Apelo à mobilização
CAMPANHA “TRABALHO DIGNO, VIDA DIGNA”
A campanha “Trabalho Digno, Vida Digna”,
liderada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), pelo
Fórum Progressista Global, pelo Alerta Social Internacional, pela Confederação
Europeia de Sindicatos (CES) e pela Solidar, apela a todas as organizações
para se juntarem a esta iniciativa.
Durante o decurso de 2008, a campanha “Trabalho Digno, Vida Digna” irá
recolher assinaturas, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, para
depois as entregar aos decisores internacionais. As coligações nacionais
“por um trabalho digno” também farão as mesmas exigências junto dos seus
governantes. Sindicatos, ONG’s e partidos políticos estão a ser mobilizados
para a recolha de assinaturas.
Representantes de governos nacionais e de organizações quer nacionais quer
internacionais, já assinaram este apelo e, juntos, comprometeram-se a lutar
por sete reivindicações-chave, incluindo: a mudança de práticas comerciais
desleais, a defesa do direito dos trabalhadores a se organizarem, a
ratificação e implementação das Convenções das Nações Unidas e da OIT sobre
a protecção dos trabalhadores migrantes e a cobertura da protecção social
para os 60% da população mundial, que sem ela vive.
Aliás, foi no decurso do Fórum da OIT sobre “Trabalho Digno para uma
Globalização Justa”, realizado em Lisboa, de 31 de Outubro a 2 de Novembro
de 2007, que esta campanha foi lançada, numa cerimónia simbólica que
consistiu no convite a diversas individualidades para assinarem o livro de
honra.
Assim, a lista de
signatários já inclui nomes como Juan Somavia (Director-Geral da
OIT), Guy Ryder (Secretário-Geral da CSI), Conny Reuter
(Secretário Geral da Solidar), Gérard Fonteneau (Secretário-Geral do
Alerta Social Internacional), Maria Helena André (Secretária-Geral
Adjunta da CES) João Proença (Secretário-Geral da União Geral de
Trabalhadores, Portugal), José António Vieira da Silva (Ministro do
Trabalho e da Solidariedade, Portugal), Sha Zukang (Secretário Geral
Adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Económicos e Sociais), Dayan
Jayatileka (Presidente do Conselho de Administração da OIT), Carlos
Tomada (Ministro do Trabalho da Argentina), Carlos Lupi (Ministro
do Trabalho do Brasil) e Paoul Nyrup Rasmunssen (Presidente do
Partido Socialista Europeu).
DÊ FORÇA A ESTA CAMPANHA!
JUNTE-SE A ELES!
Como a
subscrever
Existem duas formas de o fazer:
1. Aceda ao link abaixo indicado
e preencha os
campos solicitados (Nome, e-mail, profissão, país),
introduzindo seguidamente o código de segurança no espaço indicado:

2. Por envio de adesão
individual ou abaixo-assinado.
Neste
caso deverá descarregar a Declaração
procedendo ao seu envio para a UGT.
Fax : 21 397 46 12
E-mail: geral@ugt.pt
NOTA: Quer por adesão individual, quer por abaixo-assinado, na Declaração de
adesão à Campanha “Trabalho Digno, Vida Digna” devem constar o Nome, Bilhete
de Identidade e Profissão, e, no caso do Fax, ainda a respectiva Assinatura.
AS SETE
REIVINDICAÇÕES-CHAVE
Trabalho Digno:
Reafirmar a importância da criação de empregos estáveis e de qualidade para
uma economia saudável e comunidades justas e equitativas, através da
aplicação de estratégias inclusivas a favor do pleno emprego, produtivo,
incluindo os que trabalham actualmente na chamada economia informal, que
carecem de direitos e justiça para defenderem os seus interesses. Todas as
pessoas têm direito ao trabalho, a boas condições de trabalho e a um
rendimento suficiente para as suas necessidades económicas, sociais e
familiares mais elementares, direito esse que deveria ser concretizado
através de salários que permitam níveis de vida decentes.
Direitos:
Os direitos dos trabalhadores, a constituírem e a aderirem a sindicatos e à
negociação colectiva com os seus empregadores, são fundamentais para a
realização de um trabalho digno, sendo que todas as organizações
internacionais, governos e empresas devem assumir as suas responsabilidades
respectivas, no respeito pelos direitos humanos dos trabalhadores.
Protecção Social:
Reforçar e alargar a cobertura da protecção social garantindo o acesso à
segurança social, pensões, subsídios de desemprego, protecção na maternidade
e cuidados de saúde de qualidade para todos. Estes benefícios devem estar
disponíveis para todos, incluindo os trabalhadores da chamada economia
informal.
Comércio:
Alterar as regras comerciais injustas e garantir que os acordos comerciais
sejam transformados em instrumentos de implementação de um trabalho digno,
de um desenvolvimento sustentável e do poder dos trabalhadores, das
mulheres, dos desempregados e dos pobres do mundo inteiro. Devem ser
incluídos nos acordos comerciais, mecanismos vinculativos para a promoção e
reforço do trabalho digno, que abranjam as normas de trabalho fundamentais.
Os governos devem deixar de concluir acordos comerciais que prejudiquem os
pobres, criem desemprego e conduzam à exploração. As exigências das
organizações dos trabalhadores e do resto da sociedade civil devem também
ser ouvidas.
Dívida:
Assegurar que as prioridades das instituições financeiras internacionais
incluam as preocupações de índole social e ambiental. Em especial, é
necessário pôr cobro às condições para a concessão de empréstimo e pagamento
da dívida, que forçam os países a desregularem os mercados de trabalho, a
reduzirem a despesa pública e a privatizarem os serviços públicos à custa da
diminuição do âmbito e da própria qualidade. Todos os projectos financiados
por estas instituições devem, na sua implementação, obedecer às normas de
trabalho fundamentais.
Ajuda:
Garantir que os governos respeitem o compromisso dos países ricos de
elevarem o nível de ajuda oficial ao desenvolvimento para, pelo menos, 0,7%
do PIB. È indispensável um financiamento adequado para o desenvolvimento, a
fim de se alcançarem os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento.
Migração:
Assegurar que os trabalhadores migrantes não sejam explorados e gozem dos
mesmo direitos que os outros trabalhadores, através da ratificação das
convenções relevantes da OIT e da Convenção das Nações Unidas de 1990, sobre
a Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e suas Famílias.
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