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2018

Carlos Silva: Centeno optou por uma posição “sensata” sobre salários na Função Pública

2018-04-17
Carlos Silva: Centeno optou por uma posição “sensata” sobre salários na Função Pública

O Secretário-geral da UGT considerou que a posição assumida pelo Ministro das Finanças, em entrevista à TSF, foi “sensata”, deixando a discussão em torno dos aumentos salariais na Administração Pública para as negociações do Orçamento do Estado para 2019.

Em declarações à Lusa, o líder da UGT disse ficar “satisfeito pelo ministro das Finanças ter optado por uma posição sensata. Esta sensatez nunca deveria ter abandonado o discurso do Governo”.

"Entendemos que essa matéria deve ser discutida no seio do Orçamento do Estado para 2019, que será em outubro. Esta posição revela sensatez, reabre as portas do diálogo social com o Governo e com os sindicatos naturalmente e permite que se retoma um clima de confiança no processo negocial dos trabalhadores da Administração Pública com os seus representantes que são os sindicatos", indicou.

Carlos Silva considera, assim, que será possível que haja aumentos salariais, mas avisou que será sempre necessário enquadrar esta discussão no quadro do Orçamento do Estado do próximo ano.

No dia anterior, o Secretário-geral da UGT já tinha defendido aumento salariais para a Função Pública em 2019 e havia considerado insensato da parte do Executivo fechar essa porta com oito meses de antecedência, tendo acrescentado ainda que o primeiro-ministro, António Costa, tinha feito bem em demarcar-se do Ministro das Finanças.

“O primeiro-ministro assumiu claramente os seus galões de ser líder da equipa”, afirmou o sindicalista. “Para além de uma questão económica, que terá peso no Orçamento do Estado, isso é uma questão política sensível. Portanto, aproveito para insistir que o problema dos salários da administração pública e os aumentos salariais são, por um lado, uma desvalorização dos trabalhadores da administração pública e, por outro lado, se o Governo fecha já a porta a um entendimento, seja ao nível salarial, seja ao nível de outra compensação qualquer – porque é disso que estamos a falar – está naturalmente a comprar uma guerra, o que a oito meses do final do ano me parece completamente insensato.”