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2019

UGT considera que este "não é um bom Orçamento para os trabalhadores"

2019-12-17
UGT considera que este "não é um bom Orçamento para os trabalhadores"

Em declarações à Antena 1, o Secretário-geral da UGT confessa que ficou desiludido com a proposta apresenta pelo Governo para o Orçamento do Estado de 2020. Acrescenta que este não é "um bom Orçamento para o trabalhadores" e que as propostas de aumentos salariais para os funcionários públicos são miseráveis.

Oiça as declarações do Secretário-geral da UGT à Antena 1 abaixo

RÁDIO OBSERVADOR - Carlos Silva, da UGT. É um orçamento que "não é justo" e é "continuidade da austeridade"

Questionado pela Rádio Observador sobre se este orçamento é bom para os trabalhadores, o líder da UGT, Carlos Silva, diz que “não é. Não é justo. Coloca os trabalhadores numa continuidade da austeridade” porque não é um orçamento que “cumpra as expectativas dos trabalhadores”. O líder da UGT pede que se “vá mais longe nas questões salariais, sobretudo”, sobretudo tendo em conta que o Governo tem dito que uma das principais prioridades é a valorização salarial.

Carlos Silva recusa a ideia de “fechar portas” na negociação com o Governo mas salienta que “na última reunião com o secretário de Estado da administração pública e com os sindicatos do setor, o Governo apresentou uma posição taxativa”, mostrando uma posição de “alguma irredutibilidade” nas negociações.

(Fonte: Rádio Observador)

 

LUSA - OE2020: UGT considera que proposta ficou aquém das expetativas

Em declarações à agência Lusa a propósito da proposta do OE2020, Carlos Silva destacou que o anunciado aumento de pensões até 0,7% está muito aquém daquilo que seria legítimo esperar.

"Não conseguimos entender que o OE não tenha efetivamente um valor para aumentos salariais depois de dez anos ininterruptos sem aumentos salariais para a administração pública", disse.

Por isso, o secretário-geral da UGT considera que o OE2020 "é miserabilista e pouco ambicioso".

"Não basta olhar para o Orçamento do ponto de vista macroeconómico. Quem olhar para ele naturalmente que vai perceber que vai ao encontro das expectativas e até das exigências europeias, percebendo-se o controlo do défice, da dívida pública, da tentativa de gerir melhor o Orçamento e apresentar um défice de 0,2, mas a pergunta que se faz é: os portugueses não mereciam após tantos anos de austeridade e sacrifícios algo mais do que os miseráveis 0,3%?!", salientou.

De acordo com Carlos Silva, o OE2020 tem aspetos positivos, mas do ponto de vista do movimento sindical não corresponde às necessidades dos trabalhadores e, portanto, "não tem a aquiescência" da UGT.

"É mais importante apresentar 0,2 de superavit no Orçamento do que dar uma partilha desse superavit para quem trabalha arduamente, nomeadamente nos serviços públicos", disse.

Carlos Silva considerou também no que diz respeito ao IRS que as alterações nas taxas intermédias "até trazem uma penalização, o que significa que o poder de compra dos trabalhadores em vez de aumentar, diminui.

"Este orçamento responde aquilo que são as necessidades que o senhor primeiro-ministro determinou como prioritários que era a valorização dos salários em Portugal? Não, não responde. Fica muito aquém e o que nós vislumbramos é algumas descidas de IRS só para 2022", concluiu.

(Fonte:LUSA)