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2018

Concertação Social: Sindicatos e patrões têm de “agarrar a oportunidade”

2018-04-15
Concertação Social: Sindicatos e patrões têm de “agarrar a oportunidade”

Em entrevista à Lusa, o Secretário-geral da UGT prestes a comemorar cinco anos como líder da central sindical, no dia 21 de Abril, e numa altura em que se discute com o Governo medidas de combate à precariedade e de dinamização da negociação colectiva, Carlos Silva acredita num acordo de concertação social sobre alterações à lei laboral, defendendo que sindicatos e patrões devem “agarrar a oportunidade” para não permitir que que seja o Parlamento a tomar decisões.

"Somos seis [parceiros sociais] e cabe agora a cada um perceber, nas matérias que estão em cima da mesa [...] se vamos ou não agarrar esta oportunidade ou vamos permitir que, não havendo entendimentos, seja o parlamento a tomar decisões", afirma o dirigente da UGT.

Carlos Silva diz que "no início" da atual solução governativa houve "algum temor sobretudo por parte dos empresários" de que a Concertação Social perdesse força, nomeadamente quando o Executivo avançou sozinho com o aumento do salário mínimo acordado com o Bloco de Esquerda.

"Acho que houve um momento de alguma distração de alguns parceiros sociais no final de 2017 quando se perdeu a oportunidade de dar ainda mais força à Concertação: foi a incapacidade de alguns parceiros perceberem que um acordo naquele momento era importante para se combater essa imagem que se criou em 2015 de que agora a Concertação não valia nada e que tinha sido tudo deslocalizado para o parlamento", diz Carlos Silva.

Porém, para o líder sindical, o conjunto de medidas laborais apresentado agora pelo Governo aos parceiros sociais "veio dar um contributo muito importante para dinamizar o papel da Concertação Social no país".

Leia a entrevista na íntegra no link abaixo