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2018

UGT apresenta expectativas para o futuro do Orçamento da União Europeia

2018-02-09
UGT apresenta expectativas para o futuro do Orçamento da União Europeia

O Secretário-geral da UGT, Carlos Silva, foi orador, juntamente com os restantes parceiros sociais, na conferência organizada pelo Conselho Económico e Social, no dia 09 de Fevereiro, em Lisboa, sobre “O futuro da União Europeia: Orçamento da União e Portugal”.

Num encontro que visou sensibilizar e mobilizar para a discussão os responsáveis nacionais e europeus pela governação dos estados-membros e parceiros sociais, no sentido de antecipar e reflectir sobre os desafios que as negociações e as decisões políticas sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia acarretam, a UGT não deixou de manifestar a sua opinião, considerando que a preparação do próximo quadro financeiro europeu deve assentar num processo de amplo debate social, aos níveis nacionais e europeu.

Na sua intervenção, enquadrada num período de comentário e de interpelação aos representantes da Comissão Europeia e do Governo português, Carlos Silva considerou que o QFP sempre foi determinante para o futuro da U.E., mas o quadro Pós 2020 assume especial relevância num contexto marcado pelas múltiplas incertezas e desafios a nível europeu, desde logo o Brexit, as questões de segurança, a revolução digital e mesmo a crise dos refugiados. Acrescentou ainda que a União Europeia não pode ficar indiferente ao crescente afastamento dos cidadãos do projecto europeu e à crise de solidariedade que ficou bem evidente entre Estados-membros no recente período de crise financeira, económica e social.

“Teremos de ser racionais, mas também solidários e coerentes com as prioridades e com a Europa que queremos”, afirmou o líder da UGT.

No período de interpelação aos representantes da governação nacional e europeia, Carlos Silva deixou duas questões, a primeira sobre se não deverá ser dada prioridade a respostas aos problemas sociais, em detrimento das liberdades económicas, e a segunda sobre as opções que terão de ser assumidas no próximo quadro financeiro no sentido de garantir a solidariedade entre os estados-membros e permitir soluções diferentes, em cenários de crise e choques assimétricos.

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