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2017

Patrões rejeitam acordo de Concertacão Social sobre o salário mínimo

2017-12-19
Patrões rejeitam acordo de Concertacão Social sobre o salário mínimo

Foi com uma postura completamente inadmissível, que as confederações patronais recusaram um acordo em sede de concertação social, onde a troco de um acordo sobre o aumento do salário mínimo nacional, se tenham comportado como verdadeiros usurários.

A UGT partiu para este processo negocial com um espírito de construção que fosse de encontro à defesa dos melhores interesses dos trabalhadores e sempre acreditou ser possível alcançar um aumento que fosse além dos 580€.

Infelizmente desde cedo se percebeu que não havia qualquer vontade por parte das confederações patronais em caminhar para uma solução de compromisso, exigindo a não mexida total do atual quadro legislativo laboral.

À entrada para a reunião da concertação social, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, já dava conta aos jornalistas que os patrões não queriam ir além dos 580 euros, acrescentando que a UGT não estava disponível para suspender as contribuições para o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT).

"Não estamos disponíveis para suspender [as contribuições para o FCT], nem para poderem abocanhar os 160 milhões que estão no fundo, portanto aí não se mexe", frisou Carlos Silva, acrescentando que a central sindical está, todavia, disponível "para poderem reduzir a taxa, mas só até ao final da legislatura".

No final do encontro quer a UGT, quer o Governo, na pessoa do ministro Vieira da Silva, lamentaram não ter sido possível alcançar um acordo, sublinhando que o mesmo não foi possível devido às exigências das confederações patronais que, segundo a tutela, seriam "impossíveis de satisfazer".

Veja as declarações da Presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, no final da reunião.