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2017

1º DE MAIO: Discurso do Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva

2017-05-02
1º DE MAIO: Discurso do Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva

No discurso que proferiu durante as comemorações do 1º de Maio em Viana do Castelo, o Secretário-geral da UGT, lançou um aviso ao Governo de que o cenário de uma greve não está afastado caso o Executivo não cumpra com o que prometeu relativamente aos aumentos salariais.

“Nós não aceitamos que só haja aumentos salariais em 2020. Dez anos sem aumentos salariais é uma barbaridade e, acima de tudo, uma grande injustiça, que leva os trabalhadores da Administração pública à indignação. E se tiverem de ir para a greve, nós acompanharemos e estaremos lá”, afirmou.

Para o líder da UGT, o aumento de 600 euros apresentado pelo Governo no seu programa é para cumprir nos prazos determinados pelo próprio executivo socialista.

“Esperamos que o Governo cumpra o seu compromisso, porque está escrito no seu programa. Em 2019, queremos os 600 euros. E no ano que vem não fazemos por menos, queremos os 580 euros, que é aquilo que está no programa do Governo. A política tem de ser cumprida com verdade e esperamos que o Governo a cumpra e a aplique”.

Além da reposição de salários, o líder da UGT pediu alívio da carga fiscal para os trabalhadores, apelando também ao Governo “ para não se esquecer de repor a progressividade nos escalões de IRS, afirmando que a carga fiscal “ é de loucos”.

“Os trabalhadores precisam de respirar. Precisam de aliviar os seus rendimentos. Têm uma carga de impostos exagerada. Senhor ministro das Finanças, para 2018, o Orçamento de Estado tem de prever a reintrodução de mais escalões no IRS para haver mais justiça fiscal, mais equidade e mais igualdade no nosso país".

Carlos Silva apelou ainda ao primeiro-ministro, António Costa, para integrar todos os precários da Administração Pública.

"Senhor primeiro-ministro abra as portas ao diálogo social. Não permita que se continuem a castigar os trabalhadores da administração pública. Ficamos satisfeitos pelo facto de o governo assumir o compromisso de integrar já, ou nos próximos meses, 50 mil trabalhadores precários, mas até ao final do seu mandato, que terminará em 2019, tem de assumir outro compromisso com o país. É o de resolver o problema da integração total dos precários no Estado”, reforçou

 

Reveja a Intervenção do Secretário-geral da UGT nas comemorações do 1º de Maio da UGT em Viana do Castelo

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