UGT - Comunicados

Notícias

2019

UGT Não Esquece - Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

2019-06-17
UGT Não Esquece - Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

No dia em que se assinala aquele que passará a constar no calendário português como o Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais, a UGT não esquece e homenageia todos aqueles que sofreram os efeitos de uma tragédia que se abateu há dois anos sobre os concelhos de Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos e que fica marcado pela perda de 66 vidas humanas.

A UGT lembra ainda as chamadas de atenção feitas à data para a necessidade de centrar as preocupações governativas na temática do desenvolvimento e da valorização do interior, prioridades que oportunamente deu a conhecer em 2015 no nosso Guião para a Legislatura:

“(…)
 Lançar uma discussão sobre o modelo de organização política e de atribuição de competências entre os níveis central e local (regiões administrativas, municípios…), o qual deverá ter como condição um amplo compromisso político e social, potenciador de um verdadeiro impulso da dinamização económica e da coesão social e territorial;

 Garantir níveis de flexibilidade das políticas públicas nacionais e regionais, que permitam
estabelecer os adequados graus de territorialização em função das temáticas e das necessidades específicas das regiões e promover o seu capital endógeno;

 Garantir que sejam realizados os investimentos e obras estruturantes nas regiões em que as mesmas são imprescindíveis para o seu desenvolvimento;

 Assegurar uma adequada cobertura dos equipamentos económicos e sociais, melhorando os Serviços Públicos prestados e garantido uma efectiva igualdade de oportunidade aos cidadãos, independentemente da zona em que residam;

 Adequar o sistema de apoios e incentivos às empresas relativos à interioridade, de forma a que estes cumpram os objetivos de coesão, de desenvolvimento regional e de correção das assimetrias;

 Assegurar uma discussão e implicação efetiva dos Parceiros Sociais no acompanhamento e avaliação dos Programas Operacionais de âmbito regional, promovendo igualmente instrumentos financeiros e técnicos que permitam reforçar as capacidades e competências dos representantes dos Parceiros Sociais nas estruturas locais/ regionais;

 Promover a cooperação territorial a nível interno, mas também a cooperação inter-regional entre Estados, como é especialmente a situação das regiões transfronteiriças.”

O drama lembrado ainda hoje por todos os municípios atingidos pelos incêndios, e sobretudo daqueles em que se perderam vidas humanas, tornam hoje, mais do que nunca, a concretização destas reivindicações e o encontrar de um compromisso nacional que trace o caminho para a criação de um país mais justo e coeso em verdadeiros imperativos para a UGT, para os seus Sindicatos, para todos os actores políticos e sociais, para as regiões do interior e para todo o País.

O dia nacional em memória das vítimas dos incêndios florestais foi criado pelo Parlamento, por iniciativa de Eduardo Ferro Rodrigues e aprovado por unanimidade em 07 de junho, em resposta a um apelo da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

A escolha de 17 de junho para este dia é justificada por se tratar do "aniversário de um dos mais mortíferos e devastadores incêndios de que há registo", lembra o Presidente da Assembleia da República. "Com este dia pretende-se evocar os homens, as mulheres e as crianças que perderam a vida em 2017, mas, igualmente, todos quantos, ao longo da nossa história, sucumbiram ao flagelo dos incêndios florestais em Portugal", pode lê-se no texto divulgado hoje no site do Parlamento.

O incêndio de 17 de junho, que deflagrou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, e destruiu cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Em 2017, morreram mais 100 pessoas nos incêndios florestais em Portugal.

 

 

Soflusa: SITEMAQ avança para greve depois de reunião sem acordo

2019-06-11
Soflusa: SITEMAQ avança para greve depois de reunião sem acordo

Após cerca de uma hora e meia de reunião, Alexandre Delgado, do Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia (Sitemaq), considerou o início da negociação “frustrante”, culpabilizando a tutela e o conselho de administração da Soflusa, transportadora responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro (distrito de Setúbal) e Lisboa.

A reunião de revisão salarial dos trabalhadores da área marítima da Soflusa para 2020, que decorreu hoje no Ministério do Ambiente, com a administração e o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, terminou sem acordo, segundo fonte sindical.

Após cerca de uma hora e meia de reunião, Alexandre Delgado, do Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia (Sitemaq), considerou o início da negociação “frustrante”, culpabilizando a tutela e o conselho de administração da Soflusa, transportadora responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro (distrito de Setúbal) e Lisboa.

“Foi um tanto ou quanto frustrante, porque, de facto, o Ministério [do Ambiente] e o conselho de administração, refugiando-se de que tinham de fazer o que fizeram para parar uma greve, esqueceram-se de que iam criar muitas mais no setor”, realçou.

Em causa estão os salários de marinheiros, chefes de máquina, oficiais de reparações e auxiliares de terra, que estão descontentes com a atribuição de um prémio aos mestres da empresa e a consequente “desarmonia salarial”, quando, segundo o sindicato, “havia um acordo com toda a gente de que este ano não havia propostas”.

Os mestres realizaram várias greves, em maio, pela contratação de novos profissionais e pela valorização dos salários.

De acordo com Alexandre Delgado, a administração conjunta das duas empresas que asseguram as ligações fluviais entre o distrito de Setúbal e Lisboa (Soflusa e Transtejo) vai agora agendar uma nova reunião.

“O conselho de administração ficou de agendar uma reunião ou para esta semana ou no início da outra, para iniciar as negociações”, disse o sindicalista, em declarações aos jornalistas, referindo que os administradores “estão irredutíveis, de acordo com as diretivas que recebem das tutelas”.

A reunião de abertura do processo negocial de revisão salarial dos trabalhadores ocorreu pelas 11:00, no Ministério do Ambiente, em Lisboa, com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, e da presidente do conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, Marina Ferreira, bem como de todos os sindicatos representados nas empresas.

No entanto, Alexandre Delgado voltou a referir que a partir de 18 de junho haverá uma nova greve parcial, de duas horas por turno.

“Não pode haver outra atitude, a não ser a que os trabalhadores vão tomar. E, por isso, vão retomar a greve a partir do dia 18”, afirmou.

O sindicalista informou ainda que há várias formas de luta a serem equacionadas, por forma a acelerar o processo, sem especificar se estão previstas novas paralisações.

“Ainda não há mais greves marcadas, mas os trabalhadores estão-nos a pedir novas formas de luta. Não querem uma grave longa, mas rápida. Que o Governo perceba e o conselho de administração que se portaram mal com cerca de 95% dos trabalhadores”, concluiu.

(Fonte: Jornal Económico)

Ver link

56ª Feira Nacional de Agricultura

2019-06-10
56ª Feira Nacional de Agricultura

O Secretário-geral da UGT Carlos Silva, a convite da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) esteve presente na 56ª Feira Nacional de Agricultura (FNA19) que se realiza de 8 a 16 de Junho de 2019 no Centro Nacional de Exposições (CNEMA) em Santarém.

O tema central deste ano na FNA19 é a “Vinha e o Vinho” com o intuito de realçar um sector que está no topo da exportação a nível mundial e que tem vindo a crescer nos últimos anos. Carlos Silva teve ainda a oportunidade de ver, o que melhor se faz na região do Ribatejo, e de falar com vários empresários e empreendedores presentes na feira.


Carlos Silva (Secretário-Geral da UGT Portugal), Jorge Volante (Presidente da FENACAM), e Francisco Silva (Secretário-geral CONFAGRI)
Carlos Silva (Secretário-Geral da UGT Portugal), Jorge Volante (Presidente da FENACAM), Diretora da FENAZEITES, e Francisco Silva (Secretário-geral CONFAGRI)

UGT contra discriminação entre trabalhadores da TAP

2019-06-08
UGT contra discriminação entre trabalhadores da TAP

Sérgio Monte, Secretário-geral Adjunto da UGT Portugal à margem da reunião da Concertação Social falou com os jornalistas onde abordou os prémios dados pela comissão executiva da TAP a alguns trabalhadores, “nós [UGT] não somos contra a distribuição de prémios, somos [contra] que seja só para alguns! […] são todos os trabalhadores da TAP que contribuíram para que a TAP fosse reerguida, e tivesse dado lucro num passado recente, e agora que caiu numa situação de prejuízo, distribuir prémios por alguns é de facto discriminar os trabalhadores”

UGT congratula-se com a consagração do dia 17 de Junho como Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

2019-06-07
UGT congratula-se com a consagração do dia 17 de Junho como Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

A UGT congratula-se com a aprovação por unanimidade por parte da Assembleia da República de uma resolução que consagra o dia 17 de Junho como o Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais.

Esta resolução, que acolheu o apelo da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, pretende “evocar os homens, as mulheres e as crianças que perderam a vida em 2017, mas, igualmente, todos quantos, ao longo da história, sucumbiram ao flagelo dos incêndios florestais em Portugal" e "para lembrar que uma tragédia como aquela que se verificou em 2017 não mais se poderá repetir".

O texto aprovado pelos deputados e deputadas lembra que "o dia 17 de junho de 2017 ficará na história como o dia em que deflagrou aquele que foi o incêndio florestal mais mortífero de sempre em Portugal, lavrando por mais de uma semana no território dos concelhos de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã".

“A Assembleia da República, órgão de soberania representativo de todas e de todos os Portugueses, foi sensível à inquietação provocada por uma tragédia com esta dimensão, tão brutal e tão cruel”, lê-se no texto da iniciativa do Presidente da Assembleia da República, que recorda também “o elevado número de feridos e expressivos danos patrimoniais”, salientando as cerca de cinco centenas de habitações, um terço das quais primeira habitação, e meia centena de unidades industriais de diversos sectores, “além das avultadas perdas em equipamentos e infra-estruturas diversas”.

“Desde o primeiro momento, o Parlamento procurou criar todas as condições para que os esclarecimentos devidos pudessem ser obtidos de forma empenhada, isenta e credível – nomeadamente com o funcionamento de Comissões Técnicas Independentes, que produziram extenso e apurado trabalho, técnico e especializado, merecedor do mais profundo reconhecimento.”

A iniciativa refere ainda que compete agora ao Parlamento, “criar condições para homenagear as vítimas mortais deste grande incêndio, evocando a sua memória”, terminando com o seguinte:

“A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República Portuguesa, consagrar o dia 17 de junho como Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais.”

Recorde-se que este incêndio deflagrou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois a municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, e destruiu cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Aquando deste flagelo, a UGT expressou a suas sentidas condolências às famílias das vítimas, bem como a gratidão pela bravura e coragem das corporações de bombeiros que salvaram as vidas e os bens das pessoas afectadas. Acresce ainda o simbolismo do minuto de silêncio que juntou UGT, as corporações de bombeiros e os presidentes de câmara dos três concelhos, no dia 1 de Maio de 2018, no local onde ocorreu o embate do autotanque dos bombeiros de Castanheira de Pêra e onde foi depositada uma coroa de flores.