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Comissão de Mulheres

Dia Internacional da Mulher

2019-03-08
Dia Internacional da Mulher

Neste Dia Internacional da Mulher, a Comissão de Mulheres da UGT saúda todas as mulheres portuguesas que, nas suas diversas atividades, contribuem para o progresso e desenvolvimento de Portugal.

A Comissão de Mulheres da UGT aproveita a oportunidade para recordar alguns factos que continuam a evidenciar a necessidade de lutar pelo aprofundamento dos direitos das mulheres, tanto no plano laboral, como nos outros planos da vida social.

A discriminação salarial continua a ser uma realidade. As mulheres ganham em média menos 16,8% que os homens em tarefas de igual valor.

Os obstáculos à conciliação da vida profissional, familiar e social continuam a afetar mais as mulheres. A pobreza manifesta-se mais entre as mulheres idosas do que entre os homens. A representatividade das mulheres nos lugares mais elevados de decisão, quer no setor público, quer no privado, continua a ser significativamente inferior à dos homens.

Muitas medidas legislativas foram adotadas, mas a inércia e a resistência à concretização das mesmas continua a prevalecer. A desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres é uma realidade tenaz e persistente nas nossas sociedades.

Não podemos deixar de referir um fenómeno recorrente que a todos nos envergonha: o fenómeno da violência contra as mulheres, com proporções completamente inaceitáveis na nossa sociedade.

É inacreditável a complacência das autoridades com estes crimes.

Enquanto nos limitarmos a esconder as vítimas, ou até, como já vimos acontecer, a culpabilizá-las pela violência de que são alvo, só conseguiremos que estes crimes se multipliquem.

Numa sociedade moderna, a violência contra as mulheres é um assunto do foro judicial e será o grau zero da justiça se, polícias e tribunais, não forem capazes de lidar com o problema.

As mulheres constituem 51% da população global mas, quando olhamos para as posições cimeiras, em quase todos os sectores, os homens predominam. O chamado "tecto de vidro" continua a ser uma realidade. Como podemos desenhar políticas públicas para todos, se as mulheres não participarem no processo?

A sociedade portuguesa precisa do nosso empenho, precisa da nossa intervenção para se tornar mais justa, mais equilibrada, menos atávica no que respeita a homens e mulheres.

A Comissão de Mulheres da UGT exorta todas as mulheres portuguesas a combaterem, ao seu lado, pela concretização do desígnio da promoção da igualdade de género, consagrado na Constituição da República Portuguesa, em todos os planos da vida social, em particular no plano laboral.

A Comissão de Mulheres da UGT