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2019

UGT reitera preocupações quanto ao futuro quadro financeiro da U.E.

2019-10-17
UGT reitera preocupações quanto ao futuro quadro financeiro da U.E.

A UGT esteve presente, esta quarta-feira, na reunião preparatória com os parceiros sociais sobre o Conselho Europeu, presidida pelo Primeiro-ministro indigitado, António Costa, na qual foram abordadas as questões da negociação do quadro financeiro plurianual e a questão do Brexit.

À saída a reunião, a Secretária-geral Adjunta, Paula Bernardo, disse que o Governo lhes apresentou o ponto de situação destas duas questões. Em relação ao quadro financeiro, a dirigente sindical afirmou que a posição da UGT “já é conhecida”.

“Preocupam-nos as tentativas de reduzir as verbas que serão colocadas à disposição dos Estados-membros para as políticas de coesão e de desenvolvimento e que afectarão certamente Portugal”, sublinhando que é preocupante que, no decorrer dessa redução de verbas, a Comissão Europeia venha a “aumentar as taxas de comparticipação nacional”.

Tal, prosseguiu, “exigirá um esforço acrescido a países que como Portugal ainda têm necessidades acrescidas de investimento”.

Paula Bernardo confessou que a situação “não é animadora”. “Da reunião que tivemos, a situação não é particularmente animadora. Estes problemas persistem, esta incerteza relativamente àquilo que vai ser de facto o volume global do fundo comunitário que continua em aberto. A nossa preocupação é que falte à UE uma verdadeira ambição para assegurar aquilo que é um dos seus valores fundamentais que é a promoção da convergência entre estados-membros”, realçou.

Em resposta a uma questão dos jornalistas sobre o esboço do Orçamento do Estado entregue a Bruxelas, Paula Bernardo afirmou esperar que a UGT seja uma “parte ativa” na discussão do próximo O.E. e sublinhou como positivas as revisões em alta dos indicadores macroeconómicos.

De qualquer modo, referiu ainda a Secretária-geral da UGT, “também tivemos oportunidade de dizer na reunião que era fundamental que as necessidades específicas de Portugal fossem devidamente acauteladas no quadro da preparação do fundo comunitário”, frisando a importância das prioridades nacionais mas também regionais.

Para a UGT, as matérias mais importantes são o investimento público, a resposta às necessidades de emprego de qualidade, a valorização do trabalho e a melhoria das condições de trabalho e a melhoria do salário seja no setor privado seja no público.

Além da Secretária-geral Adjunta, incluiram a delegação da UGT, os Secretário-gerais Adjuntos, José Cordeiro e Dina Carvalho, a Secretária Internacional, Catarina Tavares, e o Secretário Executivo, Carlos Alves.

Veja as declarações da Secretária-geral Adjunta no vídeo abaixo