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2017

Greve Professores: UGT acusa Governo de falta de diálogo

2017-11-11
Greve Professores: UGT acusa Governo de falta de diálogo

À margem dos trabalhos do III Congresso da UGT- Coimbra, que elegeu Jacinto Santos, como novo presidente da União, o Secretário-geral Carlos Silva prometeu “uma guerra sem tréguas” se o Governo não aceitar o diálogo com os sindicatos sobre a questão dos professores.

O Secretário-geral não pede a queda do Governo, nem do Ministro da Educação. Carlos Silva exige uma porta aberta ao diálogo que se tem mantido fechada também a outros sindicatos.

“A UGT não aceita que qualquer Governo, socialista, social-democrata ou outro qualquer feche a porta a um pedido da central para se reunir", afirmou o líder da UGT. “Não reunir, não discutir com os sindicatos é pôr em causa o diálogo social, é pôr em causa a diplomacia sindical”, acrescentou.

Para Carlos Silva, a atitude do Governo está a unir as duas centrais sindicais (UGT e CGTP-IN), numa convergência sindical que juntará os secretários-gerais das duas confederações sindicais na greve nacional agendada para a próxima quarta-feira (dia 15).

“O Governo tem de se sentar connosco, não pode voltar as costas. Porque senão, vai ter uma guerra sem tréguas, na rua, no trabalho, nas empresas”, declarou Carlos Silva.

Ainda na sua intervenção, o líder da UGT defendeu o aumento dos salários dos trabalhadores portugueses para níveis europeus, dentro das possibilidades nacionais.

“Nós subscrevemos a necessidade de se aumentar o salário mínimo nacional” disse o líder sindical que destacou o papel da UGT no despoletar do processo de aumento em 2014 e 2015. Para Carlos Silva “se houver condições orçamentais, o aumento do decretado pelo Governo para 2018 deve ir “mais além” dos 580 euros”.

O Secretário-geral defendeu que “as empresas também têm de fazer um esforço para acomodar os aumentos salariais para lhes dar um patamar de salário de dignidade, que, em Portugal, está perto da mediana”. Afirmou ainda que a culpa de existir em Portugal um salário mediano próximo do salário mínimo é dos empresários, que “não permitem que a negociação colectiva evolua e que o salário mínimo empurre os salários médios”.

Veja no link abaixo as declarações do Secretário-geral na SIC Noticias

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