UGT - Comunicados

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2019

OIT - UGT considera que as alterações ao Código do Trabalho são um avanço positivo

2019-06-19
OIT - UGT considera que as alterações ao Código do Trabalho são um avanço positivo

No dia em que o Primeiro-Ministro, António Costa, intervem na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, o Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, à margem deste encontro entrevistado pela RTP questionou a demora na aprovação por parte do Parlamento português das alterações ao Código do Trabalho resultantes do acordo assinado em sede de concertação social.

O líder da UGT discorda da leitura enviesada da CGTP e considera que as alterações às leis do trabalho são um avanço positivo e que traduzem um combate à precariedade.

(Fonte:RTP3)

 

Madeira - SINDITE e SINTAP assinam compromisso de entendimento com Secretaria Regional da Saúde

2019-06-19
Madeira - SINDITE e SINTAP assinam compromisso de entendimento com Secretaria Regional da Saúde

As organizações sindicais da UGT, SINDITE e SINTAP, assinaram ontem com a Secretaria de Estado da Saúde da Madeira um compromisso de entendimento sobre o descongelamento das carreiras dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT).

Este compromisso visa o descongelamento da carreira para 285 TSDT do serviço de saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), uma medida que terá um impacto orçamental de cerca de 2 milhões de euros. 

Em declarações ao Diário de Notícias, a Secretária-geral do SINDITE e Secretária-geral Adjunta da UGT, Dina Carvalho, afirmou que "esta acta de compromisso com o Governo Regional traz alguma justiça à muita injustça que este grupo de trabalhadores tem sofrido nos últimos anos". "São profissionais altamente especializados, que têm uma carreira antiga de 1999, que foi tevista em 2017, mas sem regras de transição, nem tão pouco uma tabela remuneratória", alertou.

Também o representante do SINTAP na Região e Presidente da UGT-Madeira, Ricardo Freitas, presente neste encontro sublinhou que este porcesso de negociação ainda não está totalmente fechado, mas "é um processo que nos satisfaz".

Além das organizações sindicais da UGT assinaram igualmente este compromisso o STSS e o SFP.

(Fonte: DNoticias)

 

Transtejo/Soflusa - SITEMAQ desconvoca greve

2019-06-18
Transtejo/Soflusa - SITEMAQ desconvoca greve

Foi suspensa a greve parcial decretada pelo Sindicato da Mestrança e Marinhagem da Marinha Mercante, Energia e Fogueiros de Terra (SITEMAQ), filiado na UGT, agendada para ter início esta terça-feira.

A administração da empresa e as estruturas sindicais assinaram um protocolo para o início de negociações em que todas as categorias profissionais da empresa estarão em pé de igualdade. A próxima reunião entre a administração da empresa e os sindicatos dos trabalhadores da Transtejo/Soflusa está agendada para o próximo dia 28 de junho. Os trabalhadores definem como prioridade a revisão dos salários para que se encontre uma solução equilibrada para as várias classes profissionais. Até que se chegue a acordo de revisão salarial está suspenso o prémio de 60 euros atribuído aos mestres dos navios.

UGT Não Esquece - Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

2019-06-17
UGT Não Esquece - Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais

No dia em que se assinala aquele que passará a constar no calendário português como o Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais, a UGT não esquece e homenageia todos aqueles que sofreram os efeitos de uma tragédia que se abateu há dois anos sobre os concelhos de Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos e que fica marcado pela perda de 66 vidas humanas.

A UGT lembra ainda as chamadas de atenção feitas à data para a necessidade de centrar as preocupações governativas na temática do desenvolvimento e da valorização do interior, prioridades que oportunamente deu a conhecer em 2015 no nosso Guião para a Legislatura:

“(…)
 Lançar uma discussão sobre o modelo de organização política e de atribuição de competências entre os níveis central e local (regiões administrativas, municípios…), o qual deverá ter como condição um amplo compromisso político e social, potenciador de um verdadeiro impulso da dinamização económica e da coesão social e territorial;

 Garantir níveis de flexibilidade das políticas públicas nacionais e regionais, que permitam
estabelecer os adequados graus de territorialização em função das temáticas e das necessidades específicas das regiões e promover o seu capital endógeno;

 Garantir que sejam realizados os investimentos e obras estruturantes nas regiões em que as mesmas são imprescindíveis para o seu desenvolvimento;

 Assegurar uma adequada cobertura dos equipamentos económicos e sociais, melhorando os Serviços Públicos prestados e garantido uma efectiva igualdade de oportunidade aos cidadãos, independentemente da zona em que residam;

 Adequar o sistema de apoios e incentivos às empresas relativos à interioridade, de forma a que estes cumpram os objetivos de coesão, de desenvolvimento regional e de correção das assimetrias;

 Assegurar uma discussão e implicação efetiva dos Parceiros Sociais no acompanhamento e avaliação dos Programas Operacionais de âmbito regional, promovendo igualmente instrumentos financeiros e técnicos que permitam reforçar as capacidades e competências dos representantes dos Parceiros Sociais nas estruturas locais/ regionais;

 Promover a cooperação territorial a nível interno, mas também a cooperação inter-regional entre Estados, como é especialmente a situação das regiões transfronteiriças.”

O drama lembrado ainda hoje por todos os municípios atingidos pelos incêndios, e sobretudo daqueles em que se perderam vidas humanas, tornam hoje, mais do que nunca, a concretização destas reivindicações e o encontrar de um compromisso nacional que trace o caminho para a criação de um país mais justo e coeso em verdadeiros imperativos para a UGT, para os seus Sindicatos, para todos os actores políticos e sociais, para as regiões do interior e para todo o País.

O dia nacional em memória das vítimas dos incêndios florestais foi criado pelo Parlamento, por iniciativa de Eduardo Ferro Rodrigues e aprovado por unanimidade em 07 de junho, em resposta a um apelo da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

A escolha de 17 de junho para este dia é justificada por se tratar do "aniversário de um dos mais mortíferos e devastadores incêndios de que há registo", lembra o Presidente da Assembleia da República. "Com este dia pretende-se evocar os homens, as mulheres e as crianças que perderam a vida em 2017, mas, igualmente, todos quantos, ao longo da nossa história, sucumbiram ao flagelo dos incêndios florestais em Portugal", pode lê-se no texto divulgado hoje no site do Parlamento.

O incêndio de 17 de junho, que deflagrou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, e destruiu cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Em 2017, morreram mais 100 pessoas nos incêndios florestais em Portugal.

 

 

Soflusa: SITEMAQ avança para greve depois de reunião sem acordo

2019-06-11
Soflusa: SITEMAQ avança para greve depois de reunião sem acordo

Após cerca de uma hora e meia de reunião, Alexandre Delgado, do Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia (Sitemaq), considerou o início da negociação “frustrante”, culpabilizando a tutela e o conselho de administração da Soflusa, transportadora responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro (distrito de Setúbal) e Lisboa.

A reunião de revisão salarial dos trabalhadores da área marítima da Soflusa para 2020, que decorreu hoje no Ministério do Ambiente, com a administração e o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, terminou sem acordo, segundo fonte sindical.

Após cerca de uma hora e meia de reunião, Alexandre Delgado, do Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia (Sitemaq), considerou o início da negociação “frustrante”, culpabilizando a tutela e o conselho de administração da Soflusa, transportadora responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro (distrito de Setúbal) e Lisboa.

“Foi um tanto ou quanto frustrante, porque, de facto, o Ministério [do Ambiente] e o conselho de administração, refugiando-se de que tinham de fazer o que fizeram para parar uma greve, esqueceram-se de que iam criar muitas mais no setor”, realçou.

Em causa estão os salários de marinheiros, chefes de máquina, oficiais de reparações e auxiliares de terra, que estão descontentes com a atribuição de um prémio aos mestres da empresa e a consequente “desarmonia salarial”, quando, segundo o sindicato, “havia um acordo com toda a gente de que este ano não havia propostas”.

Os mestres realizaram várias greves, em maio, pela contratação de novos profissionais e pela valorização dos salários.

De acordo com Alexandre Delgado, a administração conjunta das duas empresas que asseguram as ligações fluviais entre o distrito de Setúbal e Lisboa (Soflusa e Transtejo) vai agora agendar uma nova reunião.

“O conselho de administração ficou de agendar uma reunião ou para esta semana ou no início da outra, para iniciar as negociações”, disse o sindicalista, em declarações aos jornalistas, referindo que os administradores “estão irredutíveis, de acordo com as diretivas que recebem das tutelas”.

A reunião de abertura do processo negocial de revisão salarial dos trabalhadores ocorreu pelas 11:00, no Ministério do Ambiente, em Lisboa, com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, e da presidente do conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, Marina Ferreira, bem como de todos os sindicatos representados nas empresas.

No entanto, Alexandre Delgado voltou a referir que a partir de 18 de junho haverá uma nova greve parcial, de duas horas por turno.

“Não pode haver outra atitude, a não ser a que os trabalhadores vão tomar. E, por isso, vão retomar a greve a partir do dia 18”, afirmou.

O sindicalista informou ainda que há várias formas de luta a serem equacionadas, por forma a acelerar o processo, sem especificar se estão previstas novas paralisações.

“Ainda não há mais greves marcadas, mas os trabalhadores estão-nos a pedir novas formas de luta. Não querem uma grave longa, mas rápida. Que o Governo perceba e o conselho de administração que se portaram mal com cerca de 95% dos trabalhadores”, concluiu.

(Fonte: Jornal Económico)

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