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2020

UGT apoia a sugestão do Presidente da República no esforço de apoio da Banca às empresas e famílias

2020-04-06
UGT apoia a sugestão do Presidente da República no esforço de apoio da Banca às empresas e famílias

Hoje tem lugar uma reunião do Presidente da República com os presidentes dos 5 maiores bancos nacionais, no sentido de os alertar para a necessidade de apoiar, de forma célere e com o mínimo de burocracia, as empresas e as famílias portuguesas, que sofrem os efeitos da pandemia COVID-19.

Na UGT estão filiados os maiores sindicatos portugueses do setor financeiro, que representam cerca 60000 trabalhadores, que sofreram restruturações, rescisões de contratos, não renovação de milhares de contratados a prazo, enfrentaram o desespero de depositantes enganados com as suas poupanças - BPN, BPP, BES - viram os seus salários reduzidos em prol da sustentabilidade da sua instituição empregadora - como foi o caso do BCP - e viram alterada a sua contratação coletiva, depois de um duro período negocial de 5 anos.

Tudo isto depois de duas décadas de milhares de milhões de lucros estratosféricos aos acionistas, uma crise iniciada com desvarios de bancos e banqueiros que reduziu em mais de 15000 o número de trabalhadores do setor, sem esquecer os biliões de euros pagos por todos os contribuintes portugueses com o colapso do BPN, BPP e BES.

É tempo de a Banca deixar de olhar apenas para si própria e para os seus lucros e distribuição de dividendos aos acionistas, e cuidar dos vivos - empresas e famílias, acelerando a concessão de crédito através de linhas que permitam combater o sufoco de milhares de micro empresas e PME’s e aplicar moratórias às famílias nas suas prestações de crédito à habitação, entre outros produtos que permitam à economia respirar e sobreviver.

É tempo de o humanismo substituir-se à usura e ao lucro absoluto.

E se para pagar salários aos seus trabalhadores e ajudar a manter os seus postos de trabalho tiverem de ser concedidos créditos a fundo perdido, caberá ao Estado garantir esse financiamento.

Empresas e trabalhadores dependem uns dos outros para sobreviver.

É agora que se vai aferir de que fibra são feitos os nossos banqueiros, quando toca a rebate no esforço de preservar a unidade nacional na resistência ao invasor biológico.