A UGT, representada pela Secretária Internacional, Catarina Tavares, e pelo Secretário-Geral Adjunto, José Cordeiro, reuniu, juntamente com os restantes parceiros sociais, com o negociador chefe para o Brexit, Michel Barnier, que se deslocou a Lisboa para dar a conhecer o andamento do processo e as consequências do chumbo do acordo pelo Parlamento britânico.
Em declarações à Lusa no final da reunião, Catarina Tavares, salientou a importância de se conseguir um acordo de saída do Reino Unido da União Europeia que evite "uma saída descontrolada".
Para a dirigente sindical “o ideal seria um acordo. Uma saída descontrolada não serve a ninguém”, explicando a preocupações da UGT relativamente a uma saída abrupta (sem acordo) do Reino Unido, com implicações em Portugal ao nível da economia (com uma previsível quebra de exportações) e das suas consequências ao nível do mercado de emprego, quer em Portugal quer nos portugueses que trabalham no Reino Unido.
Recorde-se que os parceiros estiveram presentes na quarta-feira numa reunião extraordinária da Concertação Social, que teve como ponto único de agenda as "Medidas de Preparação e Plano de Contingência para a saída do Reino da União Europeia ['Brexit'].
Nessa reunião, o líder da UGT, Carlos Silva, disse confiar no plano do Governo e voltou a apelar para que os empregadores não aproveitem a situação para despedirem trabalhadores. “Esperemos que isso não sirva como janela de oportunidade para criar outra vez desemprego em Portugal porque quem sofre é sempre o trabalhador”, afirmou Carlos Silva.