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2020

Newsletter UGT | N.º 19 | DEZEMBRO 2020

2020-12-31
Newsletter UGT | N.º 19 | DEZEMBRO 2020

Leia a 19.ª edição da newsletter da UGT no link abaixo

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A UGT E A NOMEAÇÃO DO PROCURADOR JOSÉ GUERRA

2020-12-31
A UGT E A NOMEAÇÃO DO PROCURADOR JOSÉ GUERRA

É com profunda estranheza e repugnância que a UGT tem vindo a acompanhar as notícias de vários órgãos de comunicação social, sobre a nomeação do procurador José Guerra para o cargo de procurador europeu.

Estranheza pelo facto de a alegada carta enviada às instâncias comunitárias, a defender a nomeação deste magistrado, pelo Governo português, inclua no seu currículo a sua participação no Processo UGT, vislumbrando-se que tal referência nem sequer corresponde à verdade histórica do processo.

Repugnância pelo facto de, pelo menos na RTP, o processo UGT ser referido pela jornalista responsável pela peça como “(...) o caso UGT, um dos maiores casos de fraude de fundos comunitários de que há memória”.

Que a UGT saiba, o processo judicial que envolveu a central, decorreu durante 15 anos, terminando com a absolvição, completa e por unanimidade, do tribunal que procedeu à leitura da sentença. Acresce ainda que o próprio Ministério Público decidiu não recorrer da sentença judicial.

Afinal o que quer a RTP?

Quer criar um novo incidente judicial?

Quer reabrir o processo?

A RTP é agora um tribunal?

Ou considera a RTP que em democracia tudo é permitido a quem informa?

No caso da RTP em particular, que recebe dinheiro dos contribuintes, deveria a notícia ser elaborada com critérios de verdade e isenção, o que não aconteceu, pelo que nos repugna este tipo de informação, sobretudo vinda do serviço público de televisão.

Ao Governo cabe nomear quem lhe aprouver, mas sobretudo não vislumbramos a necessidade, para efeitos curriculares, da referência ao que aconteceu num processo judicial, cujo epílogo terminou numa completa absolvição.

É caso para perguntar ao Governo, o que quer da UGT?

O Secretário-Geral da UGT

Carlos Silva

Nota de Pesar pelo falecimento de José Luís Pais

2020-12-26
Nota de Pesar pelo falecimento de José Luís Pais

É com profundo pesar que a UGT comunica o falecimento do 1.º Vice-Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Seguradora (STAS), José Luís Pais.

O desaparecimento de José Luís Pais constitui uma grande perda para o movimento sindical.

A UGT apresenta à família enlutada e amigos as mais sentidas condolências e toda a solidariedade neste momento de profunda tristeza.

 

Boas Festas e um Bom ano de 2021

2020-12-22
Boas Festas e um Bom ano de 2021

Mensagem de boas festas de Carlos Silva, Secretário-geral da UGT.

"Que 2021 traga a confiança num futuro melhor para todos os portugueses"

Webinares regionais apresentam ideias para a valorização do interior

2020-12-18
Webinares regionais apresentam ideias para a valorização do interior

A UGT, em parceira com as uniões distritais de Vila Real, Guarda e Portalegre, desenvolveu três webinares dedicados à temática da valorização do interior. 

Este projecto desenvolvido com o apoio dos fundos estruturais europeus, teve como objectivo encontrar pistas para o combate à desertificação do interior do país, através da reunião de um conjunto de atores nesta matéria e do debate de problemáticas como a política de coesão económica, territorial e social, o desenvolvimento sustentável ou a competitividade, a inovação e a internacionalização.

A troca de ideias que estes webinares promoveram entre diferentes atores envolvidos nas realidades e especificidades regionais, de áreas tão diversas como as académicas, científicas, religiosas, empresas, entidades públicas e, obviamente, sindicais permitiram retirar um conjunto de reflexões que serviram de base para uma intervenção sindical mais efectiva no desenvolvimento de políticas de coesão terrirorial.

Efetivamente, apesar de nas últimas décadas o país ter tido um desenvolvimento notável nas mais diversas áreas, nomeadamente económica, financeira, de infra-estruturas ou educativa, continua a existir um grande desequilíbrio em termos territoriais, em especial, entre o litoral e o interior do país. As regiões do interior continuam a perder população e, consequentemente, empresas, trabalhadores, jovens, investimento e desenvolvimento económico no geral.

Há que eliminar os obstáculos à fixação das pessoas nestas regiões do país, abandonadas pelos mais jovens por não encontrarem aí oportunidades. É um ciclo vicioso em que a população procura outras regiões com mais ofertas de qualidade de vida e que, porque se vão desertificando, estas regiões vão deixando de ter condições necessárias a que outros se fixem, reduzindo as oportunidades para os que escolhem ficar.

Foram apontadas várias pistas para o combate à desertificação destas regiões. 

A primeira passaria em grande medida por um processo de descentralização do Governo, atribuindo-se este poder a estruturas públicas que se situam mais próximas dos cidadãos e das especificidades de cada região do país que, apesar de pequeno, é tão rico em diversidade! Esta diversidade regional deve ser valorizada e as estruturas públicas e privadas deverão adaptar-se, de forma a darem resposta às necessidades específicas de cada região. As medidas adoptadas para um território não devem necessariamente ser generalizadas a todo o país; deverá antes atender-se às diferenças existentes.

A pandemia veio reforçar esta necessidade. Os serviços tiveram que se adaptar num curto espaço de tempo para se tornarem mais próximos dos cidadãos, já que estes passaram a não poder mover-se com tanta liberdade como até então. O confinamento mostrou a fragilidade de alguns serviços nas regiões do interior, nomeadamente serviços públicos, que continuam a concentrar-se nas grandes áreas metropolitanas, o acesso a cuidados de saúde ou a equipamentos tecnológicos e à internet. De facto, o investimento em tecnologias digitais é fundamental. Sem acesso à internet ou a equipamentos tecnológicos não é possível a trabalhadores e a empresas trabalharem em regime de teletrabalho ou a comunicarem de forma rápida e eficaz com potenciais clientes, com sucursais sediadas noutros pontos do país ou com parceiros empresariais/ comerciais.

Há que apostar no reforço destes serviços nas zonas em que eles continuam a ser limitados e há também que apostar no trabalho em rede e em parceria, pois só ele permite maior proximidade às populações de todos os territórios, inclusivamente os mais remotos e isolados, e a uma atuação consistente, adequada, atempada e assertiva.

Fundamental também é o investimento público e privado nestas zonas. Para tal, há que criar condições para a iniciativa privada, para os empresários se localizarem e fixarem nestes territórios, pois só haverá pessoas e localização de famílias onde houver emprego. Uma medida apontada foi a diferenciação positiva do quadro fiscal para o interior.

Por último, o investimento em formação profissional, que deve ter por base estudos diagnósticos das necessidades do mercado de trabalho de cada área, no sentido de qualificar pessoas em áreas de que o tecido produtivo destas regiões mais necessite, de forma a criar empregos, empresas, investimento e, consequentemente, desenvolvimento económico.