secretário-geral Adjunto da UGT, Sérgio Monte, em declarações à RTP, afirmou que o aumento das baixas médicas é justificado quer pelo aumento da idade de reforma, quer por um desinvestimento das empresas nas questões da segurança e saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho.

De acordo com dados divulgados pela TSF, nos primeiros três meses de 2018 pediram-se 5 mil baixas médicas por dia, em média, mais cerca de 800 que no mesmo período de 2017.Há pelo menos 20 anos não existiam tantos portugueses a meter baixa.

(Fonte: RTP)